Nordeste e a Operação Navalha. Membros do Conselho de Ética repudiam denúncias contra nordestinos.
Parlamentares alegam que representações do Psol não têm consistência.
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(Brasília-DF, 26/09/2007) Os membros do Conselho de Ética mais uma vez desmoralizaram representação do Psol, alegando esvaziamento de provas contra o acusado. Na tarde de hoje o Conselho tomou o depoimento de Paulo Magalhães (DEM-BA) para esclarecer acusações de que teria pressionado ministros do TCU para beneficiar construtora Gautama. “Já estou convencido que não há nada de concreto na representação que possa incriminá-lo”, afirmou o relator do processo Moreira Mendes (PPS-RO) após uma série de declarações de deputados repudiando conteúdo da representação do Psol.
“Isso aqui não tem nada de consistente”, afirmou Paulo Piau (PMDB-MG) sobre acusação. “Não entendo como a ex-senadora Heloísa Helena manda uma representação dessa que pede uma investigação. Não somos fórum de investigação”, afirmou. “Eu tenho uma impressão que o Psol está achando que somos uma delegacia de polícia”, complementou José Carlos Araújo(PR-BA). “Temos que ter muito cuidado para não banalizar a ética parlamentar”, disse ainda Solange Amaral (DEM-RJ). As declarações se assemelham ao que foi levantado durante o depoimento do deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), no início do mês. Os membros do Conselho também saíram em defesa do acusado alegando que não haviam provas concretas.
O relator, entretanto, afirmou que pretende procurar o ministro Ubiratan Aguiar, que teria sido o responsável pela decisão desfavorável a construtora Gautama. “Por um excesso de zelo já solicitei uma audiência com o ministro Ubiratan Aguiar para esclarecer informações veiculadas pela imprensa sobre o caso”, informou Moreira Mendes.
O deputado Dagoberto (PDT-MS) pediu ainda que fosse solicitada a Polícia Federal gravação citada na representação do Psol que comprovaria recebimento de propina pelo deputado Paulo Magalhães. “O relatório da PF revela que Zuleido Veras e o representado conversaram duas vezes no dia 4 de maio. No segundo contato Paulo Magalhães confirma que recebeu visita de Florêncio Vieira, empregado da Gautama, encarregado de lhe entregar 'o material' “, diz a representação. A acusação do Psol é que esse 'material' seria o valor de R$ 20 mil. O deputado representado alega, entretanto, que o único material que já recebeu da Gautama foram duas agendas.
(por Liana Gesteira)