31 de julho de 2025

Nordeste e a Presidência

Lula nega que vá tentar reeleição e afirma que candidato de 2010 sairá da base aliada; Presidente acredita que não terá problemas com ministros que no passado criticaram seu governo como Geddel Vieira Lima....

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(Brasília-DF, 15/05/2007) Durante a entrevista coletiva com o Presidente da República Lula, o tema reeleição foi alvo de questionamentos dos jornalistas e Lula descartou qualquer possibilidade de ser candidato em 2010 ou em outras eleições futuras. “Eu não brinco com a democracia. Eu fui contra a reeleição. Sou contra a reeleição e não serei candidato em 2010”, declarou. O Presidente ainda relatou que orientou a base para não apresentar uma proposta que viabilize um 3º mandato presidencial, alegando que seria uma medida imprudente.

 

 

Questionado se haveria possibilidade de se candidatar em 2014 Lula foi ainda mais veemente em afirmar que não pretende voltar ao cargo de Presidente. “Depois que você chegou aqui (na presidência) não há mais nada para cima. Acho que um ex-presidente deve se recolher e ir cuidar dos netos. Ser conselheiro de si mesmo”, afirmou. Lula, entretanto, informou que pretende deixar um sucessor. “ Vou trabalhar para fazer um sucessor, mas não posso dizer que vou conseguir”, disse.

 

 

Segundo o Presidente, o seu sucessor poderá ser da base aliada, não necessariamente do PT. “O candidato deverá ser consenso da base aliada”, relatou. “Eu só quero ser chamado para ir ao palanque. Espero estar com saúde e credibilidade na sociedade para fazer campanha. Ruim seria não ser chamado para o palanque”, disse em tom de ironia, em menção ao fato do ex-presidente Fernando Henrique não ter participado ativamente de campanhas de seus partidários.

 

 

Questionado sobre a sua recente aproximação com os tucanos, tendo inclusive conversado com o presidente do PSDB Tasso Jereissati, Lula afirmou que sempre teve uma boa com o partido e que neste mandato assumiu uma postura de “conversador” respeitando o papel legítmo da oposição. Lula ainda comentou sobre o fato de ter acomodado em seu governo antigos críticos ao seu governo como Geddel Vieira Lima, atual Ministro da Integração, e Mangabeira Unger. “SE essas pessoas foram contra o presidente era porque não estavam na base aliada. O que aconteceu lá trás faz parte do passado”, argumentou.

Questionado se essas indicações não poderiam trazer problemas futuros Lula explicou que a indicação dos cargos é de responsabilidade dos partidos. “Eu fiz acordo com os partidos políticos e não com pessoas. Os partidos que indicaram as pessoas. Eu queria o apoio do PMDB como um todo e não fraccionado. Se essas pessoas indicadas derem problemas os partidos vão lidar com isso”, afirmou.

 

 

(por Liana Gesteira)