Bolsa brasileira recuou face a cena internacional, mas o dólar continua abaixa de R% 5,00
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(Brasília-DF, 27/04/2026) Nesta segunda-feira, 27, o Ibovespa ensaiou uma recuperação no pregão, mas virou para queda ao longo do dia e registrou a quarta baixa consecutiva em meio à apreensão com o andamento da guerra no Oriente Médio.
O principal índice da B3 recuou 0,61%, aos 189.579 pontos.
Já o dólar voltou a cair após recuperar a marca dos R$ 5,00 na semana passada. A moeda americana fechou o dia em baixa de 0,31%, cotada a R$ 4,98.
Os investidores seguem monitorando a possibilidade de negociações de paz entre Estados Unidos e Irã que restaurem os fluxos de petróleo na região.
A semana será marcada também pela divulgação dos balanços das big techs americanas. As gigantes Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta divulgam seus números do primeiro trimestre de 2026 na quarta-feira (29), seguidas pela Apple na quinta (30).
Boletim focus
O Boletim Focus desta segunda-feira, 27, indicou uma elevação nas expectativas de inflação para o período entre 2026 e 2028, o que reacende discussões sobre os impactos de pressões de custos, especialmente em itens relevantes como combustíveis e fertilizantes, sobre a economia brasileira.
Para a reunião do COPOM desta semana, realizada entre terça e quarta-feira, não são esperadas mudanças no ritmo de corte de juros. O mercado segue precificando uma nova redução de 25 bps. Ainda assim, o espaço para cortes ao longo do ano parece mais limitado do que o projetado anteriormente. No início de 2026, a expectativa era de uma Selic terminal em torno de 12%, mas essa projeção já foi revisada para 13%.
Outro fator relevante para a trajetória dos juros é o câmbio. O real acumula valorização de 9,23% ao longo de 2026, mesmo em um ambiente de maior incerteza global. Caso esse movimento se mantenha, pode contribuir para um maior espaço de flexibilização monetária.
( da redação com informações de assessoria e Bloomberg Linea. Edição: Política Real)