31 de julho de 2025

Nordeste e Investimentos. FGV divulgou a sondagem dos investimentos da indústria para o resto do ano; Não foi feita uma divulgação regional.

A Piolítica Real teve acesso.

Publicado em
( Brasília-DF, 20/08/2007) A Política Real teve acesso. A Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação do IBRE/FGV foi divulgada e encaminhada nesta manhã à redação e abordou, em julho de 2007, questões relacionadas ao investimento em capital fíxo da indústria segundo três diferentes enfoques:

I. montante de investimentos produtivos realizados em 2006 e programados para
2007;
II. composição dos investimentos realizados em 2006 e previstos para 2007; e
III. tendência do volume de investimentos em capital fixo realizado no primeiro semestre
de 2007 e previsto para o segundo semestre do ano.

Não foi feita uma divulgação sobre a inserção regional desses investimentos

INVESTIMENTOS REALIZADOS E PREVISTOS - A Sondagem da Indústria consultou as empresas quanto ao montante de investimentosn produtivos realizados em 2006 e programados para 2007*. A pesquisa mostra que a maioria das empresas industriais planeja investir mais em 2007. Das 688 empresas que responderam a este quesito, 414, ou 60,2% do total, programam gastos superiores aos realizados em 2006, em termos reais**.

Como proporção das vendas, o volume de investimentos, em termos medianos, elevou-se de 3,5% para 4,1%. Em termos agregados, a relação investimentos/vendas reduziu-se de 9,3%, em 2006, para 8,9% este ano, refletindo um menor ímpeto de investimento de grandes empresas em gêneros como celulose e papel, produtos alimentares e mecânica. Apesar do arrefecimento em valores absolutos, mesmo nestes segmentos o resultado não chega a ser inteiramente desfavorável: a proporção de empresas que prevêem investir mais do que investiram no ano passado é, respectivamente, de 47,7%, 55,3% e 67,5%.

Em 15 dos 21 segmentos industriais pesquisados pela FGV, o investimento previsto para 2007 supera o realizado no ano passado.

COMPOSIÇÃO DOS INVESTIMENTOS - Com relação à composição dos investimentos, a Sondagem vem captando uma elevação relativa dos gastos com ampliação e reformas das instalações industriais nos dois últimos anos.

Em 2005, segundo os dados apurados em julho do ano passado, os investimentos destinados a esta finalidade representaram 31% do total, em média. Em 2006, segundo as informações prestadas pelas empresas em julho de 2007, esta proporção teria saltado a 48%. Nas projeções feitas na mesma ocasião para este ano, reduziram-se para 44%.

*Foram consideradas apenas as empresas que informaram, em julho de 2007, quanto investiram em 2006 e quanto planejam investir em 2007.

**Os dados de investimento informados para o ano de 2006 foram corrigidos pelo IGP-DI, conforme projeção contida no Relatório de Mercado do Banco Central da primeira semana de agosto.

Entre 2005 e 2006, houve diminuição relativa dos investimentos destinados às outras finalidades. Os gastos com máquinas e equipamentos nacionais, que haviam representado 27% dos investimentos, em média, no ano de 2005, passaram a representar 22% no ano passado; os gastos com máquinas estrangeiras reduziram-se de 15% para 13%; e os gastos com a construção de novas fábricas de 15% para 6%.

Nas previsões feitas em julho passado para 2007, os gastos médios com máquinas e equipamentos nacionais elevaram-se dos 22% observados em 2006 para 25%, a despeito da valorização da moeda nacional ocorrida no ano passado e durante o primeiro semestre deste ano. Os gastos com máquinas e equipamentos estrangeiros previstos para este ano representam 12%, ficando relativamente estáveis em relação aos 13% de 2006. Houve pequeno aumento, de 6% para 7%, nos gastos médios previstos com a construção de novas fábricas.


INTENÇÃO DE INVESTIMENTO POR SEMESTRE - Pelo segundo trimestre consecutivo, a FGV pediu às empresas industriais uma avaliação qualitativa sobre a evolução dos investimentos em dois períodos distintos: entre o segundo semestre de 2006 e o primeiro semestre de 2007; e entre o primeiro e o segundo semestres deste ano.

Em julho de 2007, 38% das empresas consultadas afirmaram ter investido mais no primeiro semestre deste ano do que o fizeram no semestre imediatamente anterior; enquanto 21% disseram ter investido menos. A diferença entre os extremos de respostas é de 17 pontos percentuais (p.p.), indicando ter havido uma aceleração dos investimentos no segundo trimestre do ano pois, no inquérito de abril, 34% das empresas previam aumentar os investimentos no primeiro semestre e 21% investir menos, uma diferença de 13 pontos percentuais.

Para o segundo semestre de 2007, a sinalização dada em julho é de novo avanço: 42% das empresas prevêem investir mais e 19% programam investir menos, uma diferença de 23 pontos percentuais. Em abril, 34% pretendiam gastar mais e 14% menos no segundo semestre, uma diferença de 20 pontos percentuais.

As previsões para o segundo semestre de 2007 são mais favoráveis para os produtores de bens intermediários. Nos segmentos de bens de capital e de materiais de construção, há um arrefecimento dos investimentos. O conjunto de resultados mostra haver uma relação entre os segmentos que estão com o nível de utilização da capacidade elevado e os que estão com maior ímpeto para investir.

( da redação com informações de assessoria)