Pernambuco. Fernando Ferro(PT-PE) rebateu FHC sobre o fatos do mensalão ter atingido Lula.
Ferro foi escalado para rebater acusações por conta da recente decisão do Supremo.
Publicado em
( Brasília-DF, 30/08/2007) A Política Real está atenta.
O deputado Fernando Ferro(PT-PE) cumpriu a tarefa e foi a tribuna do plenário Ulysses Guimarães da Câmara Federal rebater as declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que refletindo o recebimento da denúncia pelo Supremo Tribunal Federal contra os 40 representados no caso do Mensalão disse que o Governo Lula era atingindo com tal decisão.
Ferro, que foi líder temporário do Partido dos Trabladores e que é remanescente do grupo de parlamentares que estiveram durante anos na oposição, especialista na questão energética, tem uma especial predileção em rebater colocações feitas pelo ex-presidente.
Ele disse que FHC vive um ocaso político. Veja a íntegra da falação do parlamentar pernambucano:
“ Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, senhoras e senhores que conosco participam desta sessão,que nos assistem, tomo a palavra neste momento para me referir à desastrosa intervenção do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso em virtude da decisão da Suprema Corte de indiciar um conjunto de pessoas no processo do chamado mensalão.
Na vida política é preciso guardar compreensão das diversas fases. O Sr. Fernando Henrique Cardoso não reconhece o ocaso político em que entrou.
Dana-se a falar, com ansiedade que realmente deslustra o cargo de ex-Presidente da República, pelo qual um estadista deve zelar, para apresentar-se como alguém que tem a credibilidade e o respeito da população e até dos adversários. Os ex-Presidentes Itamar Franco e José Sarney, entre outros, têmcerto zelo pelo cargo. Evitam expor-se à imprensa, numa busca ansiosa e desesperada por mídia.
Acho que o Sr. Fernando Henrique Cardoso sofre da síndrome das mariposas: precisa de luz, de holofotes; tem de estar permanentemente em busca de alguma luminosidade para que seja reconhecido e referenciado. Édessa maneira que entendo a agressão que fez ao Presidente Lula e ao seu Governo, ao levar à opinião pública a idéia de criminalização do Governo Lula.
Essa foi uma atitude deselegante, covarde e, acima de tudo, irresponsável de alguém que não se contenta com o anonimato e vive permanentemente a provocar oportunidades para fazer comentários chulos, em muitos casos, e irresponsáveis, totalmente desfocados da atitude de um estadista. Revela-se, no fundo, uma pessoa pequena, mesquinha e vaidosa, o que sempre demonstrou ser, e não se contenta com a condição de ex-Presidente, parece que quer sempre ser candidato.
Sugiro ao Sr. Fernando Henrique Cardoso que procure o condomínio em que mora para concorrer ao cargo de síndico e, assim, conseguir uma que lhe dê alguma notoriedade ou platéia, porque o que estáfazendo deslustra completamente o cargo que ocupou. Suas atitudes só fazem revelar a personalidade, o caráter meio doentio e irresponsável de quem ansiosamente procura a ribalta, ao esquecer que a vida tem nascer e fim. Não compreende isso e luta desesperadamente para voltar à baila.
É lamentável que tenhamos de ouvir isso de S.Exa. e de outro tucano, que também revela boa dose de ciúme e de revanche, Sr. Geraldo Alckmin, que também usou esses fatos,
em vez de reconhecer que a Suprema Corte deu demonstração de vivemos que um Estado Democrático de Direito.
Duvido que no Governo Fernando Henrique Cardoso tenha havido julgamento com essa liberdade, até porque sabíamos que, para começo de conversa, S.Exa. evitava a ação do Ministério Público: tinha um engavetador-mor da República, um arquivador-mor da República, seu Procurador-Geral da República. Jamais esse processo chegaria ao Supremo Tribunal Federal, naquela época. Se por acaso chegasse, o tráfico de influência para abafar os fatos seguramente ocorreria, porque essa era uma prática do Sr. Fernando Henrique Cardoso.
Temos testemunhos de delegados da Polícia Federal pressionados para arquivar processos, à época daquele Governo. Quantas histórias ficaram caladas, condenadas às gavetas, porque no Governo Fernando Henrique Cardoso a prática era esta: abafar.
Estamos vivendo um momento importante de democracia, com o exercício pleno das funções do Estado, do Poder Judiciário e do Ministério Público, independentemente de quem esteja em julgamento. Isso éo que deve ser saudado, em detrimento de comentários lastimáveis e rancorosos dos derrotados nas eleições: Sr. Geraldo Alckmin, derrotado, política e ideologicamente, na eleição passada; e Sr. Fernando Henrique Cardoso, que estáaposentado e não goza, com a devida tranqüilidade, da gorda aposentadoria a que tem direito.
Nós nos insurgimos contra esse tipo de procedimento, recomendando mais prudência e prurido e, acima de tudo, mínima elegância de ex-Presidente da República, fato que insiste em não aceitar, e tenta continuar como alguém que não aceita ter passado seu período.
Acho que a história e a própria compreensão da população vai se encarregar de desconsiderar esse tipo de atitude grosseira do Sr. Fernando Henrique Cardoso, agredindo o Governo e a imagem do Presidente Lula. S.Exa., por si só, merece o devido descanso e o esquecimento a que fazem jus aqueles cuja postura demonstram que não sabem conviver com as diversas fases da vida política.
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, por último, quero registrar a importância do lançamento do livro sobre mortos e desaparecidos políticos, ocorrida ontem, no Palácio do Planalto. Esse fato diz respeito à democracia e à história desta Nação. É assunto doloroso. Outros países da América do Sul tiveram muito mais altivez e coragem política de tratar dele do que nós. Não vai ser passando uma borracha que vamos esquecê-lo. A melhor maneira é fazer com que a história seja conhecida, que os fatos sejam trazidos àluz do dia para que não se repitam. Quem tem medo da memória e da história são aqueles cometeram delitos e erros. Quem tem a consciência democrática e cidadã tranqüila não foge da investigação nem da história.
Por isso é importante a abertura dos arquivos sim sobre esse momento da vida política, independentemente de quem seja analisado. Qualquer país democrático e sério abre seus arquivos, porque a história precisa ser contada não como revanche, combate político, para oferecer às novas gerações a história verdadeira. Temos de combater a ditadura, o regime de recessão, a tortura e o fim da liberdade de imprensa, momentos que o Brasil viveu.
Lamento o editorial de O Globo, que acha que o ato de ontem era desnecessário. Só saindo desse jornal o esquecimento, até porque foi conivente com a tortura, com aqueles momentos sombrios da vida política brasileira. Acho que poderia se atualizar, olhar para a frente, esquecer seu passado de colaborador da ditadura e não querer soterrar a memória daqueles que padeceram sob o fogo da censura, da tortura, oferecido pela ditadura militar contra os democratas brasileiros.
Era o que tinha a dizer.”
( da redação com informações de assessoria)
O deputado Fernando Ferro(PT-PE) cumpriu a tarefa e foi a tribuna do plenário Ulysses Guimarães da Câmara Federal rebater as declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que refletindo o recebimento da denúncia pelo Supremo Tribunal Federal contra os 40 representados no caso do Mensalão disse que o Governo Lula era atingindo com tal decisão.
Ferro, que foi líder temporário do Partido dos Trabladores e que é remanescente do grupo de parlamentares que estiveram durante anos na oposição, especialista na questão energética, tem uma especial predileção em rebater colocações feitas pelo ex-presidente.
Ele disse que FHC vive um ocaso político. Veja a íntegra da falação do parlamentar pernambucano:
“ Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, senhoras e senhores que conosco participam desta sessão,que nos assistem, tomo a palavra neste momento para me referir à desastrosa intervenção do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso em virtude da decisão da Suprema Corte de indiciar um conjunto de pessoas no processo do chamado mensalão.
Na vida política é preciso guardar compreensão das diversas fases. O Sr. Fernando Henrique Cardoso não reconhece o ocaso político em que entrou.
Dana-se a falar, com ansiedade que realmente deslustra o cargo de ex-Presidente da República, pelo qual um estadista deve zelar, para apresentar-se como alguém que tem a credibilidade e o respeito da população e até dos adversários. Os ex-Presidentes Itamar Franco e José Sarney, entre outros, têmcerto zelo pelo cargo. Evitam expor-se à imprensa, numa busca ansiosa e desesperada por mídia.
Acho que o Sr. Fernando Henrique Cardoso sofre da síndrome das mariposas: precisa de luz, de holofotes; tem de estar permanentemente em busca de alguma luminosidade para que seja reconhecido e referenciado. Édessa maneira que entendo a agressão que fez ao Presidente Lula e ao seu Governo, ao levar à opinião pública a idéia de criminalização do Governo Lula.
Essa foi uma atitude deselegante, covarde e, acima de tudo, irresponsável de alguém que não se contenta com o anonimato e vive permanentemente a provocar oportunidades para fazer comentários chulos, em muitos casos, e irresponsáveis, totalmente desfocados da atitude de um estadista. Revela-se, no fundo, uma pessoa pequena, mesquinha e vaidosa, o que sempre demonstrou ser, e não se contenta com a condição de ex-Presidente, parece que quer sempre ser candidato.
Sugiro ao Sr. Fernando Henrique Cardoso que procure o condomínio em que mora para concorrer ao cargo de síndico e, assim, conseguir uma que lhe dê alguma notoriedade ou platéia, porque o que estáfazendo deslustra completamente o cargo que ocupou. Suas atitudes só fazem revelar a personalidade, o caráter meio doentio e irresponsável de quem ansiosamente procura a ribalta, ao esquecer que a vida tem nascer e fim. Não compreende isso e luta desesperadamente para voltar à baila.
É lamentável que tenhamos de ouvir isso de S.Exa. e de outro tucano, que também revela boa dose de ciúme e de revanche, Sr. Geraldo Alckmin, que também usou esses fatos,
em vez de reconhecer que a Suprema Corte deu demonstração de vivemos que um Estado Democrático de Direito.
Duvido que no Governo Fernando Henrique Cardoso tenha havido julgamento com essa liberdade, até porque sabíamos que, para começo de conversa, S.Exa. evitava a ação do Ministério Público: tinha um engavetador-mor da República, um arquivador-mor da República, seu Procurador-Geral da República. Jamais esse processo chegaria ao Supremo Tribunal Federal, naquela época. Se por acaso chegasse, o tráfico de influência para abafar os fatos seguramente ocorreria, porque essa era uma prática do Sr. Fernando Henrique Cardoso.
Temos testemunhos de delegados da Polícia Federal pressionados para arquivar processos, à época daquele Governo. Quantas histórias ficaram caladas, condenadas às gavetas, porque no Governo Fernando Henrique Cardoso a prática era esta: abafar.
Estamos vivendo um momento importante de democracia, com o exercício pleno das funções do Estado, do Poder Judiciário e do Ministério Público, independentemente de quem esteja em julgamento. Isso éo que deve ser saudado, em detrimento de comentários lastimáveis e rancorosos dos derrotados nas eleições: Sr. Geraldo Alckmin, derrotado, política e ideologicamente, na eleição passada; e Sr. Fernando Henrique Cardoso, que estáaposentado e não goza, com a devida tranqüilidade, da gorda aposentadoria a que tem direito.
Nós nos insurgimos contra esse tipo de procedimento, recomendando mais prudência e prurido e, acima de tudo, mínima elegância de ex-Presidente da República, fato que insiste em não aceitar, e tenta continuar como alguém que não aceita ter passado seu período.
Acho que a história e a própria compreensão da população vai se encarregar de desconsiderar esse tipo de atitude grosseira do Sr. Fernando Henrique Cardoso, agredindo o Governo e a imagem do Presidente Lula. S.Exa., por si só, merece o devido descanso e o esquecimento a que fazem jus aqueles cuja postura demonstram que não sabem conviver com as diversas fases da vida política.
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, por último, quero registrar a importância do lançamento do livro sobre mortos e desaparecidos políticos, ocorrida ontem, no Palácio do Planalto. Esse fato diz respeito à democracia e à história desta Nação. É assunto doloroso. Outros países da América do Sul tiveram muito mais altivez e coragem política de tratar dele do que nós. Não vai ser passando uma borracha que vamos esquecê-lo. A melhor maneira é fazer com que a história seja conhecida, que os fatos sejam trazidos àluz do dia para que não se repitam. Quem tem medo da memória e da história são aqueles cometeram delitos e erros. Quem tem a consciência democrática e cidadã tranqüila não foge da investigação nem da história.
Por isso é importante a abertura dos arquivos sim sobre esse momento da vida política, independentemente de quem seja analisado. Qualquer país democrático e sério abre seus arquivos, porque a história precisa ser contada não como revanche, combate político, para oferecer às novas gerações a história verdadeira. Temos de combater a ditadura, o regime de recessão, a tortura e o fim da liberdade de imprensa, momentos que o Brasil viveu.
Lamento o editorial de O Globo, que acha que o ato de ontem era desnecessário. Só saindo desse jornal o esquecimento, até porque foi conivente com a tortura, com aqueles momentos sombrios da vida política brasileira. Acho que poderia se atualizar, olhar para a frente, esquecer seu passado de colaborador da ditadura e não querer soterrar a memória daqueles que padeceram sob o fogo da censura, da tortura, oferecido pela ditadura militar contra os democratas brasileiros.
Era o que tinha a dizer.”
( da redação com informações de assessoria)