Nordeste e a Presidência
Lula afirma que é favorável a aumentar capacidade de endividamento dos estados; Questionado sobre crise na exportação por causa da queda do dólar o Presidente disse que não existe milagre
(Brasília-DF, 14/05/2007) Um dos temas mais levantados durante a entrevista coletiva concedida pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi sobre aspectos econômicos do país. Um dos pontos mais importantes da entrevista foi sobre o endividamento dos governos estaduais. O Presidente afirmou que pretende flexibilizar legislação de responsabilidade fiscal, mas de forma responsável. “Eu sou favorável que os estados aumentem sua capacidade de endividamento e tenho a ideia de flexibilizar a legislação, mas quero discutir o limite dessa flexibilização para que não volte a ocorrer gastanças”, disse. Lula informou que as reivindicações dos governadores já estão sendo avaliadas pelo Ministério da Fazenda e serão apresentadas propostas na próxima reunião com os governadores, que deve acontecer em julho.
No início da entrevista o Presidente Lula fez uma breve exposição sobre a situação econômica estável do país. Um jornalista questionou por que o Copom é único que não parece entender esse cenário econômico positivo mantendo os juros altos. Lula respondeu que não vai interferir nas medidas adotadas pelo Banco Central e disse acreditar que a diminuição dos juros vai ser feita gradualmente. “Eu não quero interferir no Copom porque o Banco Central tem que ter autonomia. Vamos manter o Banco Central do jeito que está e sei que os juros vão cair e vamos chegar ao patamar que sonhamos, com taxas compatíveis com outros países. Estou convencido que estamos no caminho certo”, afirmou. O Presidente explicou que encara a situação como se fosse uma maratona e se “forçar demais o passo pode não chegar em 1º lugar”.
Outra questão abordada durante a coletiva foi sobre os prejuízos que exportadores estão tendo com a desvalorização do dólar. O presidente foi questionado se o governo tem alguma medida para ajudar o setor. Lula alegou que “não existe milagre” para o fato, explicando que o dólar está se desvalorizando em relação a todas as moedas do mundo, que não é um caso específico em relação ao Brasil. “O governo pode aumentar alíquota de produtos importados para ajudar, mas não tem como impor um preço do dólar para determinados setores” argumentou.
(por Liana Gesteitra)