Sergipe. Coordenador da bancada cobra regulamentação da emenda 29 e liberação de recursos.
Deputado avalia que crise na Saúde é decorrente de má gestão e politicagem.
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(Brasília-DF, 05/09/2007) O coordenador da bancada de Sergipe, José Carlos Machado (DEM-SE), se pronunciou hoje a respeito das declarações do ministro José Gomes Temporão, que passou a responsabilidade da crise de Saúde do Nordeste para os estados. O ministro alegou que grande parte das administrações estaduais não cumprem com percentagem mínima de investimentos em Saúde. “Acho que a crise da Saúde é dos governos federais, estaduais e municipais”, declarou José Carlos Machado.
O deputado alega que é preciso regulamentar a emenda 29 para esclarecer as responsabilidades dos estados. “O problema é que cada estado interpreta do jeito que quer. Alguns tribunais entendem que saneamento é saúde”, disse Machado, se referindo a emenda 29 que obriga os estados a investirem 12% de sua arrecadação na área mas não define bem a aplicação dos recursos. O coordenador da bancada alega que a regulamentação deve ser uma iniciativa do governo federal.
O parlamentar também critica a União pela não liberação de emendas. “O orçamento de 2007 tem cerca de R$ 1 bilhão para Saúde de Sergipe, mas o governo não libera. Nos últimos quatro anos que estive no comando da bancada o governo liberou cerca de 20% dos recursos destinados a Saúde”, revelou.
Outro ponto levantado por Machado é a má gestão dos recursos. “A crise não só de dinheiro, é também de gerenciamento. Muitos secretários ficam fazendo política com a Saúde. Essa crise que aflora tem que ter 100 % de dedicação dos gestores”, avalia. O deputado cita o caso da maternidade Nossa Senhora de Lourdes, que foi feita pelo ex-governador João Alves, e até agora não entrou em funcionamento. “Há oito meses a maternidade está fechada. O governador Marcelo Déda fica fazendo picuinhas com a obra e até agora não abriu maternidade. Isso é política, não pode”, diz o parlamentar. José Carlos Machado contou que nas últimas duas semanas faleceram 11 crianças na maternidade Falcão Batista. “Na minha avaliação patê das motrtes poderiam ser evitadas se a nova maternidade tivesse sido inaugurada”, opina.
(por Liana Gesteira)