31 de julho de 2025

Bahia e o “Não”

Para deputado Colbert Martins(PPS-BA), no referendo população fez dura crítica aos governantes.

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( Brasília-DF, 25/10/2005)  O deputado Colbert Martins(PPS-BA) afirmou nesta terça-feira, da tribuna da Câmara, que no último domingo, durante a votação do refenrendo sobre o comércio de armas, a população brasileira, em sua absoluta maioria, deixou clara uma crítica dura e veemente ao Estado brasileiro, sobretudo no que diz respeito à situação da segurança pública, manifestando imensa desconfiança em relação aos órgãos do setor. Segundo o deputado, quem votou contrariamente à proibição não estava apenas defendendo o interesse de possuir e portar armas. "Muito pelo contrário, estava enviando a nós, deputados, senadores, governadores, prefeitos e, principalmente, ao presidente Lula um recado: a segurança pública não vai bem".

     

      Na avaliação de Colbert, muitos brasileiros votaram entendendo estar indo contra o governo, na figura do ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. "No Brasil temos a tendência de concentrar numa só figura - e assim queimá-la, a responsabilidade de todos os males. Muitos rejeitaram o sim como se essa opção correspondesse uma política de governo", afirmou o deputado. Para Colbert, a política do governo federal na área de segurança é extremamente falha. "Principalmente porque deixou de repassar recursos aos estados. E o pior é que dispunha de dinheiro, tanto que ontem o ministério da Justiça liberou 100 milhões de reais", disse Colbert, ressaltando que o montante ainda é insuficiente.

     

      Segundo o deputado, o resultado do referendo mostra que as pessoas não confiam na segurança pública, portanto, não confiam nas polícias civil, militar e até na Polícia Federal. Como sugestão para a melhoria do quadro, Colbert vai sugerir que a Comissão de Segurança Pública da Câmara acompanhe a liberação de recursos para a área, aumente o valor destinado para a segurança no próximo orçamento e garanta o não-contingenciamento das verbas.

 

 

( da redação com informações do site do PPS e da taquigrafia da Câmara Federal)