31 de julho de 2025

Ceará. Ariosto de Holanda(PSB-CE) vai receber Medalha do Conhecimento do Ministério do Desenvolvimento.

A iniciativa tem a parceria de entidades e instituições como CNI, Sebrae, IEDI e Basa

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( Brasília-DF, 17/08/2007) A Política Real teve acesso. O deputado Ariosto de Holanda (PSB-CE) vai receber no dia 27 de setembro o Prêmio Medalha do Conhecimento, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), na categoria Pesquisadores/Gestores Públicas. A homenagem tem parceria da CNI, Sebrae, IEDI e Banco da Amazônia. Visa distinguir empresários e gestores da comunidade empresarial e científica que comprovadamente se destacaram nas áreas de inovação tecnológica e competitividade empresarial.

Na ocasião, também será premiado Expedito José Parente de Sá, na categoria Empresários/Executivos. Presidente da TecBio, do Ceará, ele é autor da primeira patente do biodiesel. Ariosto Holanda exerce o seu quarto mandato na Câmara. Em 2003, o deputado propôs e foi o relator do tema Biodiesel e Inclusão Social no Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara.

O trabalho gerou um Projeto de Lei que inspirou o governo federal a lançar o Programa Nacional do Biodiesel, em 2004, que torna obrigatória a adição de 2% de biodiesel ao diesel comercializado no País. Outro tema proposto por Ariosto Holanda no Conselho - Capacitação Tecnológica da População - resultou em Projeto de Lei que cria o Fundo de Extensão da Educação Profissional (FEEP) para fixar recursos no orçamento específicos para esta ação.

"Ex-secretário da Ciência e Tecnologia do Ceará por três gestões, tem dado importante contribuição para o desenvolvimento da ciência e tecnologia no Ceará nas últimas décadas", testemunha o secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado, René Barreira, que apresentou o nome ao MDIC. "A sua ação gerou transformações no ambiente científico e tecnológico do Estado, com influências positivas nas indústrias, no mundo empresarial e sobretudo nos recursos humanos com a capacitação tecnológica, principalmente no Interior do Estado, ao longo do período", afirma.

Em novembro de 2002, por influência política do então secretário foi instalado em Fortaleza um braço do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD). É o Instituto Atlântico, hoje com 150 colaboradores, a primeira instituição do Norte e Nordeste do País a conseguir a qualificação CMMI Nível 3 para todo o processo de produção de software.

Nos anos 1995 a 1998, Ariosto Holanda concentrou esforços nos investimentos em capital humano, na promoção do avanço na capacitação tecnológica do Ceará. A ênfase foi dada no apoio à interiorização do desenvolvimento. O modelo começou a ser implantado com o Programa de Tecnologias Apropriadas, o Proditec cearense, apoiado pelo CNPq com bolsas para professores e pesquisadores, que levava cursos profissionalizantes ao Interior. Foi o embrião dos Centros Vocacionais Tecnológicos (CVT), que veio a fundar.

Até 2002, a Secitece implantou uma rede de 39 CVT no Interior e um Centro de Formação de Instrutores (CFI), em Fortaleza, que dão educação tecnológica de nível básico e três Centros de Ensino Tecnológico (Centec), que formam tecnólogos de nível superior, também no interior. O primeiro Centec, em Limoeiro do Norte, iniciou as aulas em 1997, seguido, em 1998, pelas unidades de Sobral e Juazeiro do Norte. Mais de 3 mil tecnólogos de nível superior já foram colocados no mercado de trabalho.

A esta infra-estrutura vieram se somar as Infovias do Desenvolvimento, a rede de videoconferência que interliga os CVT e Centec à Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Estadual do Ceará (Uece), Universidade Vale do Acaraú (UVA) e Escola de Saúde Pública.
Em 2004, as Infovias são integradas por 20 pontos entre eles 13 CVT e três Centec, Limoeiro do Norte, Sobral e Juazeiro do Norte.

O programa de capacitação tecnológica do Ceará inspirou o governo federal como exemplo para o País desde a gestão do ministro da Ciência e Tecnologia, Bresser Pereira. Depois o ministro Ronaldo Sardenberg o adotou como modelo de ação regional. Em dezembro de 1999, Sardenberg e o Fórum Nacional dos Secretários de Ciência e Tecnologia, em Beberibe, decidiram estender para o país a experiência cearense, como programa nacional.

Ainda no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, o ministro da Educação, Paulo Renato de Sousa, definiu o programa como modelo para a reforma do ensino tecnológico, financiada com empréstimo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O Programa para Expansão da Educação Profissional (Proep), que veio a ser criado com o financiamento do BID, repassou R$ 20 milhões para os CVT e Centec do Ceará.

No governo Lula, o ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, assinou convênio para o repasse de R$ 500 mil para os estados do Nordeste e o Espírito Santo fazerem um CVT em cada. O ministro Eduardo Campos, que o sucedeu, anunciou a intenção de implantar 100 CVT, e citou o CVT como prioridade do governo Lula na sua gestão.

Na atual gestão do ministro Sérgio Rezende, da Ciência e Tecnologia, mais de 20 Estados têm CVT. O CVT é um programa nacional executado pela secretaria de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social do MCT.
Inclusão Social constitui é um dos eixos da política do Ministério.

Na gestão de Ariosto Holanda, o governo do Ceará fez empréstimo de US$ 10 milhões na trade MLW do governo alemão, dos quais US$ 3 milhões foram destinados à capacitação laboratorial das três universidades estaduais, US$ 1 milhão para a Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial (Nutec) e US$ 6 milhões para equipamentos do Centec.

O Ministério da Ciência e Tecnologia tornou-se parceiro na implantação do programa, no Ceará, com o apoio de bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do empréstimo US$ 10 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

O deputado Ariosto Holanda conseguiu que fosse reinstalado o Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara Federal, o qual havia proposto e instalado no mandato anterior. O Conselho é um órgão consultivo da Mesa da Câmara, constituído por membros indicados pelos partidos.

Em 1978, Ariosto Holanda implantou a Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial (Nutec), na qual exerceu a função de diretor-presidente até 1987, quando assumiu o cargo de Secretário da Indústria e Comércio
(1987 a 1989). No período, implantou no interior Liceus de Artes e Ofícios e Fábricas-Escolas.

Participou, como membro fundador, da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica Industrial (ABIPTI), sendo seu vice-presidente em 1980. Em 1985, foi membro da Comissão de Tecnologia Industrial Básica do CNPq/FINEP.

Elegeu-se deputado federal no primeiro mandato em 1990, tendo nessa legislatura participado ativamente de Comissões de Ciência e Tecnologia e de Educação. Foi sub-relator, em 1992, da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que procurou identificar as causas e dimensões do atraso tecnológico do País. Em 1993, integrou a Comissão Mista da Câmara e Senado que procurou identificar as causas dos Desequilíbrios Econômicos Inter-regionais.

Ariosto Holanda teve influência política decisiva, junto ao Governo do Ceará, para vir a ser criada a Secretaria da Ciência e Tecnologia (Secitece), implantada no dia 9 de outubro de 1993. Por meio desta ação política, veio a funcionar efetivamente a Fundação Cearense de Amparo à Pesquisa (Funcap), que havia sido criada por Lei em 12 de novembro de 1990, mas somente foi implantada em agosto de 1994 com a vinculação constitucional de 2% das receitas líquidas do Estado.

Em 1996, foi implantado o Instituto do Software do Ceará (Insoft), o núcleo Softex de Fortaleza, com incubadora e programas de apoio, qualidade e consultoria para empresas de software. Durante três gestões, Ariosto Holanda foi Secretário da Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará. A primeira gestão foi exercida entre 8.2.95 a 14.8.95; a segunda de 1.9.95 a 31.3.98 e o terceiro período entre
1.3.99 a 5.4.2002.

Suas atividades profissionais tiveram início como engenheiro de Instrumentação e Controle da Petrobras, em 1963, tendo publicado em 1964 o trabalho intitulado "Informações Práticas sobre Instrumentação no Processamento do Petróleo". Em 1968 ingressou na Universidade Federal do Ceará (UFC), como professor assistente da disciplina Instrumentação e Controle.

Em 1973, fez sua pós-graduação na COPPE/UFRJ, especializando-se em Engenharia biomédica. Em 1973, participou como membro fundador da Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica e, em 1974, implantou e coordenou durante cinco anos o curso de Engenharia Elétrica da Universidade de Fortaleza (Unifor).

( da redação com informações de assessoria)