31 de julho de 2025

Piauí. Acordo entre o senador João Vicente Claudino e o vice-governador Wilson Martins não está descartado.

Tudo vai depender de 2.008 e de W. Dias.

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Por Genésio Junior

( Brasília-DF, 05/07/2007) A Política Real apurou. Um acordo entre o senador João Vicente Claudino(PTB-PI) e o vice-governador Wilson Martins(PSB) com vista ao futuro da política piauiense está cada vez mais vivo. O resultado das eleições municipais deverá dar a cara dessa aproximação.

O vice-governador do Piauí, Wilson Martins, estaria descontente com o governador W. Dias face a forma como ele vem conduzindo os acordos políticos deste segundo mandato do petista à frente do Governo do Estado. Martins estaria convencido que este segundo mandato “demorou” a acontecer face a concessões que W. Dias fez ao PT para eleger alguns quadros, especilamente com mandatos federais. O senador João Vicente teria concordado com parte da visão de W. Martins. Quanto mais o Governo demora a acontecer pior para os dois, entendem.

Na semana passada eles teriam se encontrado em Brasília. Martins, como informou a Política Real, passou uma hora reunido com JVC. Pouco a pouco começam a vazar diáloos entre os dois. O tom foi marcado pela reclamação mútua e ficou acertado que não se deve queimar caravelas, pois acordo é possível, apesar de ser inequívoco que a disputa para ocupar o Palácio do Karnak, dentro da base de apoio, se dará, hoje, entre os dois. JVC teria dito a W. Martins que sua meta é 2.008 e não 2.010.

Martins teria dito a JVC que não fechasse sua chapa para o Senado, pois ele poderia entrar nela, numa sinalização de que o petebista busca trunfos contra W. Dias, que seria apoiar veladamente o senador Heráclito Fortes(DEM-PI), velho amigo da família Claudino, afastado circunstancialmente. JVC teria sinalizado positivamente. Tudo isso surge face a real possibilidade do governador W. Dias não se afastar do Governo do Estado para concorrer ao Senado com vista a evitar que qualquer um dos seus adversários mais ferrenhos possam ter alguma sobrevida, especialmente os senadores Mão Santa e Heráclito Fortes, em cargos majoritários a partir de 2.010.

( por Genésio Araújo Junior)