Nordeste e Telefonia. Vivo quer entrar forte no Nordeste.
A Política Real teve acesso.
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(Brasília-DF,13/07/2007) A Política Real teve acesso. O presidente da Portugal Telecom (PT), Henrique Granadeiro, disse, quinta-feira ,12, em Lisboa, que a Vivo - joint-venture da PT e da espanhola Telefónica - vai avançar para o leilão nas licenças móveis em sete estados do nordeste, independentemente de comprar, ou não, a operadora Telemig, que opera no estado de Minas Gerais, noticiou o Diário Económico, de Lisboa.
Segundo o DE, Henrique Granadeiro não quis confirmar se a Vivo vai avançar com uma proposta pela Telemig na próxima segunda-feira, mas assegurou que vai estar presente no leilão da Anatel.
Minas Gerais e os sete estados do nordeste brasileiro são as únicas regiões do Brasil onde a Vivo não está presente com cobertura própria.
Henrique Granadeiro lembrou ainda a importância da Vivo estar presente nestes estados do nordeste brasileiro onde a TIM, da Telecom Italia tem 14 milhões de clientes, e a Claro, da Telmex, tem 9 milhões de clientes.
No caso de Minas Gerais, quem comprar a Telemig, avaliada em cerca de 1 bilhão de euros, passará também a deter a Amazónia Celular.
Quem vai ficar com a Vivo? - Granadeiro tem evitado falar sobre a disputa com a Telefónica, em torno da Vivo. A recente proposta da Telefónica de compra da participação da Portugal Telecom na Vivo é mais um lance no jogo de posições que se vem desenrolando entre os dois grupos. A Telefónica está a pressionar a PT para aceitar a proposta de compra, mas o grupo português quer permanecer no mercado brasileiro de telecomunicações.
Na terça-feira, o jornal "Financial Times" informou que Telefónica havia oferecido 3 bilhões de euros para ficar com a parte da PT na Vivo. Segundo o FT, a Portugal Telecom teria até agosto para dar uma resposta.
Para deixar a Vivo, a PT pretende concretizar algum negócio no setor. E esse negócio poderia ser a criação de uma empresa luso-brasileira, resultante da fusão da Telemar/Oi com a Brasil Telecom.
De acordo com analistas, uma das possibilidades que se colocam à PT é a compra da OI/Telemar, o que envolve um processo longo e complexo, entre outras razões pelo facto de se tratar de uma empresa de capitais brasileiros, controlado pelos fundos de pensão de grandes grupos estatais. Complexidade acrescida também pelo interesse já manifestado pelos controladores num fusão da Telemar/Oi com a Brasil Telecom.
Os fundos de pensão dos maiores bancos e empresas estatais brasileiras (Previ, Petros, Funcef) são os principais investidores da Telemar/Oi e Brasil Telecom. O BNDES tem participação de 25% no capital da Brasil Telecom. A idéia de criar uma grande operadora, de capital brasileiro, para competir com a Telefónica e a Telmex/América Móvel, do mexicano Carlos Slim, tem vindo a ganhar força política.
A semana passada, durante evento na Anatel, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, sinalizou a possibilidade de a Portugal Telecom participar, como minoritária, na criação de uma grande empresa brasileira, de capitais nacionais, através da fusão da Telemar (Oi) com a Brasil Telecom. Na ocasião, Hélio Costa deixou no ar a possibilidade de participação minoritária da Portugal Telecom.
( da redação com informações de assessoria)
Segundo o DE, Henrique Granadeiro não quis confirmar se a Vivo vai avançar com uma proposta pela Telemig na próxima segunda-feira, mas assegurou que vai estar presente no leilão da Anatel.
Minas Gerais e os sete estados do nordeste brasileiro são as únicas regiões do Brasil onde a Vivo não está presente com cobertura própria.
Henrique Granadeiro lembrou ainda a importância da Vivo estar presente nestes estados do nordeste brasileiro onde a TIM, da Telecom Italia tem 14 milhões de clientes, e a Claro, da Telmex, tem 9 milhões de clientes.
No caso de Minas Gerais, quem comprar a Telemig, avaliada em cerca de 1 bilhão de euros, passará também a deter a Amazónia Celular.
Quem vai ficar com a Vivo? - Granadeiro tem evitado falar sobre a disputa com a Telefónica, em torno da Vivo. A recente proposta da Telefónica de compra da participação da Portugal Telecom na Vivo é mais um lance no jogo de posições que se vem desenrolando entre os dois grupos. A Telefónica está a pressionar a PT para aceitar a proposta de compra, mas o grupo português quer permanecer no mercado brasileiro de telecomunicações.
Na terça-feira, o jornal "Financial Times" informou que Telefónica havia oferecido 3 bilhões de euros para ficar com a parte da PT na Vivo. Segundo o FT, a Portugal Telecom teria até agosto para dar uma resposta.
Para deixar a Vivo, a PT pretende concretizar algum negócio no setor. E esse negócio poderia ser a criação de uma empresa luso-brasileira, resultante da fusão da Telemar/Oi com a Brasil Telecom.
De acordo com analistas, uma das possibilidades que se colocam à PT é a compra da OI/Telemar, o que envolve um processo longo e complexo, entre outras razões pelo facto de se tratar de uma empresa de capitais brasileiros, controlado pelos fundos de pensão de grandes grupos estatais. Complexidade acrescida também pelo interesse já manifestado pelos controladores num fusão da Telemar/Oi com a Brasil Telecom.
Os fundos de pensão dos maiores bancos e empresas estatais brasileiras (Previ, Petros, Funcef) são os principais investidores da Telemar/Oi e Brasil Telecom. O BNDES tem participação de 25% no capital da Brasil Telecom. A idéia de criar uma grande operadora, de capital brasileiro, para competir com a Telefónica e a Telmex/América Móvel, do mexicano Carlos Slim, tem vindo a ganhar força política.
A semana passada, durante evento na Anatel, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, sinalizou a possibilidade de a Portugal Telecom participar, como minoritária, na criação de uma grande empresa brasileira, de capitais nacionais, através da fusão da Telemar (Oi) com a Brasil Telecom. Na ocasião, Hélio Costa deixou no ar a possibilidade de participação minoritária da Portugal Telecom.
( da redação com informações de assessoria)