CRISE NA ECONOMIA: Rodrigo Maia diz que Campos Neto, do BC, não está à altura do cargo
Depois, diz que confia no Presidente do Banco Central
( Publicada originalmente às 10h 49 do dia 29/10/2020)
(Brasília-DF, 30/10/2020) O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia(DEM-J) logo no início do dia publicou em sua conta no Twitter nesta quinta-feira, 29, uma reprimenda e dura crítica ao Presidente do Banco Central(BC), Roberto Campos Neto, por ele ter feito revelações que ele considerou imprópria para o chefe da autoridade monetária do País.
“A atitude do presidente do Banco Central de ter vazado para a imprensa uma conversa particular que tivemos ontem não está à altura de um presidente de Banco de um país sério.”, disse.
Tudo isso se deu pois nessa quarta-feira ,28, Campos Neto ligou para Rodrigo Maia cobrando a votação de reformas. Maia, então, disse a Campos Neto que ele estava ligando para a pessoa errada, pois quem estava obstruindo as votações na Casa era a base do próprio governo. Campos Neto teria, então, divulgado o diálogo a jornalistas. A questão envolve muito interesses. A Oposição está fazendo obstrução argumentando que deseja discutir a MP nº 1000/2020 que trata do auxílio extensão que reduzir o valor a ser pago pelo governo de R$ 600,00 para R$ 300,00. Mas na verdade quer paralisar comissões e os trabalhos da Câmara. Existe uma disputa no Centrâo e com o grupo de Maia pelo controle da Comissão de Orçamento e a cobrança de acordos feitos que foram cobrados.
Mais tarde, duas horas depois Maia fez nova postagem dizendo que tinha recebido uma ligação de Campos Neto afimando que não fez o “vazamento”. Maia disse acreditar em Campos Neto.
“Recebi há pouco ligação do presidente do BC afirmando que ele não divulgou à imprensa a nossa conversa. Diante da palavra do presidente, o vazamento certamente foi provocado por terceiros. Deixo aqui registrado a ligação e a confiança que tenho nele.”,disse Maia.
Pressão
O momento é de pressão sobre Campos Neto pois apesar de muito elogiado durante a pandemia por vários setores, agora está sob críticas pois o BC deveria ter feio alertas mais duro na nota do Conselho de Política Monetária(Copom) dessa quarta-feira, 28, que não cobrou mais do governo ao manter a taxa Selic em 2% ao ano.
A inflação e o dólar estão asusando o mercado e chegando forte na política. Nessa terça-feira, 27, o governador João Dória, de SP, ao rebater o Presidente Bolsonaro por acusar São Paulo de aumentar tributos, fez alusão a inflação.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)