31 de julho de 2025
Brasil e Economia

Décimo terceiro salário vai injetar R$ 208 bi no final do ano, mas os números são os piores desde 2012

Veja os números

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( Publicada originalmente às 14h 30 do dia 29/10/2020) 

(Brasília-DF, 30/10/2020) Diferente da CNI, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) não se manifestou sobre a manutenção da taxa Selic em 2% como definiu o Copom, mas hoje, 29, ela foi mais objetiva e divulgou números imporantes.  A CNC calcula que o pagamento do décimo terceiro salário de 2020 deverá injetar R$ 208,7 bilhões na economia brasileira neste ano.  Os números, serão menores que o visto em 2019.  Em verdade, 3,5% menor do que o registrado no ano passado que chego a R$ 216,2 bilhões.   A retração, na prática, descontada a inflação, será de 5,4% – a maior queda real desde o início do acompanhamento realizado pela entidade, em 2012.

O estudo leva em consideração dados como a massa salarial do contingente de trabalhadores formais da iniciativa privada, do setor público, empregados domésticos com carteira de trabalho assinada, além dos beneficiários dos Regimes Geral e Próprio da Previdência Social. Segundo os cálculos da CNC, o vencimento médio pago em 2020 (R$ 2.192,71) deverá apresentar um recuo de 6,6% em comparação com o valor verificado em 2019 (R$ 2.347,55).

Veja os números do impacto do 13o nos últimos anos

Segundo José Roberto Tadros, presidente da CNC,  a queda expressiva na atividade econômica e o avanço da informalidade contribuíram para o resultado da pesquisa.

 “Além dos inevitáveis efeitos sobre o mercado de trabalho, decorrentes da recessão, a queda também é impactada pelas medidas de preservação dos empregos”, afirma Tadros.

Sancionada em abril e prorrogada até o fim do ano, a Medida Provisória nº 936 regulamentou a redução da jornada, proporcional ao salário, e a suspensão temporária do contrato de trabalho. Segundo dados do Ministério da Economia, entre abril e agosto foram firmados 16,1 milhões de acordos entre patrões e empregados no âmbito da MP 936, com predominância da suspensão do contrato de trabalho (7,2 milhões) e redução de 70% da jornada (3,5 milhões).

Fabio Bentes, economista da CNC responsável pela pesquisa, chama a atenção para o fato de o setor de serviços ter sido o que registrou a maior adesão entre os contratos de suspensão e redução de jornada, com 48%, seguido por comércio (25%) e indústria (22%).

“Em caso de suspensão do contrato de trabalho, o desconto no décimo terceiro salário será proporcional ao período não trabalhado. Quanto maior a suspensão do contrato de trabalho, maior será o desconto”, explica Bentes.

Nos estados

Regionalmente, os Estados de São Paulo (R$ 61,5 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 22,3 bilhões), Minas Gerais (R$ 20,2 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 14,9 bilhões) responderão por mais da metade (56,9%) do impacto do décimo terceiro salário na economia do País, neste ano.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)