Sergipe. Movimento contra usina nuclear lota galerias da Assembléia de Sergipe; Em Salvador, no FSN, ativistas protestam com usina.
A Politica Real teve acesso.
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( Brasília-DF, 02/08/2007) A Política Real está atenta. As galerias da Assembléia Legislativa do Sergipe, em Aracaju, estiveram lotadas na manhã de hoje ,2, com um público diferente. Portando camisetas pretas, faixas, cartazes e máscaras, os membros do “Movimento Usina Nuclear Não, Vida Sim” acompanharam o discurso do deputado estadual Wanderlê Correia (PMDB).
O movimento nasceu com a proposta de combater a vinda de um reator nuclear para a cidade de Canindé do São Francisco. O coordenador do movimento, José Cláudio Barreto Sobral, professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), disse que o surgimento do grupo estava amadurecendo há um bom tempo. “Estamos aqui defendendo outras alternativas de energia menos arriscadas. O projeto nuclear brasileiro nasceu na época da Ditadura, no governo Geisel, e desde aquela época já se falava em construir oito novas usinas”, observou.
José Cláudio diz que por trás da instalação de usinas nucleares no país estão interesses econômicos. Não há argumentos técnicos. “Os países desenvolvidos que vendem a tecnologia nuclear têm interesse nesse projeto”, argumenta. O professor e ambientalista afirma ainda que o país possui outras fontes renováveis e limpas para fornecer grande quantidade de energia.
A mesma posição tem o massoterapeuta e ambientalista Omar Monteiro, que representou a Sociedade Semear no lançamento do movimento. Para ele, a iniciativa de tentar barra a usina nuclear em Sergipe é louvável. “Não é o caso de não se considerar a energia nuclear como uma alternativa energética, mas existem outras opções mais viáveis”, explica Omar.
“No nosso caso há a hipótese da energia solar e da energia eólica. A experiência nuclear no Brasil não teve êxito”, assegurou. Segundo o ambientalista, a grande preocupação é com o armazenamento dos resíduos nucleares no país. Os resíduos têm vida quase eterna”.
NA BAHIA - Ativistas do Greenpeace, com o Lulinha atômico e manifestantes fantasiados de bombas, participaram da Marcha de abertura do II Fórum Social Nordestino que aconteceu hoje em Salvador, em protesto contra a construção de Angra 3.
A presença do Green no Fórum prossegue nessa sexta-feira, 3, em seminário que vai discutir o tema energia nuclear no nordeste brasileiro: impactos sócio Ambientais, de Trabalho e de Saúde na Produção, Uso e Comercialização de Produtos Perigosos e Nocivos , às 9 horas, no Auditório PAF 1, no Pavilhão de Aulas da Federação (PAF 1), da UFBA, no Campus de Ondina.
O evento é uma realização da Associação Movimento Paulo Jackson – Ética, Justiça, Cidadania e contará ainda com a participação de representantes da Associação dos Fiscais de Radioproteção e Segurança Nuclear – Afen, Câmara dos Deputados, Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, SINTMINAS e outras entidades.
Já no dia 4, às 9 horas, também no PAF 1, o Greenpeace realizará uma oficina sobre (R) EVOLUÇÃO ENERGÉTICA: PERSPECTIVAS PARA UMA ENERGIA GLOBAL SUSTENTÁVEL.
( da redação com informações de assessoria)
O movimento nasceu com a proposta de combater a vinda de um reator nuclear para a cidade de Canindé do São Francisco. O coordenador do movimento, José Cláudio Barreto Sobral, professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), disse que o surgimento do grupo estava amadurecendo há um bom tempo. “Estamos aqui defendendo outras alternativas de energia menos arriscadas. O projeto nuclear brasileiro nasceu na época da Ditadura, no governo Geisel, e desde aquela época já se falava em construir oito novas usinas”, observou.
José Cláudio diz que por trás da instalação de usinas nucleares no país estão interesses econômicos. Não há argumentos técnicos. “Os países desenvolvidos que vendem a tecnologia nuclear têm interesse nesse projeto”, argumenta. O professor e ambientalista afirma ainda que o país possui outras fontes renováveis e limpas para fornecer grande quantidade de energia.
A mesma posição tem o massoterapeuta e ambientalista Omar Monteiro, que representou a Sociedade Semear no lançamento do movimento. Para ele, a iniciativa de tentar barra a usina nuclear em Sergipe é louvável. “Não é o caso de não se considerar a energia nuclear como uma alternativa energética, mas existem outras opções mais viáveis”, explica Omar.
“No nosso caso há a hipótese da energia solar e da energia eólica. A experiência nuclear no Brasil não teve êxito”, assegurou. Segundo o ambientalista, a grande preocupação é com o armazenamento dos resíduos nucleares no país. Os resíduos têm vida quase eterna”.
NA BAHIA - Ativistas do Greenpeace, com o Lulinha atômico e manifestantes fantasiados de bombas, participaram da Marcha de abertura do II Fórum Social Nordestino que aconteceu hoje em Salvador, em protesto contra a construção de Angra 3.
A presença do Green no Fórum prossegue nessa sexta-feira, 3, em seminário que vai discutir o tema energia nuclear no nordeste brasileiro: impactos sócio Ambientais, de Trabalho e de Saúde na Produção, Uso e Comercialização de Produtos Perigosos e Nocivos , às 9 horas, no Auditório PAF 1, no Pavilhão de Aulas da Federação (PAF 1), da UFBA, no Campus de Ondina.
O evento é uma realização da Associação Movimento Paulo Jackson – Ética, Justiça, Cidadania e contará ainda com a participação de representantes da Associação dos Fiscais de Radioproteção e Segurança Nuclear – Afen, Câmara dos Deputados, Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, SINTMINAS e outras entidades.
Já no dia 4, às 9 horas, também no PAF 1, o Greenpeace realizará uma oficina sobre (R) EVOLUÇÃO ENERGÉTICA: PERSPECTIVAS PARA UMA ENERGIA GLOBAL SUSTENTÁVEL.
( da redação com informações de assessoria)