Paraíba. Presidente da União Nordestina de Prefeitos avalia problemas paraibanos em artigo.
Salomão Gadelha enviou artigo a redação.
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( Brasília-DF, 20/08/2007) A Política Real teve acesso. O presidente da União Nordestina de Prefeitos, UNEP, Salomão Gadelha, prefeito da cidade de Sousa, enviou a redação artigo em que ele avalia e analisa os principais problemas políticos paraibanos. Ele destaca um certo egoísmo político que campeia por lá.
Veja a íntegra do artigo a que tivemos acesso:
“ A Paraíba e Seus Problemas (Egoísmo)
19 de agosto de 2007
"Quando, num país, o infortúnio se generaliza, o egoísmo, por sua vez, se universaliza." (Barão de Montesquieu).
O ensaio “A Paraíba e seus problemas” é a segunda obra do genial escritor, intelectual e político José Américo de Almeida, além de se consagrar pelo pioneirismo nos estudos antropológicos e sociológicos do Nordeste. Inobstante o lapso temporal do seu lançamento até hoje, continua atualíssima. É, paralelamente, início de estudos de nova geografia. Enfim, um livro denso, consistente, que deveria estar à estante de todos os nordestinos, notadamente lideranças, formadores de opinião e gestores públicos.
Entretanto, ouso dizer que, caso tivesse de ser reeditada, mereceria capítulo novo, à parte, dedicado exclusivamente à índole e ao caráter dos homens.
É no ser humano que reside o grande problema da Paraíba de hoje.
Pura falácia, engodo, balela dizer-se que sofremos as conseqüências das secas, do clima semi-árido, das badaladas “intempéries da natureza”.
O problema está no homem, repito.
Está no egoísmo das pessoas, que as levam à mediocridade, à incapacidade de gerenciamento, à arrogância, à desinformação, à ociosidade mental, a não enxergar “um palmo à frente do nariz”. Por via direta de conseqüência, gera uma abominável e monstruosa insensibilidade para com os outros, notadamente os mais humildes.
O egoísmo produz ódio, rancores, ressentimentos, frustrações, inveja, inoperância, intolerância, imprudência. Todos os males possíveis a um ser humano decorrem do seu próprio egoísmo.
O egoísta bate de frente com o principal mandamento de Deus: “amai ao próximo como a si mesmo”.
A Paraíba de hoje vive sob a égide malvada do egoísmo. Todas as virtudes foram perdidas por quem jamais poderia deixar de tê-las. E o foram em nome tão somente do egoísmo; do desejo desmedido de ter o poder apenas pelo poder, sem aferição de métodos, sem respeito aos princípios democráticos, com desprezo ao senso crítico das pessoas, e seguindo rigoroso e desenfreado processo de intimidação.
“Está com medo? Não, estou com Pedro”! Bradou a Paraíba insubmissa de 1960.
E agora vai se curvar ao medo? Medo de quem? Dos medíocres? Dos fracos? Dos pobres de espírito? Dos pusilânimes? Dos que buscam desmoralizar e subjugar instituições antes admiradas e respeitáveis? Óbvio que não.
A coragem vai continuar predominando, enquanto o mal vai se dissipando, se esgarçando, se destruindo em suas próprias mazelas.
A coragem vai vencendo, porque é a vontade de Deus. Quando ao homem foi atribuído o livre-arbítrio, por certo que o Criador ficou torcendo para que criatura seguisse o caminho do bem, da coragem; e renegasse a tortuosa vereda da maldade e da covardia.
Se bem observarmos, toda pessoa má é covarde; e toda pessoa covarde é má.
O que se deseja e se pede com ardorosa fé e fundada esperança é que a tempestade do egoísmo passe logo; vindo, em seguida, a bonança da solidariedade, do amor, do zelo para com o povo, do entusiasmo, da confiança e da determinação de fazer a Paraíba romper a barreira da estagnação, superar todos os obstáculos e tornar-se um estado federado rico de espírito e de progresso e prosperidade material, e que tenha de volta o respeito da nacionalidade.
Afinal, a Paraíba de Vidal de Negreiros, Napoleão Laureano, Augusto dos Anjos, Ariano Suassuna, Argemiro de Figueiredo, Ruy Carneiro, Humberto Lucena, Samuel Duarte, Oswaldo Trigueiro, Ernani Sátyro, João Agripino, Flávio Ribeiro Coutinho, Abelardo Jurema, Assis Chateaubriand, Mário Moacir Porto, Flósculo da Nóbrega, José Fernandes de Lima, Osmar de Aquino, Epitácio Pessoa; a Paraíba dos Zés (Lins do Rego e Américo de Almeida) não combina em nada com a Paraíba de hoje.
João Pessoa, 19 de agosto de 2007
Salomão Gadelha. “
( da redação com informações de assessoria)
Veja a íntegra do artigo a que tivemos acesso:
“ A Paraíba e Seus Problemas (Egoísmo)
19 de agosto de 2007
"Quando, num país, o infortúnio se generaliza, o egoísmo, por sua vez, se universaliza." (Barão de Montesquieu).
O ensaio “A Paraíba e seus problemas” é a segunda obra do genial escritor, intelectual e político José Américo de Almeida, além de se consagrar pelo pioneirismo nos estudos antropológicos e sociológicos do Nordeste. Inobstante o lapso temporal do seu lançamento até hoje, continua atualíssima. É, paralelamente, início de estudos de nova geografia. Enfim, um livro denso, consistente, que deveria estar à estante de todos os nordestinos, notadamente lideranças, formadores de opinião e gestores públicos.
Entretanto, ouso dizer que, caso tivesse de ser reeditada, mereceria capítulo novo, à parte, dedicado exclusivamente à índole e ao caráter dos homens.
É no ser humano que reside o grande problema da Paraíba de hoje.
Pura falácia, engodo, balela dizer-se que sofremos as conseqüências das secas, do clima semi-árido, das badaladas “intempéries da natureza”.
O problema está no homem, repito.
Está no egoísmo das pessoas, que as levam à mediocridade, à incapacidade de gerenciamento, à arrogância, à desinformação, à ociosidade mental, a não enxergar “um palmo à frente do nariz”. Por via direta de conseqüência, gera uma abominável e monstruosa insensibilidade para com os outros, notadamente os mais humildes.
O egoísmo produz ódio, rancores, ressentimentos, frustrações, inveja, inoperância, intolerância, imprudência. Todos os males possíveis a um ser humano decorrem do seu próprio egoísmo.
O egoísta bate de frente com o principal mandamento de Deus: “amai ao próximo como a si mesmo”.
A Paraíba de hoje vive sob a égide malvada do egoísmo. Todas as virtudes foram perdidas por quem jamais poderia deixar de tê-las. E o foram em nome tão somente do egoísmo; do desejo desmedido de ter o poder apenas pelo poder, sem aferição de métodos, sem respeito aos princípios democráticos, com desprezo ao senso crítico das pessoas, e seguindo rigoroso e desenfreado processo de intimidação.
“Está com medo? Não, estou com Pedro”! Bradou a Paraíba insubmissa de 1960.
E agora vai se curvar ao medo? Medo de quem? Dos medíocres? Dos fracos? Dos pobres de espírito? Dos pusilânimes? Dos que buscam desmoralizar e subjugar instituições antes admiradas e respeitáveis? Óbvio que não.
A coragem vai continuar predominando, enquanto o mal vai se dissipando, se esgarçando, se destruindo em suas próprias mazelas.
A coragem vai vencendo, porque é a vontade de Deus. Quando ao homem foi atribuído o livre-arbítrio, por certo que o Criador ficou torcendo para que criatura seguisse o caminho do bem, da coragem; e renegasse a tortuosa vereda da maldade e da covardia.
Se bem observarmos, toda pessoa má é covarde; e toda pessoa covarde é má.
O que se deseja e se pede com ardorosa fé e fundada esperança é que a tempestade do egoísmo passe logo; vindo, em seguida, a bonança da solidariedade, do amor, do zelo para com o povo, do entusiasmo, da confiança e da determinação de fazer a Paraíba romper a barreira da estagnação, superar todos os obstáculos e tornar-se um estado federado rico de espírito e de progresso e prosperidade material, e que tenha de volta o respeito da nacionalidade.
Afinal, a Paraíba de Vidal de Negreiros, Napoleão Laureano, Augusto dos Anjos, Ariano Suassuna, Argemiro de Figueiredo, Ruy Carneiro, Humberto Lucena, Samuel Duarte, Oswaldo Trigueiro, Ernani Sátyro, João Agripino, Flávio Ribeiro Coutinho, Abelardo Jurema, Assis Chateaubriand, Mário Moacir Porto, Flósculo da Nóbrega, José Fernandes de Lima, Osmar de Aquino, Epitácio Pessoa; a Paraíba dos Zés (Lins do Rego e Américo de Almeida) não combina em nada com a Paraíba de hoje.
João Pessoa, 19 de agosto de 2007
Salomão Gadelha. “
( da redação com informações de assessoria)