31 de julho de 2025

Nordeste e Petrobras.

José Sérgio Gabrielli explica aos senadores campanha da auto-sufiência da Petrobras; Ele disse que a empresa “não é Justiça” envolvendo Duda Menonça ou Caso GDK, discutiu com o senador César Borges e disse que na administração do senador José Jorge ele te

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( Brasília-DF, 11/04/2006)   O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, está, neste momento, na sessão conjunta das Comissões de Educação e Infra-estrutura do Senado Federal. Ele veio para explicar a campanha publicitária “O Brasil – Auto –suficiente em Petróleo “.  A oposição, através de um requerimento do senador José Jorge(PFL-PE), líder da Minoria, encaminhou requerimento ainda em janeiro, durante a convocação extraordinária, para que ele comparecesse para explicar a campanha. A oposição acha que o Governo e a Petrobras adiaram o anúncio da chamada auto-suficiência para ter ganhos políticos em ano de eleição.  Gabrielli explicou a campanha e até o momento respondeu perguntas de nordestinos, como os senadores José Jorge(PFL-PE) e do senador César Borges(PFL-BA).

 

 

Várias lideranças baianas, ele que é baiano, estão neste momento na sessão conjunta das Comissões. Os três senadores baianos, senador Antônio Carlos Magalhães(PFL), César Borges(PFL) e Rodolpho Tourinho(PFL). Os deputados baianos Zezeu Ribeiro(PT), Bassuma(PT) e Luiz Alberto(PT) estão presentes a oitiva.

 

 

GOVERNO VERSUS OPOSIÇÃO – Após explicar a campanha com o uso de recursos de multimídia, com 45 páginas de exposição, em que fez uma ampla exposição sobre o trabalho da Petrobras frente ao momento mundial e no Brasil ele informou que a empresa investiu em 0,20% de seu faturamento em 2004  em comunicação e que, em média, o valor é inferior ao que se investiu nos anos do Governo FHC. Ele não disse quanto será investido na campanha da auto-suficiência. Ele não negou que a empresa vá gastar R$ 50 milhões, como alguns setores da mídia anunciam.

 

 

Questionado pelo senador José Jorge sobre o tamanho do investimento, assim como sobre o total de gastos no setor,  manutenção do acordo com a agência de Duda Mendonça, e a posição do TCU contra a contratação com a GDK  - ele deu explicações, breves e objetivas:

 

 

-          Nós não somos Justiça, Senador...Temos compromisso com nossos acionistas e o Governo que é um deles. A empresa do senhor Duda Mendonça continua tendo respaldo técnico para participar e nos atender. Outras duas agências vão dar atendimento a nossa campanha.....Nós não somos Justiça... – disse Gabrielli.

 

 

 

 

Ele falou sobre o caso TCU e GDK - a imprensa, e o próprio site da Petrobras publicou explicações, teria informado que os contratos estariam irregulares:

 

 

-          Sobre nossos contratos(publicidade), temos um entendimento que o que foi divulgado vem a ser uma interpretação preliminar. Vamos aguardar o julgamento final, mas informamos que no início do ano encaminhamos nossas razões num documento de 80 páginas. Aguardamos a decida resposta.   Temos uma interpretação diversa.

 

 

 

 

É que o TCU teria entendido que o aditamento de mais de R$ 25 milhões na prorrogação dos contratos de publicidade não teria sido correto.  Gabrielli aproveitou para lembrar, num ar de provocação com a oposição, que o senador José Jorge(PFL-PE) sabia como eram esses contratos de publicidade, pois, à época em que participou do Conselho da Petrobras ,teve que responder questionamentos sobre renovação de contratos de publicidade, como esses que são questionados pelo TCU. O senador José Jorge(PFL-PE) não se manifestou mais – ele foi para a sessão conjunta do Congresso, por conta da votação do orçamento.

 

 

Sobre o Caso GDK ele informou que a empresa vem cumprindo o contrato e que só após um decisão do TCU é que será possível uma solução – ele voltou a dizer que a Petrobras é um empresa e não Justiça:

 

 

- O que a empresa tratou com outros e não com a empresa ela vai ter que responder. Conosco é outro o procedimento(sic)

 

 

 

 

O senador César Borges(PFL-BA) questionou José Sérgio Gabrielli sobre o que ele considera uma estratégia para adiar o anúncio da chamada auto-suficiência para fazer uso político e disse que a atual administração, e desde o início do Governo Lula, era incompetente para aumentar a produção de petróleo além de acusar a empresa de estar sendo usada para uso político, o que contraria seu compromisso internacional com acionistas.

 

 

-          A empresa já tinha atingido desde o ano passado a chamada auto-suficiência, mas vocês vinham adiando. Durante o Governo Fernando Henrique, durante os oito anos ,a produção cresceu 125 %, uma média de 11 % ao ano. No Governo atual a produção cresceu 12,7% em três anos, o que dá uma média de 4% ao ano. O que foi que foi que houve?! Acho que foi porque vocês adiaram para anunciar só agora. 

 

 

 

 

Gabrielle disse que a auto-suficiência só pode atingida agora, mas demorou a explicar sobre os avanços da empresa:

 

 

-          Nós só podíamos apresentar uma campanha e anunciar a auto-suficência neste ano,. pois só agora teremos a P-50. Já tínhamos atingido um patamar de produção que garantia esse status, mas com a P-50 poderíamos ter um média de produção que apresentasse essa auto-suficiência.

 

 

 

 

Ele disse que a demora na construção e operação das P-43 e P-48 geraram dificuldades para o avanço da empresa na produção.  Ele demorou a ser claro na informação ao senador baiano. Em resposta a senadora Ideli Salvati(PT-SC), que o questionou sobre a questão do gás em Santa Catarina, finalmente, ele foi mais claro:

 

 

-            Senador César Borges, nós tínhamos que ter um ganho operacional frente ao dispêndio financeiro. No lugar de aumentar o custo, reduziu-se o custo – disse Gabrielle. Ele foi categórico ao anunciar que a empresa perdeu competitividade nas escolhas das P-43 e P-48.

 

 

 

 

 

 

Borges disse que a Petrobras chegou a patrocinar calçamento de cidades no interior da Bahia, o que contrariaria os interesses maiores de seus acionistas.

 

 

- Na eleição municipal de 2.004, viu-se isso. A Petrobras patrocinava prefeituras e até calçamento fazia! – disse o Senador

 

 

 

 

Borges e Gabrielle chegar a discutir. O presidente da Petrobras disse que Duda Mendonça chegou a trabalhar para os pefelistas das Bahia.  Borges não aceitou:

 

- Isso é uma mentira. O senhor precisa provar isso. O senador Antônio Carlos Magalhães estava presente e não se manifestou sobre a acusação de Gabrielli.

 

 

O presidente da Petrobras continua falando na sessão conjunta das Comissões do Senado que está sendo dirigida pelo senador Gérson Camata(PMDB-ES). O senador Heráclito Fortes(PFL-PI), presidente da Comissão de Infra-Estrutura, não pôde comparecer pois teve problemas com o vôo que lhe trazia de Teresina para Brasília.

 

 

( por Genésio Araújo Junior)