Ceará. Mauro Benevides também lembra Marcos Freire.
O parlamentar é o único histórico do PMDB com mandato; Ele foi contemporâneo do líder pernambucano.
Publicado em
( Brasília-DF, 17/09/2007) A Política Real está atenta.
O deputado Mauro Benevides(PMDB-CE), um recordista de falas na Câmara Federal, se manifestou hoje sobre os 20 anos da morte do político pernambucano Marcos Freire. No ínicio deste mês vários parlamentares lembraram a morte trágica do líder.
Começou com as falas no Senado, como de Arthur Virgílio(PSDB-AM), Sérgio Guerra(PSDB-PE) e Jarbas Vasconcelos(PMDB-PE), depois, na Câmara Federal, foi a vez do deputado Renildo Calheiros(PC do B-PE). Benevides que é do antigo MDB deu o tom da lembrança dos líderes cearenses.
“SENHOR PRESIDENTE
SENHORAS E SENHORES DEPUTADOS:
Transcorreu, no dia 6, o 20º aniversário do trágico desaparecimento do senador Marcos Freire, uma das grandes expressões da vida pública nacional, falecido em desastre aviatório, quando cumpria missão oficial, na qualidade de Ministro da Reforma Agrária.
Foi deputado federal por Pernambuco, na década de 60, honrou o Congresso, integrante do bloco emedebista, filiado ao chamado Grupo Autêntico, cuja bandeira de luta era a imediata normalização da vida político-institucional do País.
Chegando ao Senado em 1º de Fevereiro de 1975, ao meu lado e de figuras exponenciais da facção oposicionista, como Brossard, Quércia, Itamar Franco e tantos outros, em pouco tempo Marcos Freire via-se guindado à condição de líder da bancada, após haver composto a Mesa Diretora da Casa, então presidida por Magalhães Pinto, vulto estelar de Minas e do Brasil.
O talento oratório do saudoso pernambucano fê-lo cumprir a liderança da representação a que pertencia, com brilho inexcedível, requisitado para presidir, logo depois, a Caixa Econômica Federal, ali executando gestão fecunda, assinalada por expressivas realizações.
Recordo, com imensa saudade, o almoço de que participamos a fim de decidir, em 86, o rumo político a adotar, quando me dispus a postular, novamente, cadeira senatorial pelo Ceará.
Já Marcos Freire, convidado por José Sarney, investiu-se em Ministério importante, incumbido de processar a reforma agrária, com a qual estamos programaticamente comprometidos, desde os primórdios do MDB/PMDB.
Ao desaparecer, aquele companheiro desfalcou os quadros da vida pública brasileira, que ele sempre soube estimar, dignificar e enobrecer.
Presto, pois, sentida homenagem à sua memória imperecível, convicto de que arraigado idealismo era o timbre mais expressivo de uma personalidade de escol, a qual merece a relembrança do exemplo edificante de bravura, competência e sintonia permanente com as idéias de democracia – tudo isso encarnado em fulgurante obstinação no correto cumprimento do dever.
Na posição de colega e amigo, estivemos lado a lado em diversos momentos, daí por que não me dispensaria de reverencia-lo na defluência dos vinte anos da morte prematura, tragicamente ocorrida no Estado do Pará, em pleno exercício de tarefas relevantes como auxiliar do primeiro escalão da Esplanada dos Ministérios.
Marcos foi um bravo, que legou a todos nós lições inesquecíveis de coerência e obstinação no patrocínio de teses vinculadas aos nossos rumos institucionais. “
( da redação com informações de assessoria)
O deputado Mauro Benevides(PMDB-CE), um recordista de falas na Câmara Federal, se manifestou hoje sobre os 20 anos da morte do político pernambucano Marcos Freire. No ínicio deste mês vários parlamentares lembraram a morte trágica do líder.
Começou com as falas no Senado, como de Arthur Virgílio(PSDB-AM), Sérgio Guerra(PSDB-PE) e Jarbas Vasconcelos(PMDB-PE), depois, na Câmara Federal, foi a vez do deputado Renildo Calheiros(PC do B-PE). Benevides que é do antigo MDB deu o tom da lembrança dos líderes cearenses.
“SENHOR PRESIDENTE
SENHORAS E SENHORES DEPUTADOS:
Transcorreu, no dia 6, o 20º aniversário do trágico desaparecimento do senador Marcos Freire, uma das grandes expressões da vida pública nacional, falecido em desastre aviatório, quando cumpria missão oficial, na qualidade de Ministro da Reforma Agrária.
Foi deputado federal por Pernambuco, na década de 60, honrou o Congresso, integrante do bloco emedebista, filiado ao chamado Grupo Autêntico, cuja bandeira de luta era a imediata normalização da vida político-institucional do País.
Chegando ao Senado em 1º de Fevereiro de 1975, ao meu lado e de figuras exponenciais da facção oposicionista, como Brossard, Quércia, Itamar Franco e tantos outros, em pouco tempo Marcos Freire via-se guindado à condição de líder da bancada, após haver composto a Mesa Diretora da Casa, então presidida por Magalhães Pinto, vulto estelar de Minas e do Brasil.
O talento oratório do saudoso pernambucano fê-lo cumprir a liderança da representação a que pertencia, com brilho inexcedível, requisitado para presidir, logo depois, a Caixa Econômica Federal, ali executando gestão fecunda, assinalada por expressivas realizações.
Recordo, com imensa saudade, o almoço de que participamos a fim de decidir, em 86, o rumo político a adotar, quando me dispus a postular, novamente, cadeira senatorial pelo Ceará.
Já Marcos Freire, convidado por José Sarney, investiu-se em Ministério importante, incumbido de processar a reforma agrária, com a qual estamos programaticamente comprometidos, desde os primórdios do MDB/PMDB.
Ao desaparecer, aquele companheiro desfalcou os quadros da vida pública brasileira, que ele sempre soube estimar, dignificar e enobrecer.
Presto, pois, sentida homenagem à sua memória imperecível, convicto de que arraigado idealismo era o timbre mais expressivo de uma personalidade de escol, a qual merece a relembrança do exemplo edificante de bravura, competência e sintonia permanente com as idéias de democracia – tudo isso encarnado em fulgurante obstinação no correto cumprimento do dever.
Na posição de colega e amigo, estivemos lado a lado em diversos momentos, daí por que não me dispensaria de reverencia-lo na defluência dos vinte anos da morte prematura, tragicamente ocorrida no Estado do Pará, em pleno exercício de tarefas relevantes como auxiliar do primeiro escalão da Esplanada dos Ministérios.
Marcos foi um bravo, que legou a todos nós lições inesquecíveis de coerência e obstinação no patrocínio de teses vinculadas aos nossos rumos institucionais. “
( da redação com informações de assessoria)