Nordeste e o Desenvolvimento. Presidente do BNDES garante empenho pessoal para investir na região.
Senadores cobram linha de microcrédito para alavancar economia das regiões pobres.
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(Brasília-DF, 28/08/2007) O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, esteve hoje na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para apresentar as ações do banco nos próximos anos. Um dos pontos mais levantados durante o debate foi a necessidade do BNDES em investir nas regiões mais pobres do país, em especial o Nordeste. O senador Tasso Tereissati (PSDB-CE) chegou ao final da audiência mas cobrou atitude d novo presidente. “A aplicação no Nordeste caiu de 12% para 8% e a região concentra mais de 30 % da população do país. O investimento está sendo abaixo do PIB arrecadado”, afirmou.
O presidente do BNDES se comprometeu em trabalhar para que o banco invista pelo menos a mesma percentagem do PIB na região. “Esse será um empenho pessoal meu, como nordestino. Eu entendo que essa não é uma realidade aceitável”, declarou. Coutinho. O presidente explicou que está formando uma comissão especial na instituição para acompanhar e ampliar investimentos no Nordeste. “Quero olhar os espaços de rarefação da economia no Nordeste”, disse. Luciano Coutinho informou que já pediu para estar presente na próxima reunião entre os governadores nordestinos para articular ações.
“É indispensável uma reavaliação dos instrumentos de desenvolvimento do BNDES, é preciso uma atuação mais agressiva no Nordeste”, reforçou Aloizio Mercadante (PT-SP). O senador ainda colocou a necessidade de regionalização do crédito. Os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP)< Jefferson Péres (PDT-AM) e Flexa Ribeiro (PMDB-PA) chamara a atenção do presidente do banco para a criação de uma linha de microcréditos. “O Banco de Bangladesh ganhou o prêmio da paz por essa iniciativa. Ele concedeu R$ 6 milhões em empréstimos para mais de 7 milhões de cidadãos”, citou Suplicy. Jefferson Péres alegou que essa iniciativa viria a reforçar a política social do bolsa-família.
Luciano Coutinho declarou que reconhece o papel social do microcrédito mas ponderou que o BNDES não tem pontos de distribuição no país que são essenciais para este tipo de ação. “O BNDES não tem capilaridade, e nem foi criado para isso. O microcrédito é uma ação que exige mais capilaridade”, disse o presidente. Segundo ele o BNDES tem hoje apenas três representações regionais, que nem atende direito todas as regiões. Coutinho falou que uma ação viável é apoiar bancos estaduais e regionais nesses tipos de créditos, citando o Banco do Nordeste. “O BNB é uma das instituições que mais opera microcréditos no país”, revelou.
O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) pediu a Coutinho que relatasse o andamento das transações da viabilização do aeroporto de São Gonçalo. “ O aeroporto é o ponto mais próximo dos Esatdos Unidos, da Europa e da África. Pode ser um importante ponto de distribuição de cargas e de turistas para o País”, argumentou Garibaldi. “ A ministra Dilma Roussef me pediu atenção especial para esse aeroporto”, disse Coutinho. O presidente entretanto afirmou que a implementação do projeto depende de uma consultoria internacional para avaliar o tráfego de cargas no mundo e ainda uma análise de como seria o financiamentod essas obres, se por parceria público privada ou outros meios.
(por Liana Gesteira)