DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil divulgação da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de fevereiro.
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(Brasília-DF, 02/03/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil o destaque será divulgação da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de fevereiro.
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Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -1,2%; Nasdaq 100: -1,6%), pressionados pela nova escalada nas tensões no Oriente Médio após declarações de Donald Trump indicando que o conflito com o Irã deve se estender por mais algumas semanas. O WTI (+7,8%) e o Brent (+7,3%) sobem para ~US$ 108, após o discurso do presidente americano reforçar a possibilidade de ataques mais intensos. No radar, investidores acompanham pedidos de seguro-desemprego, em uma sessão de negociações mais curta antes do feriado.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -1,0%), com perdas generalizadas entre setores. O destaque negativo fica para tecnologia (-2,8%), refletindo sensibilidade maior ao movimento de alta das taxas implícitas e ao cenário de risco global. O movimento acompanha a deterioração do sentimento após o discurso de Trump, que elevou novamente o prêmio de risco geopolítico. Além disso, há preocupação adicional com possíveis novas tarifas sobre o setor farmacêutico nos EUA.
Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -0,7%; CSI 300: -1,0%), acompanhando o movimento global de aversão a risco. No restante da Ásia, as perdas foram mais intensas, com o Kospi recuando 4,5% e o Kosdaq 5,4%, enquanto o Nikkei caiu 2,4%. O pano de fundo segue sendo de elevada volatilidade, com o mercado alternando rapidamente entre cenários de resolução e escalada.
Economia
Ontem à noite, Donald Trump, fez um pronunciamento em rede nacional, trazendo uma atualização sobre a guerra no Oriente Médio. Na agenda de indicadores, o setor privado dos Estados Unidos registrou criação líquida de 62 mil empregos em março. Além disso, as vendas no varejo cresceram 0,6% em fevereiro, superando as estimativas. O índice de atividade industrial ISM também veio um pouco acima do esperado, reforçando o cenário de crescimento moderado no setor. Do lado negativo, o componente de preços subiu de forma expressiva.
IBOVESPA +0,26% | 187.953 Pontos. CÂMBIO -0,43% | 5,15/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira (1º) em alta de 0,26%, aos 187.953 pontos. O movimento refletiu um ambiente mais favorável para ativos de risco, em meio a expectativas de cessar-fogo no conflito no Oriente Médio. A fala de Donald Trump sobre o conflito após o fechamento do mercado, no entanto, trouxe novas incertezas ao cenário e deve repercutir no desempenho das ações brasileiras no pregão de hoje.
Na ponta positiva, Gerdau (GGBR4, +4,9%) avançou após revisão de recomendação por um banco de investimentos. Por outro lado, Braskem (BRKM5, -2,9%) recuou, refletindo notícias sobre possível reestruturação financeira e movimentações no mercado de crédito da companhia.
Para o pregão desta quinta-feira (2), destaque para a divulgação dos PMIs de serviços e manufatura no Japão.
Renda Fixa
Os juros futuros tiveram movimentos distintos na quarta‑feira, em meio às expectativas de um possível desfecho do conflito no Oriente Médio. No Brasil, o cenário externo mais construtivo e a queda do petróleo favoreceram nova acomodação das taxas, com o DI jan/27 em 14,04% (‑3 bps), o DI jan/29 em 13,68% (‑5 bps) e o DI jan/31 em 13,82% (‑2 bps). Já nos EUA, os Treasuries fecharam em alta diante da combinação entre incerteza geopolítica, dados de emprego ADP acima do esperado e falas de membros do Fed. A T‑Note de 2 anos encerrou em 3,81% (+2 bps), a de 10 anos em 4,33% (+1 bp) e o T‑Bond de 30 anos em 4,92% (+1 bp).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de quarta‑feira em alta de 0,16%, em um dia marcado pelo fechamento da curva de juros, com a possível desescalada do conflito no Oriente Médio permanecendo no radar dos investidores.
Os principais destaques do pregão foram os segmentos mais sensíveis aos movimentos da curva de juros: os Fundos de Tijolo avançaram 0,39%, impulsionados sobretudo pelos Fundos de Shoppings e de Logística, que registraram altas de 0,57% e 0,42%, respectivamente. Os Fundos Multiestratégia e os Fundos de Fundos também encerraram o dia no campo positivo, com valorizações de 0,42% e 0,07%, respectivamente.
Em sentido oposto, os Fundos Híbridos registraram queda de 0,26%, enquanto os Fundos de Recebíveis fecharam o pregão praticamente estáveis. Entre os destaques positivos do dia, chamaram atenção CLIN11 (+2,4%), PVBI11 (+2,0%) e GRUL11 (+2,0%). No campo negativo, as maiores quedas foram observadas em VGRI11 (‑4,1%), PCIP11 (‑2,4%) e XPCI11 (‑2,1%).
No Brasil, a Petrobras confirmou reajuste de 55% no querosene de aviação para abril. Porém, a empresa anunciou uma iniciativa que permite às distribuidoras do combustível o pagamento de apenas 18% neste mês, com a diferença a ser quitada em seis parcelas a partir de julho.
Hoje, a agenda doméstica traz a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de fevereiro.
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)