31 de julho de 2025

Bahia. Deputado filho de Paulo Souto analisa demandas sobre infra-estrutura.

O deputado Fábio Souto(DEM—BA) cumpre o seu segundo mandato.

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( Brasília-DF, 12/09/2007) A Política Real está atenta. O deputado Fábio Souto(DEM-Ba) enviou a redação artigo em que analisa a questão da infra-estrutura brasileira em idos de PAC. O parlamentar que cumpre seu segundo mandato ainda é conhecido por ser filho do presidente regional do DEM e ex-governador da Bahia, Paulo Souto. Veja a íntegra do artigo:



“ A infra-estrutura brasileira


Não se pode mais admitir que o descaso com as obras de infra-estrutura no Brasil continue sendo responsável por tanto atraso no desenvolvimento nacional e pela perda de milhares de vidas nas nossas estradas e em um sistema aéreo em frangalhos.

É urgente que o governo federal tome providências para sanar nossos problemas de infraestrutura, dotando o País das condições mínimas necessárias para ganhar competitividade no mercado externo, bem como oferecer segurança e conforto aos cidadãos.

Matéria recente publicada na revista Veja expõe os números dramáticos provocados por nossas estradas mal conservadas, ferrovias obsoletas e falta de energia. Segundo a revista, essas deficiências nos custam, anualmente, cerca de 250 bilhões de reais, o equivalente a umam economia do tamanho da do Chile ou da Colômbia.

Todos os países em crescimento acelerado, como a China e a Índia, investem intensamente em infraestrutura, enquanto nós temos reduzido nossos investimentos neste setor. Até o início dos anos 80, o Brasil investia em infraestrutura, anualmente, o equivalente a até 6% do seu PIB. Hoje, esse percentual caiu para 3%. Uma possível alternativa para o problema seria incentivar a participação privada no setor. Esta participação hoje é tímida, sobretudo, porque o Estado não oferece segurança aos investidores privados de que os contratos serão respeitados. O volume de contratos de concessão renegociados no Brasil é altíssimo – 41% foram alterados de alguma maneira, seja por decisões judiciais, seja por medidas do governo.


Outra razão que inibe a da iniciativa privada na recuperação da nossa infra-estrutura é a falta de liberdade para que empresas possam explorar com lucro setores onde os investimentos são emergenciais. Obviamente, há que haver regras claras para evitar abusos, mas nada atualmente é mais danoso para a economia nacional do que o absoluto descaso a que estão entregues nossas estradas, portos, aeroportos e ferrovias.


Os serviços e produtos gerados pelos setores de infra-estrutura – energia, petróleo e gás, transportes, telecomunicações e saneamento básico – são órgãos vitais em qualquer sistema econômico. Sem eles, o País literalmente pára, e esta é uma das mais graves
fragilidades da nossa economia. Analisemos o caso da soja, um dos principais produtos de exportação do País. Graças ao clima favorável, à mão-deobra barata e à terra abundante, o Brasil possui enormes vantagens comparativas para a produção desse grão. Essas vantagens se perdem, no entanto, quando a produção atravessa a porteira da fazenda e cai nas nossas estradas esburacadas do interior.

Essas dificuldades logísticas, resultantes da falta de infraestrutura, impõem aos exportadores perdas de cerca de dois bilhões de reais por ano e impedem o aumento da produtividade no campo. Rodovias e portos ineficientes produzem gastos adicionais que limitam a capacidade das empresas de produzir e expandir seus lucros. Não basta, portanto, como muito bem observa a revista Veja em seu artigo, aumentar o volume de crédito para fazer a economia deslanchar. É preciso meios adequados para que as empresas possam produzir, transportar mercadorias e exportar.”


( da redação com informações de assessoria)