Pernambuco. Queijo coalho pode ficar associado aos pernambucanos.
Historiadores apontam que desde 1560 o queijo coalho é feito em Pernambuco.
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( Brasília-DF, 05/09/2007) A Política Real teve acesso.
Iguaria típica da culinária nordestina, o queijo coalho é largamente produzido no agreste pernambucano. Por isso, os produtores contam com o apoio do Sebrae em Pernambuco para conseguir a indicação geográfica do produto.
Tudo começou há três anos com o projeto de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite no Agreste Pernambucano, promovido pelo Sebrae estadual e parceiros. O objetivo do projeto é melhorar a qualidade do leite e aumentar o volume de negócios do setor leiteiro naquela região.
Atualmente são beneficiados 275 produtores de leite e 25 empresas de laticínios, organizados em sindicatos rurais, cooperativas e associações. No projeto, são desenvolvidas ações como acesso a mercados, adequação dos produtores à Instrução Normativa 51 do Ministério da Agricultura (que diz respeito à melhoria da qualidade do leite) e iniciativas de associativismo, como compra e venda conjunta.
Entre essas ações prioritárias está a indicação geográfica do queijo coalho. Dos 1,3 milhão de litros de leite produzidos por dia em Pernambuco, 40% são para queijos artesanais, principalmente para a produção do coalho.
No entanto, segundo o gestor do projeto, Moshe Dayan, Pernambuco vende mais leite para outros estados que derivados, que têm valor agregado. Com a certificação do queijo coalho, a idéia é que Pernambuco passe a exportar mais produtos com valor agregado. “Para isso, já estamos no caminho da padronização do queijo”, diz. O levantamento histórico desse produto também está em fase de conclusão.
“Precisamos agora formar e fortalecer um comitê de auto-regulamentação”, ressalta Dayan. Por meio desse comitê, criado pelos próprios produtores, será conduzido o processo de certificação junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).
Segundo Dayan, os produtores já têm consciência empresarial da importância da indicação geográfica e estão trabalhando para que isso aconteça em breve. “É um processo longo, mas estão todos animados”, diz.
O produtor Luiz Paulo Dantas é prova disso. Segundo ele, é por conta da ação do Sebrae/PE que a produção tradicional do queijo coalho voltou a ser feita. “Estavam produzido o queijo a partir do leite pasteurizado. Agora, para a sobrevivência do produto tradicional e de suas características originais, estamos produzindo a partir do leite cru”, explica Dantas.
De acordo com ele, historiadores apontam que desde 1560 esse queijo é feito em Pernambuco. “Na época, essa foi a primeira capitania do Brasil a produzir o queijo”, afirma.
A indicação geográfica é uma forma de agregar valor ao queijo coalho. É também um diferencial de mercado, porque esse certificado mostra que o produto traz características do local de origem. “É um produto carregado de identidade cultural e histórica”, destaca Dantas.
( da redação com informações de assessoria)
Iguaria típica da culinária nordestina, o queijo coalho é largamente produzido no agreste pernambucano. Por isso, os produtores contam com o apoio do Sebrae em Pernambuco para conseguir a indicação geográfica do produto.
Tudo começou há três anos com o projeto de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite no Agreste Pernambucano, promovido pelo Sebrae estadual e parceiros. O objetivo do projeto é melhorar a qualidade do leite e aumentar o volume de negócios do setor leiteiro naquela região.
Atualmente são beneficiados 275 produtores de leite e 25 empresas de laticínios, organizados em sindicatos rurais, cooperativas e associações. No projeto, são desenvolvidas ações como acesso a mercados, adequação dos produtores à Instrução Normativa 51 do Ministério da Agricultura (que diz respeito à melhoria da qualidade do leite) e iniciativas de associativismo, como compra e venda conjunta.
Entre essas ações prioritárias está a indicação geográfica do queijo coalho. Dos 1,3 milhão de litros de leite produzidos por dia em Pernambuco, 40% são para queijos artesanais, principalmente para a produção do coalho.
No entanto, segundo o gestor do projeto, Moshe Dayan, Pernambuco vende mais leite para outros estados que derivados, que têm valor agregado. Com a certificação do queijo coalho, a idéia é que Pernambuco passe a exportar mais produtos com valor agregado. “Para isso, já estamos no caminho da padronização do queijo”, diz. O levantamento histórico desse produto também está em fase de conclusão.
“Precisamos agora formar e fortalecer um comitê de auto-regulamentação”, ressalta Dayan. Por meio desse comitê, criado pelos próprios produtores, será conduzido o processo de certificação junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).
Segundo Dayan, os produtores já têm consciência empresarial da importância da indicação geográfica e estão trabalhando para que isso aconteça em breve. “É um processo longo, mas estão todos animados”, diz.
O produtor Luiz Paulo Dantas é prova disso. Segundo ele, é por conta da ação do Sebrae/PE que a produção tradicional do queijo coalho voltou a ser feita. “Estavam produzido o queijo a partir do leite pasteurizado. Agora, para a sobrevivência do produto tradicional e de suas características originais, estamos produzindo a partir do leite cru”, explica Dantas.
De acordo com ele, historiadores apontam que desde 1560 esse queijo é feito em Pernambuco. “Na época, essa foi a primeira capitania do Brasil a produzir o queijo”, afirma.
A indicação geográfica é uma forma de agregar valor ao queijo coalho. É também um diferencial de mercado, porque esse certificado mostra que o produto traz características do local de origem. “É um produto carregado de identidade cultural e histórica”, destaca Dantas.
( da redação com informações de assessoria)