VACINA: Mourão diz que “não há briga” com Bolsonaro; “quem decide é o presidente”, afirmou o vice-presidente
Responsável pelo Conselho da Amazônia, Mourão mandou recado ainda para Biden, que pode se tornar o novo presidente dos EUA; “Vamos lembrar que os EUA estão entre os países que mais emitem gás carbônico no mundo”
( Publicada originalmente às 13h 00 do dia 03/11/2020)
(Brasília-DF, 04/11/2.020) O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (PRTB), disse nesta terça-feira, 03, em entrevista concedida à imprensa, que “não há briga” com o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido). Segundo ele, “quem decide é o presidente”, afirmou.
Na última semana, ambos deram declarações divergentes sobre a aquisição, ou não, da vacina contra o coronavírus (covid-19) que vem sendo produzida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan ligado ao governo de São Paulo. Enquanto Bolsonaro afirmara que o governo federal não compraria a “vacina da China”, Mourão afirmou que “é lógico” que o governo brasileiro “vai comprar sim”.
“Aqui não há briga. Existem opiniões que ora coincidem e ora não, mas quem decide é o presidente e ele foi eleito para isso. O que eu quis colocar [na entrevista a revista Veja] é o seguinte: a vacina é a vacina brasileira, produzida aqui no Brasil. Óbvio que o presidente vai tomar a decisão que for melhor para o conjunto da população brasileira, que é a responsabilidade dele. Vamos aguardar, essa vacina não é uma coisa tão simples”, explicou.
Amazônia
Responsável pelo Conselho da Amazônia, Mourão aproveitou também para mandar um recado para o candidato Joe Biden, do Partido Democratas dos Estados Unidos da América (EUA), que pode se tornar com o resultado das eleições daquele país que acontecem nesta terça-feira, 03, o novo presidente norte-americano, sobre eventuais cobranças ao governo brasileiro com relação ao nível de desmatamento da floresta amazônica.
“Pode ser que a equipe do Biden tenha uma ação mais incisiva. Mas vamos lembrar que os EUA estão entre os países que mais emitem gás carbônico no mundo. Então primeiro eles têm que resolver os problemas deles, para depois vir para o nosso. O relacionamento do Brasil com os Estados Unidos é um relacionamento de Estado para Estado, independente do governo que estiver lá. Óbvio que cada governo tem suas prioridades, suas características pontuais, mas, no conjunto da obra, vamos continuar com as mesmas relações”, falou o vice-presidente.
A declaração acontece em meio a mais uma reunião do referido Conselho da Amazônia.
“É a última reunião do ano que estamos fazendo. Vou colocar algumas coisas para os ministros, sobre as nossas prioridades que têm que ser mantidas, o planejamento estratégico, e a partir da semana que vem a comissão integradora passa a fazer as reuniões com os diferentes ministérios”, complementou.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)