Comércio e o Nordeste
Maranhão foi o melhor e Piauí o pior; no país houve um crescimento de 5,11%
( Brasília-DF,20/04/2004) Em fevereiro de 2004, em relação ao mesmo mês do ano anterior, o maior aumento no volume de vendas do comércio varejista no Nordeste ocorreu no Maranhão (16,69%). No entanto, foram os resultados positivos de São Paulo (6,86%, 1); Minas Gerais (5,58%, 1); Rio Grande do Sul (4,44%, 1); Santa Catarina (13,47%) e Paraná (8,90%) que determinaram o avanço do varejo no mês à nível nacional. Já entre os estados que apresentaram resultados negativos, destacaram-se Piauí (-11,06%) e Pernambuco (-5,15%) que não foram só os piores da região, mas os piores do país no setor. Roraima, no Norte, foi o outro que compôs o trio negativo.
Na comparação com fevereiro de 2003, o comércio varejista do País cresceu tanto no volume de vendas (5,11%) como na receita nominal de vendas (7,71%). Com isto, o setor fecha o primeiro bimestre de 2004 com aumentos de 5,56% no volume de vendas e de 9,03% na receita nominal. Já no acumulado de 12 meses, o volume de vendas ficou negativo (-2,41%), enquanto a receita nominal de vendas cresceu 12,17%
MOVEIS,HIPERS,BEBIDAS,COMBUSTÍVEIS - Nos resultados por atividade, novamente o segmento de Móveis e eletrodomésticos (16,35%) apresentou o maior crescimento mensal no volume de vendas do comércio varejista. Também tiveram variações positivas o segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,98%) e Combustíveis e lubrificantes (6,19%). Tecidos, vestuário e calçados (-5,97%), ao contrário, apresentou queda no volume de vendas. O setor de Veículos e motos, partes e peças, que não compõe o indicador geral do varejo, também caiu (-0,76%).
Com o crescimento de 16,35% em fevereiro, a atividade de Móveis e eletrodomésticos se mantém como o destaque positivo do varejo neste início de 2004. Nos primeiros dois meses do ano, seu volume de vendas acumulado superou em 17,69% o do mesmo período de 2003. Este segmento se distingue também no indicador acumulado dos últimos 12 meses, por ser o único com variação positiva (2,72%).
Com o resultado de 4,98% em fevereiro, a atividade de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo completa um trimestre de crescimento no volume de vendas. Esta seqüência de taxas positivas proporcionou aumento no acumulado do ano (4,04%), bem como desaceleração da queda no indicador acumulado dos últimos 12 meses, cuja taxa passou de -4,22% em janeiro para -3,52% em fevereiro.
Representando os grandes estabelecimentos da atividade, o ramo de Hipermercados e supermercados obteve, em fevereiro, desempenho praticamente igual ao do grupo como um todo. Os resultados do volume de vendas foram: 4,92% na comparação com fevereiro de 2003; 4,00% no acumulado do ano e -3,32% no acumulado dos últimos 12 meses. No caso deste último indicador, a tendência é de desaceleração da queda, uma vez que, em janeiro, a variação foi de -3,96%.
Ressalte-se, porém, que as últimas taxas de desempenho de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo estão, em parte, influenciadas pelo reduzido nível de vendas no final de 2002 e início de 2003, período em que houve acentuado aumento de preços dos produtos da cesta básica e conseqüente perda de poder aquisitivo da população. Este efeito-base fica claro quando se compara o nível de vendas da atividade em fevereiro deste ano com o de fevereiro de 2002 (-1,15%).
Com o crescimento de 6,19% sobre fevereiro de 2003, o segmento de Combustíveis e lubrificantes, mantém o quadro positivo apresentado em janeiro/04, quando aumentou o volume vendas em 5,00% sobre igual mês de 2003. Esse desempenho foi influenciado pela redução dos preços dos combustíveis automotivos - que, segundo o IPCA, caíram 13,1% entre março de 2003 e fevereiro de 2004 - e, conseqüente recuperação de consumo. Nos dois primeiros meses do ano, o segmento acumula 5,57%, e nos últimos 12 meses, -2,66%.
Depois de dois meses de resultados positivos, em fevereiro, a atividade de Tecidos, vestuário e calçado registrou queda de 5,97% na comparação com igual mês do ano anterior. Como conseqüência, o volume de vendas acumula no ano taxa de -2,19%, resultado inferior ao do mesmo período do ano passado. Do mesmo modo, o indicador acumulado dos últimos 12 meses acelerou sua queda e passou de -2,91% em janeiro para -3,64% em fevereiro.
Já a atividade de Veículos, motos, partes e peças, depois de três meses de crescimento, caiu 0,76% em fevereiro. No acumulado do ano, a taxa chegou aos 3,75% positivos sobre o mesmo período do ano passado, e no acumulado nos últimos 12 meses, continuou negativa (-5,81%), superando a de janeiro (-5,53%).
( redação com informações do IBGE)