Paraíba. Marcondes Gadelha lembra em plenário os 60 anos do PSB.
A Política Real teve acesso.
Publicado em
( Brasília-DF, 09/08/2007) A Política Real teve acesso.
Hoje, no pequeno expediente da Câmara Federal, o deputado Marcondes Gadelha(PSB-PB) foi a plenário lembrar que nesta semana o PSB completa 60 anos de existência. Gadelha que se destacou na última legislatura por estar à frente da defesa do projejto de Integração de Bacias, a famosa transposição do São Francisco – ele andou pelo Brasil defendendo a iniciativa, a pedido do então ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, seu correligionário – aborda o passado histórico do Partido que ficou famoso no Brasil após a redemocratização com o retorno de Miguel Arraes. Veja a íntegra da falação:
“Sr. Presidente, nobres Sras. e Srs. Deputados, celebramos esta semana os 60 anos de registro do Partido Socialista Brasileiro, fundado em 1947 por João Mangabeira, Hermes Lima e Domingos Velasco.
Partido de inspiração antifascista nos seus primórdios ganhou logo a adesão e o apoio de intelectuais e artistas como José Lins do Rego, Adalgisa Nery e Rubem Braga. Tinha as suas fontes ideológicas na sociedade fabiana inglesa do século XIX e no maxismo tradicional, mas foi o primeiro partido de esquerda a denunciar com veemência e clareza o stalinismo e toda a sua ciranda de atrocidades e de cerceamento à liberdade, pois, em última análise, o PSB, criado em meio a uma dicotomia social que colocava de um lado o maxismo e do outro o nazi-fascismo, buscava por todos os meios apaziguar o confronto ideológico e fazer uma associação dos ideais e propósitos maxistas com as liberdades democráticas.
O partido prosperou rapidamente, Sr. Presidente, e cumpriu o seu papel com determinação, situando-se numa posição de esquerda moderada com ampla aceitação nas bases sociais e, sobretudo, no meio intelectual.
Durante a ditadura, sofreu o golpe rude que outros partidos sofreram também, com a instauração do Ato Institucional nº2, o PSB foi literalmente para a clandestinidade, mantendo sempre contato entre as suas lideranças, os que sobraram do massacre de 1964, sustentando a flama e os ideais do partido tal qual demonstrado no famoso manifesto de 1947.
Restaurada a democracia, o partido procurou se recompor rapidamente em 1985, sob a liderança de juristas como Evandro Lins e Silva e Evaristo de Morais, o partido foi refundado agora sob a presidência do filólogo Antônio Houaiss, e uma vez mais se inseriu nas lutas democráticas deste País, criando condições para que se afirmassem cada vez mais os valores democráticos neste País.
Nos anos 90, sob a liderança de Miguel Arraes, que trouxe o seu carisma, a sua história de luta jamais desmentida, o partido voltou a crescer e hoje protagoniza no cenário político deste País um papel de extraordinária relevância.
Sei, Sr. Presidente, que nesses 60 anos o mundo mudou muito, mas os propósitos do PSB continuam os mesmos: o ideal de justiça social, a inclusão social, a luta por liberdades democráticas e por solidariedade. Toda essa revolução que se operou no mundo por conta da globalização, pelo influxo da ciência e da tecnologia através da informática em nada se conflita com a linha de ação e com os princípios do Partido Socialista.
É bom não se esquecer que o socialismo sempre se pretendeu científico. E se é verdade que, por influência exatamente da ciência e da tecnologia, a vida hoje começa aos 60, podemos saudar uma vez mais o PSB, dizendo que, depois de tanta história de luta e sacrifício, esse partido tem ainda muita história pela frente e, aos 60 anos, está apenas começando.
Muito obrigado.”
( da redação com informações de assessoria)
Hoje, no pequeno expediente da Câmara Federal, o deputado Marcondes Gadelha(PSB-PB) foi a plenário lembrar que nesta semana o PSB completa 60 anos de existência. Gadelha que se destacou na última legislatura por estar à frente da defesa do projejto de Integração de Bacias, a famosa transposição do São Francisco – ele andou pelo Brasil defendendo a iniciativa, a pedido do então ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, seu correligionário – aborda o passado histórico do Partido que ficou famoso no Brasil após a redemocratização com o retorno de Miguel Arraes. Veja a íntegra da falação:
“Sr. Presidente, nobres Sras. e Srs. Deputados, celebramos esta semana os 60 anos de registro do Partido Socialista Brasileiro, fundado em 1947 por João Mangabeira, Hermes Lima e Domingos Velasco.
Partido de inspiração antifascista nos seus primórdios ganhou logo a adesão e o apoio de intelectuais e artistas como José Lins do Rego, Adalgisa Nery e Rubem Braga. Tinha as suas fontes ideológicas na sociedade fabiana inglesa do século XIX e no maxismo tradicional, mas foi o primeiro partido de esquerda a denunciar com veemência e clareza o stalinismo e toda a sua ciranda de atrocidades e de cerceamento à liberdade, pois, em última análise, o PSB, criado em meio a uma dicotomia social que colocava de um lado o maxismo e do outro o nazi-fascismo, buscava por todos os meios apaziguar o confronto ideológico e fazer uma associação dos ideais e propósitos maxistas com as liberdades democráticas.
O partido prosperou rapidamente, Sr. Presidente, e cumpriu o seu papel com determinação, situando-se numa posição de esquerda moderada com ampla aceitação nas bases sociais e, sobretudo, no meio intelectual.
Durante a ditadura, sofreu o golpe rude que outros partidos sofreram também, com a instauração do Ato Institucional nº2, o PSB foi literalmente para a clandestinidade, mantendo sempre contato entre as suas lideranças, os que sobraram do massacre de 1964, sustentando a flama e os ideais do partido tal qual demonstrado no famoso manifesto de 1947.
Restaurada a democracia, o partido procurou se recompor rapidamente em 1985, sob a liderança de juristas como Evandro Lins e Silva e Evaristo de Morais, o partido foi refundado agora sob a presidência do filólogo Antônio Houaiss, e uma vez mais se inseriu nas lutas democráticas deste País, criando condições para que se afirmassem cada vez mais os valores democráticos neste País.
Nos anos 90, sob a liderança de Miguel Arraes, que trouxe o seu carisma, a sua história de luta jamais desmentida, o partido voltou a crescer e hoje protagoniza no cenário político deste País um papel de extraordinária relevância.
Sei, Sr. Presidente, que nesses 60 anos o mundo mudou muito, mas os propósitos do PSB continuam os mesmos: o ideal de justiça social, a inclusão social, a luta por liberdades democráticas e por solidariedade. Toda essa revolução que se operou no mundo por conta da globalização, pelo influxo da ciência e da tecnologia através da informática em nada se conflita com a linha de ação e com os princípios do Partido Socialista.
É bom não se esquecer que o socialismo sempre se pretendeu científico. E se é verdade que, por influência exatamente da ciência e da tecnologia, a vida hoje começa aos 60, podemos saudar uma vez mais o PSB, dizendo que, depois de tanta história de luta e sacrifício, esse partido tem ainda muita história pela frente e, aos 60 anos, está apenas começando.
Muito obrigado.”
( da redação com informações de assessoria)