Nordeste e o Senado. Apenas três senadores pemedebistas votaram a favor do governo ontem.
Renan Calheiros diz que votação é demonstração de insatisfação, mas não acredita que vá prejudicar CPMF.
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Brasília-DF, 26/09/2007) O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) se isentou da responsabilidade pelo resultado da votação da MP 377, que foi rejeitada ontem em plenário com maioria dos votos pemedebistas. “ Essa questão do PMDB não tem nada haver com a minha questão”, afirmou hoje pela manhã. A proposta foi rejeitada por 46 votos, dentre os 68 votantes. Dentre os 16 senadores pemedebistas que votaram, apenas três votaram a favor da MP: José Sarney, e os líderes governistas Romero Jucá e Roseana Sarney.
“Esse é um problema do PMDB e sua bancada. Foi uma decisão do partido. Ao presidente Senado não cabe conter rebelião, essa questão cabe aos líderes do partido e do governo”, complementou o presidente. Alguns parlamentares acreditam que situação de Renan contribuiu para o caso, mas admitem que posicionamento do partido tem outras motivações. “A votação de ontem teve componente político muito forte. O PMDB mostrou sua força. O governo precisa melhorar diálogo com partido”, avaliou Renato Casagrande (PSB-ES). “O PMDB deu uma demonstração de insatisfação, cabe aos líderes detectar os motivos”, disse ainda Renan, alegando não saber as motivações por trás da rebelião pemedebista.
Questionado se o resultado de ontem não pode ser um fator preocupante para apreciação da CPMF na Casa, Renan Calheiros afastou essa hipótese. “A CPMF é uma questão de interesse do país, o PMDB vai votar a favor”, disse. O senador ainda afirmou que a proposta do governo deverá passar sem alterações. “Acho que a CPMF passa sem precisar baixar alíquota”, garantiu.
(por Liana Gesteira)