31 de julho de 2025

Nordeste e o Emprego.

Emprego na indústria cresceu 0,6 por cento em setembro;No Nordeste, houve uma queda de 2,3 por cento comparado com o mesmo mês de 2.004.

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(Brasília-DF, 16/11/2005)  Em setembro, o emprego industrial apresentou crescimento de 0,6% em relação a agosto, após queda de 0,2% no mês passado, na série livre de influências sazonais.

 

 

 No confronto com setembro de 2004, não houve variação (0,0%). Nos indicadores para períodos mais abrangentes, os resultados permaneceram positivos, embora apontando trajetória declinante: 1,7% no acumulado do ano, contra 1,9% registrado em agosto; e 2,3% no acumulado nos últimos 12 meses, contra 2,6% do mês anterior. O número de pessoas ocupadas mostrou aumento de 0,4% no terceiro trimestre, em relação a igual período de 2004, mas foi 0,3% menor do que o trimestre imediatamente anterior (série ajustada sazonalmente).

 

 

Com o aumento no índice mês/mês anterior, a tendência apontada pelo indicador de média móvel trimestral voltou a ser positiva: segundo o gráfico abaixo, há um ganho de 0,2% entre os trimestres encerrados em agosto e setembro.

 

 

No índice mensal (0,0%), nove das 14 áreas e nove dos 18 segmentos apresentaram taxas negativas. Rio Grande do Sul (-9,9%) e região Nordeste (-2,3%) contribuíram com as pressões mais relevantes no resultado geral. Por outro lado, as principais influências positivas vieram de São Paulo (2,7%) e Minas Gerais (3,5%). Em nível nacional, os ramos que participaram com os maiores impactos negativos foram calçados e artigos de couro (-15,7%) e madeira (-15,0%). Em sentido contrário, destacaram-se as contratações efetuadas em alimentos e bebidas (7,3%) e meios de transporte (6,1%).

 

 

           No indicador acumulado no ano (1,7%), São Paulo (2,9%) e Minas Gerais (4,1%) representaram os principais impactos positivos entre os 10 locais em que se observou aumento do emprego. Os destaques negativos permaneceram com o Rio Grande do Sul (-5,6%) e Rio de Janeiro (-1,1%).  Setorialmente, no total do País, alimentos e bebidas (7,4%) e meios de transporte (10,4%) foram os ramos com participações mais relevantes entre os 11 que cresceram, em oposição às influências negativas vindas de calçados e artigos de couro (-11,1%) e madeira (-6,9%).

 

 

          Em bases trimestrais, o emprego industrial vem sustentando resultados positivos há seis trimestres consecutivos, com taxas declinantes em 2005: 2,6% no primeiro trimestre de 2005, 2,0% no segundo e uma desaceleração mais acentuada no terceiro (0,4%). A perda de dinamismo observada na passagem do segundo para o terceiro trimestre atingiu 13 dos 14 locais e 14 das 18 atividades pesquisadas, destacadamente, em calçados e artigos de couro (de -10,9% para -15,3%), meios de transporte (de 10,7% para 7,2%) e têxtil (de 2,1% para -1,4%).

 

 

         Também fica evidente a redução nos indicadores de emprego e do número de horas pagas na comparação com o trimestre imediatamente anterior (série ajustada sazonalmente), acompanhando a perda de dinamismo observada na produção industrial.

 

 

( da redação com informações do IBGE)