Nordeste e Biodiesel.
Ministério da Integração Nacional financiar 14 mini-usinas de óleo para fazer biodiesel da mamona no Ceará ; Deputado Ariosto Holanda diz que usina da Petrobras em Quixadá vai gerar 40 mil empregos no Estado
( Brasília-DF, 13/02/2007) O ministro da Integração Nacional, Pedro Brito, assegurou nesta terça-feira que vai liberar recursos para o Dnocs produzir no Ceará 14 mini-usinas de extração de óleo a ser vendido para a usina de biodiesel da Petrobras em Quixadá com objetivo de agregar valor à atividade dos pequenos produtores de mamona. A produção das 14 unidades, que é estimada em 35 mil toneladas por ano, será absorvida pela planta da Petrobras em Quixadá, que vai consumir 50 mil toneladas de óleo por ano para produzir biodiesel a partir de 2008. Hoje a Política Real tratou do assunto. Veja mais informações neste texto.
O deputado Ariosto Holanda (PSB-CE) disse que a produção das 14 unidades, somadas às seis que conseguiu em 2005 e 2006 para o Ceará por meio de emendas, vai necessitar de 120 mil hectares de mamona plantados, que empregarão 40 mil famílias no Estado. Somada, a produção das seis usinas totaliza 15 mil toneladas por ano. Outras 35 mil toneladas por ano serão produzidas pelas 14 novas mini-usinas, de modo a garantir a matéria-prima para ser transformada em biodiesel pela Petrobras em Quixadá, no próximo ano.
Segundo o deputado, o ministro destacou que o governo federal vai financiar as 14 unidades para fortalecer a política do governador Cid Gomes (PSB) que, conforme Pedro Brito, está empenhado em ampliar o plantio da mamona como programa prioritário do governo. O encontro de uma hora entre o ministro e Ariosto reuniu o diretor-geral do Dnocs, Eudoro Santana, dois gerentes da Petrobras, Mozart Queiroz e João Augusto Araújo Paiva, José Façanha Gadelha, do Instituto Centec, Douglas Augusto, do Dnocs e um gerente do Banco do Brasil, Raimundo Nonato Soares Lima.
A previsão é de que as 14 usinas sejam construídas pelo Centec até dezembro. Ariosto Holanda considerou o resultado da reunião como "um passo muito importante no programa de geração de emprego no Ceará". Ariosto Holanda já conseguiu recursos para seis mini-usinas de biodiesel por meio de emendas parlamentares, com custo de R$ 500 mil cada, com capacidade para a produção de 800 litros de óleo por dia.
As duas primeiras unidades foram instaladas em Tauá e Piquet Carneiro. As demais serão instaladas ainda este ano para produção de óleo de mamona em Limoeiro do Norte, Aracoiaba, Russas e Sobral. O deputado vê na multiplicação de unidades de extração de óleo de mamona o caminho mais curto para inclusão social na produção do biodiesel no Ceará. A usina de biodiesel da Petrobras em Quixadá necessita de 120 mil toneladas de grãos cultivados em 120 mil hectares de mamona. Gera mercado garantido para muitas usinas de óleo no estado, disse Ariosto.
O Conselho do Fundo de Combate à Pobreza (Fecop) se reúne nesta quarta-feira, às 15 h, na Secretaria de Ação Social, para avaliar pedido de subsídios para a produção de mamona no Ceará, feito pela Secretaria de Desenvolvimento Agrário, no total de R$ 11 milhões. Conforme a proposta de subsídio para a produção de mamona, serão adicionados R$ 0, 14 por quilo além do preço mínimo de R$ 0,56 garantido pelo governo federal, somando R$ 0,70 por quilo. Para cada hectare novo plantado, o governo estadual dará R$ 150 de subsídio.
Camilo Santana, secretário de Desenvolvimento Agrário, diz que o Ceará só tem 16 mil hectares de mamona plantados. O governo adquiriu 50 toneladas de sementes mas distribuiu somente 5 toneladas no governo passado - o produtor não teve interesse em plantar. Em 2006, houve uma redução de 50% na área plantada com mamona enquanto a produtividade melhorou em 4%, disse Glay Jones Alves de Figueredo, gerente de Mercado do Banco do Brasil.
O prefeito de Limoeiro do Norte, João Dilmar Silva, presidente da Associação de Prefeitos do Ceará (Aprece) informou que este ano irá incentivar o plantio de mil hectares de mamona no Município e informou que a Aprece vai estimular os prefeitos a aderirem ao programa de ampliação da área plantada com a oleaginosa. Segundo ele, os subsídios para o cultivo, com o preço de R$ 0,70 por quilo e o adicional de R$ 150 por cada hectare novo plantado, tornaram atrativa a plantação de mamona em larga escala.
( da redação com informações de assessoria)