31 de julho de 2025

Nordeste e a Operação Navalha. Parlamentares querem criação de CPMI sobre Operação Navalha.

Senadores tucanos defendem Teotônio Vilela das acusações.

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(Brasília-DF, 22/05/2007) O Congresso já sentiu o peso da Operação Navalha e está se mobilizando para apresentar alguma resposta a sociedade. Em uma reunião nesta tarde com os líderes o presidente Arlindo Chinaglia (PT-SP) decidiu criar uma Comissão Especial para acompanhar as investigações da Operação Navalha. O presidente vai encaminhar um requerimento ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que a Câmara possa ter acesso ao inquérito da Polícia Federal.


Outros parlamentares, não satisfeitos com a medida, resolveram fazer um pedido de criação de uma CPMI e já estão recolhendo assinaturas. A iniciativa foi tomada pelo Psol e pelo PPS. Questionado sobre a viabilidade dessa CPI o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) alegou que está é uma decisão que deve ser tomada pelos líderes. “É uma decisão democrática do parlamento e como presidente vou acatar o desejo da maioria”, afirmou.


O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), afirmou que o seu partido seria favorável a CPI. “Eu não creio que vá ser possível evitar uma CPI”, declarou. Mas alegou que não apenas os parlamentares devem ser foco de investigação, como também o Executivo. “O legislativo não pode ser o único passível de punição. O Executivo também deve ser”, disse. Virgílio, entretanto, foi enfático ao defender o governador de Alagoas, o tucano Teotônio Vilela. “Nós manifestamos confiança em quem conhecemos bem. O Teotônio Vilela é um dos poucos amigos da política. Sei que ele vai se explicar”, afirmou. A bancada do PSDB do Senadoresolveu elaborar um documento em apoio ao governador de Alagoas.


(por Liana Gesteira)