Nordeste e a Construção Civil. Região Nordeste a segundo em crescimento no setor de 1.996 a 2.006.
A Bahia foi quem teve o grande destaque.
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( Brasília-DF, 23/05/2007) A Política Real teve acesso. De 1996 a 2005, a região Norte foi a que mais ampliou sua participação na indústria de construção. Em contrapartida, a região Sudeste registrou a maior perda de espaço. A dinâmica regional das empresas de construção guarda, assim, relação com a continuidade do processo de descentralização da economia brasileira como um todo. O direcionamento das atividades para regiões de estruturas econômicas menos complexas está relacionado a um conjunto de fatores tais como expansão da fronteira agrícola; políticas de incentivos fiscais e construções de obras residenciais em áreas agrícolas.
A análise dos dados regionalizados teve como âmbito as empresas de construção com 40 ou mais pessoas ocupadas, já que, de 1996 a 2001, o âmbito da Paic incluía apenas esse universo de empresas. Em 2005, essas empresas respondiam por cerca de 60,0% do valor das obras executadas.
No período analisado, o Sudeste perdeu participação em relação às construções realizadas, de 65,7% em 1996 para 55,2% em 2005, e, no que diz respeito ao pessoal ocupado, de 62,3% para 53,6%. São Paulo e Rio de Janeiro reduziram suas participações no total construído de 39,7% e 14,5% para 30,4% e 10,6%, respectivamente. Em termos de pessoal ocupado, recuaram 6,3 e 4,0 pontos percentuais, respectivamente. Ainda assim, o Sudeste concentrava em 2005 mais da metade das construções realizadas (55,2%) e do emprego gerado pelas empresas de construção (53,6%).
O recuo do Sudeste foi acompanhado pela ampliação das demais regiões, sendo que o aumento mais expressivo ocorreu no Norte, onde as construções executadas e o pessoal ocupado apresentaram altas de 4,2 e 3,3 pontos percentuais, respectivamente. Na região, sobressaiu-se o Pará, seguido pelo Amazonas e por Tocantins. Nos dois primeiros casos, a economia vem sendo impulsionada pela crescente industrialização. No Tocantins, a expansão da atividade de construção pode estar associada às necessidades de urbanização.
A região Nordeste teve, entre 1996 e 2005, o segundo maior incremento de participação na construção (3,0 pontos percentuais tanto em relação às construções como ao pessoal ocupado), com destaque para a Bahia, onde vêm sendo adotadas políticas de incentivos à instalação de empresas de grande porte. Outro importante aumento foi registrado no Centro-Oeste (2,4 e 1,5 pontos percentuais, respectivamente), onde se destacou, no que concerne às obras realizadas, o Distrito Federal (crescimento de 1,8 ponto percentual). Em termos de pessoal ocupado, o maior acréscimo da região veio de Mato Grosso (1,0 ponto percentual). Por fim, a região Sul teve crescimento de 0,9 ponto percentual tanto nas construções realizadas como no pessoal ocupado. A contribuição mais relevante foi do Rio Grande do Sul (1,5 e 1,0 ponto percentual, respectivamente).
Entre os estados, Bahia e Pará tiveram os maiores ganhos de participação na indústria da construção tanto em relação ao pessoal ocupado quanto nas construções executadas. A Bahia apresentou crescimento de 3,5 pontos percentuais no emprego e de 2,6 pontos percentuais no valor das construções; e o Pará ampliou em 2,1 pontos percentuais seu peso nas duas variáveis. No outro extremo, São Paulo e Rio de Janeiro registraram as maiores variações negativas (-6,3 e -4,0 para pessoal ocupado e -9,3 e -3,9 para as construções, respectivamente).
( da redação com informações de assessoria)
A análise dos dados regionalizados teve como âmbito as empresas de construção com 40 ou mais pessoas ocupadas, já que, de 1996 a 2001, o âmbito da Paic incluía apenas esse universo de empresas. Em 2005, essas empresas respondiam por cerca de 60,0% do valor das obras executadas.
No período analisado, o Sudeste perdeu participação em relação às construções realizadas, de 65,7% em 1996 para 55,2% em 2005, e, no que diz respeito ao pessoal ocupado, de 62,3% para 53,6%. São Paulo e Rio de Janeiro reduziram suas participações no total construído de 39,7% e 14,5% para 30,4% e 10,6%, respectivamente. Em termos de pessoal ocupado, recuaram 6,3 e 4,0 pontos percentuais, respectivamente. Ainda assim, o Sudeste concentrava em 2005 mais da metade das construções realizadas (55,2%) e do emprego gerado pelas empresas de construção (53,6%).
O recuo do Sudeste foi acompanhado pela ampliação das demais regiões, sendo que o aumento mais expressivo ocorreu no Norte, onde as construções executadas e o pessoal ocupado apresentaram altas de 4,2 e 3,3 pontos percentuais, respectivamente. Na região, sobressaiu-se o Pará, seguido pelo Amazonas e por Tocantins. Nos dois primeiros casos, a economia vem sendo impulsionada pela crescente industrialização. No Tocantins, a expansão da atividade de construção pode estar associada às necessidades de urbanização.
A região Nordeste teve, entre 1996 e 2005, o segundo maior incremento de participação na construção (3,0 pontos percentuais tanto em relação às construções como ao pessoal ocupado), com destaque para a Bahia, onde vêm sendo adotadas políticas de incentivos à instalação de empresas de grande porte. Outro importante aumento foi registrado no Centro-Oeste (2,4 e 1,5 pontos percentuais, respectivamente), onde se destacou, no que concerne às obras realizadas, o Distrito Federal (crescimento de 1,8 ponto percentual). Em termos de pessoal ocupado, o maior acréscimo da região veio de Mato Grosso (1,0 ponto percentual). Por fim, a região Sul teve crescimento de 0,9 ponto percentual tanto nas construções realizadas como no pessoal ocupado. A contribuição mais relevante foi do Rio Grande do Sul (1,5 e 1,0 ponto percentual, respectivamente).
Entre os estados, Bahia e Pará tiveram os maiores ganhos de participação na indústria da construção tanto em relação ao pessoal ocupado quanto nas construções executadas. A Bahia apresentou crescimento de 3,5 pontos percentuais no emprego e de 2,6 pontos percentuais no valor das construções; e o Pará ampliou em 2,1 pontos percentuais seu peso nas duas variáveis. No outro extremo, São Paulo e Rio de Janeiro registraram as maiores variações negativas (-6,3 e -4,0 para pessoal ocupado e -9,3 e -3,9 para as construções, respectivamente).
( da redação com informações de assessoria)