31 de julho de 2025

Nordeste e a Operação Navalha. Psol representa contra Olavo Calheiros e Paulo Magalhães.

Deputados são suspeitos de envolvimento em fraudes envolvendo a construtora Gautama.

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(Brasília-DF, 01/08/2007) A Política Real teve acesso. O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar recebeu nesta quarta-feira ,1º representações do Psol contra os deputados Paulo Magalhães (DEM-BA) e Olavo Calheiros (PMDB-AL), por suposta participação de ambos em fraudes em licitações públicas ocorridas em programas governamentais, entre eles o Luz Para Todos. O esquema, que seria liderado pelo empresário Zuleido Veras, da construtora Gautama, foi desarticulado pela Polícia Federal na "Operação Navalha".
A representação foi entregue ao presidente do Conselho, Ricardo Izar (PTB-SP), pela presidente do Psol, Heloísa Helena. Ela estava acompanhada do líder do partido, Chico Alencar (RJ), e dos deputados Ivan Valente (SP) e Luciana Genro (RS). "Segundo a Polícia Federal, uma conversa entre Zuleido Veras e o deputado Paulo Magalhães mostra que em 4 de abril eles combinaram uma forma de pressionar ministros do Tribunal de Contas da União (PTCU) para tentar beneficiar a Gautama em processos relativos a licitações e contratos da empresa para realização de obras", afirma o Psol na representação contra Magalhães.
Contra Olavo Calheiros, o partido cita conversa gravada entre Zuleido e a diretora da Gautama Fátima Palmeira, na qual eles falam sobre uma emenda que teria sido apresentada por Calheiros, que beneficiaria a empresa. O Psol cita ainda, em relação a Olavo Calheiros, acusações publicadas na revista Veja segundo as quais a cervejaria Schincariol teria comprado por R$ 27 milhões uma fábrica de refrigerantes avaliada em no máximo R$ 10 milhões, pertencente a Olavo Calheiros.
Segundo a revista, a fábrica de refrigerantes Conny foi aberta em 2003 por Olavo Calheiros na cidade de Murici (AL). O então prefeito Remi Calheiros, irmão de Olavo, cedeu um terreno avaliado em R$ 750 mil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiou R$ 6 milhões. Um ano depois, a fábrica estava praticamente falida, com R$ 10 milhões em dívidas. Mesmo assim, ainda de acordo com Veja, Olavo Calheiros conseguiu ter um lucro de R$ 17 milhões.
O presidente do Conselho enviará as representações hoje mesmo para a Presidência da Câmara. Caso elas sejam admitidas, serão numeradas e encaminhadas ao Conselho. O órgão deverá, então, notificar os deputados.

(da redação com informações da assessoria)