Nordeste e a Operação Navalha. Líderes decidem criar grupo de trabalho para analisar propostas contra corrupção.
Enquanto isso outros parlamentares buscam assinaturas para criação de CPMI.
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(Brasília-DF, 23/05/2007) Após três horas de reunião os líderes da Câmara anunciaram a criação de um grupo de trabalho para discutir e apresentar propostas de combate a corrupção. Esta medida é uma tentativa de dar respostas a sociedade sobre as novas denúncias de corrupção parlamentar decorrente da Operação Navalha. A proposta foi exaltada por todos os 19 líderes presentes no encontro, seja de governo ou de oposição. “Queremos dar instrumentos para a indignação da sociedade, que é justa. Como representantes populares, queremos ser os porta-vozes da indignação", afirmou o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia.
O deputado Paulo Rubem Santiago (PT-PE) foi um dos que sugeriu ao líder Chinaglia, ontem, a idéia de criar uma Comissão Especial para avaliar um pacotes de medidas anti-corrupção. A proposta anunciada hoje, entretanto é mais abrangente, sem prazo determinado e ainda não tem definido os seus integrantes.
Como primeiro passo desse movimento de propostas contra corrupção os deputados ressaltaram a aprovação da PEC do Voto Aberto, que está em votação hoje a noite, e a apreciação na próxima semana da reforma política. O vice-líder Henrique Fontana (PT-RS) explicou que o grupo de trabalho vai se debruçar em propostas pensadas a curto, médio e longo prazo. Uma delas pretende agilizar o julgamento de parlamentares pelo Superior Tribunal Federal.
Fontana, entretanto, alega que o problema de corrupção do país não se limita ao parlamento mas a toda sociedade brasileira. “A nossa responsabilidade é levantar um movimento de caráter nacional para extirpar a corrupção do país”, afirmou o petista. Questionado sobre a viabilidade de criação de uma CPI para analisar a Operação Navalha o parlamentar afirmou que Comissões anteriores não melhoraram o problema de corrupção do país. “Por mim tanto faz fazer ou não CPI, mas acho que não resolve a questão. Além do mais a CPI traz o inconveniente de acirrar a disputa política entre oposição e governo o que é ruim para a aprovação de projetos do país.
Apesar disso um movimento de deputados correm o Congresso com uma lista de assinaturas para criar CPMI sobre Operação Navalha. Para instalação da CPMI são precisos 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores. É possível que na próxima semana a iniciativa já tenha adeptos suficientes para o pleito. O entrave está no Senado, onde os Democratas estão se negando a assinar o pedido.
(por Liana Gesteira)
O deputado Paulo Rubem Santiago (PT-PE) foi um dos que sugeriu ao líder Chinaglia, ontem, a idéia de criar uma Comissão Especial para avaliar um pacotes de medidas anti-corrupção. A proposta anunciada hoje, entretanto é mais abrangente, sem prazo determinado e ainda não tem definido os seus integrantes.
Como primeiro passo desse movimento de propostas contra corrupção os deputados ressaltaram a aprovação da PEC do Voto Aberto, que está em votação hoje a noite, e a apreciação na próxima semana da reforma política. O vice-líder Henrique Fontana (PT-RS) explicou que o grupo de trabalho vai se debruçar em propostas pensadas a curto, médio e longo prazo. Uma delas pretende agilizar o julgamento de parlamentares pelo Superior Tribunal Federal.
Fontana, entretanto, alega que o problema de corrupção do país não se limita ao parlamento mas a toda sociedade brasileira. “A nossa responsabilidade é levantar um movimento de caráter nacional para extirpar a corrupção do país”, afirmou o petista. Questionado sobre a viabilidade de criação de uma CPI para analisar a Operação Navalha o parlamentar afirmou que Comissões anteriores não melhoraram o problema de corrupção do país. “Por mim tanto faz fazer ou não CPI, mas acho que não resolve a questão. Além do mais a CPI traz o inconveniente de acirrar a disputa política entre oposição e governo o que é ruim para a aprovação de projetos do país.
Apesar disso um movimento de deputados correm o Congresso com uma lista de assinaturas para criar CPMI sobre Operação Navalha. Para instalação da CPMI são precisos 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores. É possível que na próxima semana a iniciativa já tenha adeptos suficientes para o pleito. O entrave está no Senado, onde os Democratas estão se negando a assinar o pedido.
(por Liana Gesteira)