Nordeste e Exportações. Valor da exportação de mel cresce 1,7% nos primeiros sete meses do ano; Piauí foi o destaque nacional.
O Brasil somou US$ 12,6 milhões de janeiro a julho deste ano com a exportação de mel; valor é 1,7% superior ao do mesmo período do ano passado
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( Brasília-DF, 17/08/2007) A Política Real teve acesso. As exportações brasileiras de mel estariam crescendo no acumulado do ano. Apesar da continuidade do embargo europeu ao mel do Brasil e também do desaquecimento das exportações nos meses de junho e julho, houve um ligeiro aumento do valor exportado nos primeiros sete meses deste ano em relação a 2006. O Nordeste tem destaque nisso, apesar das quedas no primeiro semestre. O avanço em julho, primeiro mês do segundo semestre foi marcante para o setor.
De janeiro a julho de 2007, o País exportou US$ 12,6 milhões, um crescimento de 1,7% sobre o valor exportado no mesmo período do ano passado (US$ 12,3 milhões). No mês de julho, o valor das exportações se manteve estável, no mesmo patamar de junho, US$ 1,86 milhão. Porém, na comparação de julho deste ano com o mesmo mês do ano passado, observa-se uma queda de 12% no valor das exportações. Em julho de 2006, os valores exportados alcançaram US$ 2,11 milhões.
O presidente da Associação Brasileira de Exportadores de Mel (Abemel), José Henrique Faraldo, explica que essa queda se deve, além do embargo europeu, também ao aumento do consumo interno. “Com o inverno, a demanda do mercado interno é maior. Como esse mercado paga um valor mais alto pelo mel, os exportadores acabam direcionando as vendas para o mercado doméstico”, diz Faraldo.
A boa notícia é que o preço do mel já começou a subir no mercado externo. Foi para US$ 1,68/Kg, superior aos US$ 1,48/Kg praticado no mesmo período de 2006. Nessa comparação, verifica-se um aumento de preço de 5,7%. Em julho, o Brasil exportou 1,11 mil toneladas.
Os dados constam do levantamento consolidado pelos consultores da Unidade de Agronegócios do Sebrae e coordenadores nacionais da Rede Apicultura Integrada Sustentável (Rede Apis), Alzira Vieira e Reginaldo Resende. A referência é o Sistema de Análise das Informações de Comércio Exterior via Internet (Alice-Web), da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
No mês de julho, os seis maiores estados exportadores foram: Piauí (US$ 511,820 mil), Santa Catarina (US$ 375,306 mil), São Paulo (US$ 357,719 mil), Ceará (US$ 241,256 mil), Minas Gerais (US$ 148,877 mil) e Rio Grande do Sul (US$ 96,941 mil). No acumulado dos sete primeiros meses do ano, São Paulo ocupa a primeira posição, atingindo US$ 4,22 milhões.
Paulo Henrique de Miranda, proprietário da Floramel, empresa piauiense, ressalta que no mês de julho exportou cerca de 260 toneladas de mel. Segundo ele, a venda de mel orgânico é a explicação para o estado do Piauí estar em primeiro lugar nas exportações de julho. "Como esse mel agrega mais valor, tivemos um incremento no valor exportado daquele mês", diz.
Nos primeiros sete meses do ano, 89,6% das exportações brasileiras de mel foram voltadas para o mercado dos Estados Unidos (US$ 11,331 milhões) e 8,2% para o Canadá (US$ 1,028 milhão). “Essa tendência de aumento da participação de nossas exportações para o Canadá fica evidenciada no forte incremento, de 219,7%, no valor comercializado com esse País em julho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado”, destaca a consultora do Sebrae Alzira Vieira.
Em setembro, o órgão regulador da União Européia fará uma reunião. Segundo Faraldo, o embargo ao mel brasileiro pode entrar na pauta. Se o fim desse embargo for aprovado, dentro de 30 a 60 dias, o resultado é publicado e, depois disso, em 15 dias, passa a valer. “Caso isso ocorra, o Brasil deve voltar a exportar para a Europa ainda no final do ano”, diz.
CERAS - O valor das exportações de outras ceras de abelhas de janeiro a julho deste ano foi de US$ 2,761 milhões. Esse resultado representa uma redução 19% em relação ao mesmo período de 2006. Do total comercializado desse produto, 77,2% foi destinado ao Japão e 16,8% à China. A liderança na exportação foi de São Paulo (US$ 1,660 milhão), seguido de Minas Gerais (US$ 970,5 mil), que vem ampliando a participação.
No mês de julho, a exportação desse produto teve um pequeno aumento. Saiu de US$ 241 mil, julho de em 2006, para US$ 272 mil em 2007. No entanto, os preços continuaram em queda, caindo de US$ 80,4/Kg para US$ 70/Kg.
( da redação com informações de assessoria)
De janeiro a julho de 2007, o País exportou US$ 12,6 milhões, um crescimento de 1,7% sobre o valor exportado no mesmo período do ano passado (US$ 12,3 milhões). No mês de julho, o valor das exportações se manteve estável, no mesmo patamar de junho, US$ 1,86 milhão. Porém, na comparação de julho deste ano com o mesmo mês do ano passado, observa-se uma queda de 12% no valor das exportações. Em julho de 2006, os valores exportados alcançaram US$ 2,11 milhões.
O presidente da Associação Brasileira de Exportadores de Mel (Abemel), José Henrique Faraldo, explica que essa queda se deve, além do embargo europeu, também ao aumento do consumo interno. “Com o inverno, a demanda do mercado interno é maior. Como esse mercado paga um valor mais alto pelo mel, os exportadores acabam direcionando as vendas para o mercado doméstico”, diz Faraldo.
A boa notícia é que o preço do mel já começou a subir no mercado externo. Foi para US$ 1,68/Kg, superior aos US$ 1,48/Kg praticado no mesmo período de 2006. Nessa comparação, verifica-se um aumento de preço de 5,7%. Em julho, o Brasil exportou 1,11 mil toneladas.
Os dados constam do levantamento consolidado pelos consultores da Unidade de Agronegócios do Sebrae e coordenadores nacionais da Rede Apicultura Integrada Sustentável (Rede Apis), Alzira Vieira e Reginaldo Resende. A referência é o Sistema de Análise das Informações de Comércio Exterior via Internet (Alice-Web), da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
No mês de julho, os seis maiores estados exportadores foram: Piauí (US$ 511,820 mil), Santa Catarina (US$ 375,306 mil), São Paulo (US$ 357,719 mil), Ceará (US$ 241,256 mil), Minas Gerais (US$ 148,877 mil) e Rio Grande do Sul (US$ 96,941 mil). No acumulado dos sete primeiros meses do ano, São Paulo ocupa a primeira posição, atingindo US$ 4,22 milhões.
Paulo Henrique de Miranda, proprietário da Floramel, empresa piauiense, ressalta que no mês de julho exportou cerca de 260 toneladas de mel. Segundo ele, a venda de mel orgânico é a explicação para o estado do Piauí estar em primeiro lugar nas exportações de julho. "Como esse mel agrega mais valor, tivemos um incremento no valor exportado daquele mês", diz.
Nos primeiros sete meses do ano, 89,6% das exportações brasileiras de mel foram voltadas para o mercado dos Estados Unidos (US$ 11,331 milhões) e 8,2% para o Canadá (US$ 1,028 milhão). “Essa tendência de aumento da participação de nossas exportações para o Canadá fica evidenciada no forte incremento, de 219,7%, no valor comercializado com esse País em julho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado”, destaca a consultora do Sebrae Alzira Vieira.
Em setembro, o órgão regulador da União Européia fará uma reunião. Segundo Faraldo, o embargo ao mel brasileiro pode entrar na pauta. Se o fim desse embargo for aprovado, dentro de 30 a 60 dias, o resultado é publicado e, depois disso, em 15 dias, passa a valer. “Caso isso ocorra, o Brasil deve voltar a exportar para a Europa ainda no final do ano”, diz.
CERAS - O valor das exportações de outras ceras de abelhas de janeiro a julho deste ano foi de US$ 2,761 milhões. Esse resultado representa uma redução 19% em relação ao mesmo período de 2006. Do total comercializado desse produto, 77,2% foi destinado ao Japão e 16,8% à China. A liderança na exportação foi de São Paulo (US$ 1,660 milhão), seguido de Minas Gerais (US$ 970,5 mil), que vem ampliando a participação.
No mês de julho, a exportação desse produto teve um pequeno aumento. Saiu de US$ 241 mil, julho de em 2006, para US$ 272 mil em 2007. No entanto, os preços continuaram em queda, caindo de US$ 80,4/Kg para US$ 70/Kg.
( da redação com informações de assessoria)