Maranhão. Usina de carvão vegetal poderá atingir o Baixo Parnaíba.
Assunto foi destaque na AL-MA, hoje.
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( Brasília-DF,05/09/2007) A Política Real teve acesso.
O deputado estadual Francisco Gomes (DEM) manifestou-se preocupado, na manhã de hoje , 5, no plenário da AL-MA, em São Luís - com o futuro de milhares de famílias residentes no Baixo Parnaíba, ante à iminência de desmatamento de extensa área de florestas nativas, onde pontificam árvores frutíferas como o bacuri e o piqui. “Destruindo os cerrados, essas famílias estão condenadas a passar fome, porque elas se alimentam desses frutos”, advertiu. Essa questão vem chamando atenção no Meio Norte brasileiro, que junta os estados do Maranhão e do Piauí. No outro lado do rio Parnaíba já existem casos, discussões políticas e investidas do MP e da AL-PI sobre desmatamentos para carvão vegetal.
O epicentro do desmatamento fica no município de Urbano Santos, onde a Margusa mantém um projeto para extração de carvão vegetal. O produto é usado como combustível nos fornos das usinas de ferro-gusa. No lugar das florestas desmatadas a Margusa pretende plantar eucaliptos. “Isso é colocar em risco a sobrevivência de comunidades que ali vivem há centenas de anos”, assinala Gomes.
Para desmatar as florestas nativas, a Margusa precisa cumprir uma série de requisitos legais, como a apresentação do Rima (Relatório de Impacto ao Meio Ambiente) e a discussão desse documento em audiências públicas, promovidas pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
Duas audiências públicas para discutir o Rima já estão agendadas para os dias 12 e 13 deste mês, sendo que a primeira na sede de Urbano Santos. Chico Gomes chama a atenção para o fato de o convite da Sema para audiência estar sendo distribuído aos representantes da sociedade civil por empregados da própria Margusa.
Citando denúncia do jornalista Aldir Dantas, Chico Gomes disse que os trabalhadores estão indignados com esse fato “e denunciam até que existe um conluio da Secretaria do Meio Ambiente com a empresa interessada na destruição daquelas florestas”.
O deputado do DEM lembrou que a Sema dispõe de funcionários para entregarem os convites das audiências. “A Sema deve ter gente capaz de organizar e fazer tudo isto, então, é para se desconfiar da seriedade desta audiência pública”.
Chico Gomes sugeriu que a questão do Baixo Parnaíba seja acompanhada de perto pelas comissões de Meio Ambiente e de Política Agrária da Assembléia. “Faz-se necessário acompanharmos todo o processo para evitar até futuros conflitos naquela área”.
( da redação com informações de assessoria)
O deputado estadual Francisco Gomes (DEM) manifestou-se preocupado, na manhã de hoje , 5, no plenário da AL-MA, em São Luís - com o futuro de milhares de famílias residentes no Baixo Parnaíba, ante à iminência de desmatamento de extensa área de florestas nativas, onde pontificam árvores frutíferas como o bacuri e o piqui. “Destruindo os cerrados, essas famílias estão condenadas a passar fome, porque elas se alimentam desses frutos”, advertiu. Essa questão vem chamando atenção no Meio Norte brasileiro, que junta os estados do Maranhão e do Piauí. No outro lado do rio Parnaíba já existem casos, discussões políticas e investidas do MP e da AL-PI sobre desmatamentos para carvão vegetal.
O epicentro do desmatamento fica no município de Urbano Santos, onde a Margusa mantém um projeto para extração de carvão vegetal. O produto é usado como combustível nos fornos das usinas de ferro-gusa. No lugar das florestas desmatadas a Margusa pretende plantar eucaliptos. “Isso é colocar em risco a sobrevivência de comunidades que ali vivem há centenas de anos”, assinala Gomes.
Para desmatar as florestas nativas, a Margusa precisa cumprir uma série de requisitos legais, como a apresentação do Rima (Relatório de Impacto ao Meio Ambiente) e a discussão desse documento em audiências públicas, promovidas pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
Duas audiências públicas para discutir o Rima já estão agendadas para os dias 12 e 13 deste mês, sendo que a primeira na sede de Urbano Santos. Chico Gomes chama a atenção para o fato de o convite da Sema para audiência estar sendo distribuído aos representantes da sociedade civil por empregados da própria Margusa.
Citando denúncia do jornalista Aldir Dantas, Chico Gomes disse que os trabalhadores estão indignados com esse fato “e denunciam até que existe um conluio da Secretaria do Meio Ambiente com a empresa interessada na destruição daquelas florestas”.
O deputado do DEM lembrou que a Sema dispõe de funcionários para entregarem os convites das audiências. “A Sema deve ter gente capaz de organizar e fazer tudo isto, então, é para se desconfiar da seriedade desta audiência pública”.
Chico Gomes sugeriu que a questão do Baixo Parnaíba seja acompanhada de perto pelas comissões de Meio Ambiente e de Política Agrária da Assembléia. “Faz-se necessário acompanharmos todo o processo para evitar até futuros conflitos naquela área”.
( da redação com informações de assessoria)