NORDESTE EM MANCHETE: Flávia Cavalcante pode ficar na presidência da Assembleia Legislativa de Alagoas
Colunista afirma que, com a presença do prefeito de Canapi, houve entendimentos de que a deputada pode e deve ficar no cargo
(Brasília- DF, 22/11/2013) O feriadão foi positivo para os integrantes do MSM ― Movimento dos Sem-Mesa ―, que prepara uma articulação que tem tudo para dar certo, informa o jornalista Ricardo Mota, do site TNH1, de Maceió (AL), sobre a eleição para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas.
“Agora com a presença do prefeito de Canapi, Celso Luiz, eles discutiram e chegaram à conclusão de que a deputada Flávia Cavalcante (PMDB) pode e deve ficar na presidência da Casa de Tavares Bastos”, prossegue o colunista. “É evidente que o deputado Olavo Calheiros (PMDB) é uma das vozes mais ouvidas entre os integrantes do MSM, ainda que não fosse exatamente um aliado da antiga Mesa Diretora”, diz.
Escaldado e carregando a experiência de tantos mandatos na Câmara dos Deputados, o irmão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não apenas aprova, mas já trabalha para manter a sua fiel aliada política na Assembleia. Até porque, ainda que haja um desgaste político para a discreta parlamentar, ela não deve mais ser candidata à reeleição (pode ser substituída pelo pai, Cícero Cavalcante, ou pelo marido, o vereador Kelmann Vieira, uma das melhores novidades da Câmara de Maceió).
(Des) caminhos
“Onde entra Celso Luiz?”, pergunta o jornalista. Ele conhece como poucos os (des) caminhos da Casa de Tavares Bastos. Como gosta de repetir, muitos deputados lhe devem favores (seriam impagáveis), da época em que ele mandava como poucos em Alagoas – nos dois governos Lessa.
A presença dele na articulação do MSM dá novo fôlego à proposta de manter Flávia Cavalcante na presidência do Legislativo Estadual: o que já foi Plano B de Olavo Calheiros, passa a ser Plano A. Então, ele passaria a dar as cartas ― sem trocadilho ― na Casa.
Faltam promessas
O jornalista Voney Malta, do site CadaMinuto, de Maceió (AL), também escreve sobre a eleição para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas. Segundo ele, “de acordo com os bastidores, com gente que circula, aconselha, participa e fica sabendo das reuniões e encontros entre os envolvidos e interessados na eleição da Mesa da Assembleia. O problema tem sido o que os possíveis candidatos não podem prometer para fechar determinado apoio”.
É que Jeferson Morais, Joãozinho Pereira, Luis Dantas, Gilvan Barros ― entre outros cujos nomes sequer circularam na imprensa ― sabem que se eleitos terão que legalizar os atos administrativos da Casa. Caso contrário, corre-se o risco de continuidade de um filme repetido e já visto: afastamento dos membros da Mesa e até prisões, fato já ocorrido. E isso alguns parlamentares, incluindo os afastados, não aceitam.
Adiamento
Legalizar significa, entre outras coisas, dar maior transparência ao uso do duodécimo, fazer médicos, prefeitos, ex-parlamentares e servidores cumprirem jornada de trabalho, fazer licitações, avaliar se o número cargos comissionados está de acordo com o de efetivos, colocar em dia os direitos trabalhistas dos servidores, cumprir as obrigações com a Receita Federal, INSS, etc, etc, etc e outras coisinhas mais.
Esse é um dos nós que sustenta a indefinição sobre quem serão os novos dirigentes da Mesa Diretora da Assembleia. Este fato pode adiar até 2014 qualquer decisão, apesar das questões judiciais. Mas estas podem ser superadas com dúvidas, questionamentos, consultas e recursos encaminhados ao Judiciário.
(Da Redação da Agência Política Real, com edição de Valdeci Rodrigues)