31 de julho de 2025

Nordeste e o Comércio.

Em fevereiro, volume de vendas do comércio caiu 4,13 por cento; No Nordeste , o maior crescimento foi no Maranhão e a maior queda em Pernambuco.

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( Brasília-DF, 19/04/2006)   O comércio varejista do País apresentou resultados negativos em fevereiro de 2006, com taxas de - 4,13% para o volume de vendas e de -1,95% para a receita nominal, na relação mês / mês anterior com ajuste sazonal. Foi interrompida, assim, uma seqüência de quatro meses de taxas positivas. Nas demais comparações (extraídas das séries sem ajustamento), as taxas para o volume de vendas foram de 5,35% sobre fevereiro/05; 5,96% no acumulado do primeiro bimestre  e de 5,08% no acumulado dos últimos 12 meses. Já a receita nominal obteve taxas de 7,87% com relação a igual mês de 2005; 8,71% na relação janeiro-fevereiro06  / janeiro-fevereiro05; e 9,87% no acumulado dos últimos 12 meses .

 

 

A queda (- 4,13%) no volume de vendas em fevereiro reverte a tendência de crescimento do varejo iniciada em outubro de 2005. Houve quedas nas quatro atividades que integram a série ajustada (das oito que compõem o setor): Tecidos, vestuário e calçados, com taxa de -3,14%; Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,44%, 1); Combustíveis e lubrificantes (-1,92%, 1); e Móveis e eletrodomésticos

 (-0,04%). O segmento de Veículos, motos, partes e peças, que faz parte do Comércio varejista ampliado, obteve igualmente queda (-0,66%) sobre o mês anterior.

 

 

Na relação fevereiro06/fevereiro05, o volume de vendas cresceu para seis das oito atividades do varejo: 7,27% para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; 10,45% em Móveis e eletrodomésticos; 4,83% para Tecidos, vestuário e calçados; 3,95% em Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; 43,78% para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; 8,57% em Outros artigos de uso pessoal e  doméstico. Houve quedas em Combustíveis e lubrificantes (-8,48%) e em Livros, jornais, revistas e papelaria  (-12,75%).

 

 

 Na composição da taxa mensal de fevereiro/06 para o volume de vendas do Comércio varejista, o maior impacto positivo coube a Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com variação de 7,27% sobre igual mês do ano anterior; sendo esta a mais elevada taxa mensal de desempenho da atividade desde abril/05, justificada, provavelmente, pela redução dos preços de alimentos nos últimos meses, bem como pela melhora nos níveis de ocupação e rendimento médio real em relação a fevereiro/05, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). O volume de vendas acumulado nos dois primeiros meses do ano cresceu 6,01% em relação a igual período de 2005 e no acumulado dos últimos 12 meses, 3,46%.

 

 

O segmento de Móveis e eletrodomésticos exerceu, em fevereiro, o segundo maior impacto no resultado do Comércio Varejista, ao registrar variação de 10,45% no volume de vendas em relação a fevereiro do ano passado, refletindo principalmente a continuidade de condições favoráveis de crédito ao consumo e dos empréstimos consignados em folha.  No acumulado do primeiro bimestre de 2006 sobre igual período do ano anterior o aumento atinge 11,59% e nos últimos 12 meses taxa de variação da ordem 15,04%.

 

 

A atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico que também agrega segmentos sensíveis ao crédito ao consumidor (lojas de departamentos, óticas, artigos esportivos, brinquedos, etc.), continuou exercendo em fevereiro o terceiro maior impacto no resultado do Comércio varejista, a despeito de expressiva redução na taxa mensal (de 8,57% contra os 26,02% de janeiro). Mesmo assim, essa atividade ainda ostenta o segundo maior resultado acumulado do varejo, com taxas de crescimento de 17,52% e de 15,89% no primeiro bimestre do ano e nos últimos 12 meses, respectivamente.

 

 

A quarta maior influência na formação da taxa global coube a Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com variação de 43,78% sobre fevereiro do ano passado. Já  nos acumulados  do ano e dos últimos 12 meses os aumentos no volume de vendas foram da ordem de 74,10% e de 64,14%, respectivamente. Além do crédito e dos empréstimos consignados, contribuiu ainda para o estabelecimento deste desempenho a valorização do real frente ao dólar, que vem tornando os produtos de informática e outros importados relativamente mais baratos, como mencionado nos relatórios dos meses anteriores.

 

 

A atividade de Tecidos, vestuário e calçados exerceu a quinta maior influência no resultado positivo do volume de vendas do varejo, cujo acréscimo de 4,83% sobre fevereiro/05 se configura na menor taxa mensal de desempenho do segmento nos últimos oito meses. Em termos acumulados, as variações chegam a 6,59% no primeiro bimestre e a  6,41% nos últimos 12 meses.

 

 

Ainda na relação fevereiro06/fevereiro05, o menor impacto positivo na composição da taxa global coube ao segmento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria,  que obteve acréscimo no volume de vendas de 3,95%.  No primeiro bimestre e nos últimos 12 meses os resultados acumulados  foram de 6,36% e 6,94%, respectivamente.

 

 

Apresentaram resultados negativos no volume de vendas, na relação fevereiro06/fevereiro05, as atividades de Combustíveis e lubrificantes, com variação de -8,48%, e de Livros, jornais, revistas e papelaria (-12,75%). Enquanto  o primeiro segmento completa 14 meses consecutivos de queda, o ultimo reverte o sinal da taxa de variação registrada no mês anterior (7,63%).

 

 

As reduções no volume de vendas de Combustíveis e lubrificantes  no primeiro bimestre do ano (-8,55%) e nos últimos 12 meses (-8,13%) devem-se principalmente à elevação dos preços dos combustíveis acima da média geral de preços. As taxas acumuladas de Livros, jornais, revistas e papelaria chegaram a -3,17% na relação janeiro-fevereiro06/janeiro-fevereiro05 e a 0,21% no acumulado dos últimos 12 meses.

 

 

No corte regional, vinte e duas das 27 Unidades da Federação obtiveram resultados positivos no volume de vendas na comparação fevereiro06 / fevereiro05, com as variações de maior magnitude se estabelecendo em Roraima, com taxa de 31,21%, Acre (22,87%, 1);  Amapá (20,35%, 1); Maranhão (17,04%) e Amazonas (14,77%). As quedas ocorreram em Mato Grosso (-12,11%, 1); Rio Grande do Sul (-4,99%, 1); Rondônia (-0,72%, 1);  Pernambuco (-0,66%) e Minas Gerais (-0,26%) . Quanto à participação na composição da taxa do Comércio varejista, os destaques, pela ordem, foram São Paulo (8,15%, 1); Rio de Janeiro (7,46%, 1); Bahia (7,94%, 1); Ceará (11,69%, 1); Santa Catarina (3,96%, 1); e Espírito Santo (10,18%).

 

 

Ainda por Unidades da Federação, os resultados com ajuste sazonal para o volume de vendas, na comparação mês/mês anterior, apontam 9 (nove) estados com variações positivas e 18 (dezoito) com quedas. As maiores reduções ocorreram em Sergipe (-14,83%, 1); Mato Grosso (-14,38%, 1); Rio Grande do Norte (-9,63%, 1);  Minas Gerais (-9,52%, 1); e Amapá (-9,33%). Já os destaques positivos foram: Acre (7,71%, 1); Roraima (4,00%, 1); Rondônia (2,36%, 1); Alagoas (1,53%, 1); e Santa Catarina (1,40%).

 

 

Para o Comércio varejista ampliado, composto do varejo mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, as variações observadas na relação fevereiro06/fevereio05 foram de 3,16% para o volume de vendas e de 6,00% na receita nominal de vendas. Nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses, o setor apresentou taxas de variação 3,59% e 3,01% para o volume de vendas e 6,52% e 8,53% na receita nominal, respectivamente.

 

 

Em volume de vendas, a atividade de Veículos, motos, partes de peças cresceu 1,08% sobre fevereiro / 05. Já os acumulados do ano e dos últimos 12 meses foram de 0,54% e 0,84%, respectivamente. Por outro lado, o segmento Material de construção ainda apresenta quedas: -9,15% na relação fevereiro06 / fevereio05; -5,40% no primeiro bimestre do ano e -6,65% no acumulado dos últimos 12 meses.

 

 

Por Unidades da Federação, ainda em relação ao varejo ampliado, as maiores taxas de desempenho no volume de vendas ocorreram em Roraima (24,40%, 1); Maranhão (24,28%, 1); Acre (24,00%) e Amapá (21,54%). Quanto ao impacto no resultado global do setor, os destaques foram: Rio de Janeiro (14,46%, 1); Bahia (12,64%, 1); Ceará (17,62%, 1); e Espírito Santo (15,44%).

 

 

( da redação com informações do IBGE)