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  • Contato Brasil, 25 de abril de 2024 04:32:35
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  • 21/02/2024 06h39

    Rodrigo Pacheco diz, em discurso, que o Senado não concorda em comparar o que se da em Gaza com o Holocausto e deve que Lula faça retratação ao povo judeu

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    Foto: Marcos Oliveira/ Ag. Senado

    Rodrigo Pacheco fala no plenário

    ( Publicada originalmente às 18h 4o do dia 20/02/2024)

    (Brasília-DF, 21/02/2024) O presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), após o discurso do senador Flávio Dino (PSB-MA), que fez uma fala de despedida pois deixará o Senado para ocupar vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), antes do início da ordem do dia, se manifestou sobre a recente fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda na Etiópia, afirmando que Israel estava matando na Faixa de Gaza como Adolph Hitler matou os judeus.

    Pacheco disse que não é possível comparar o que acontece em Gaza com o que se viu no Holocausto.

    “Contudo, não podemos compactuar com as afirmações que compararam a ação militar que está ocorrendo na região neste momento com o Holocausto, o genocídio contra o povo judeu perpetrado pelo regime nazista na Segunda Guerra Mundial. “, disse.

    Pacheco reconheceu que o presidente Lula é um líder global e isse que acredita que cabe uma retração do chefe  de Estado ao povo judeu.

    “Estamos certos de que essa fala equivocada não representa o verdadeiro propósito do Presidente Lula, que é um líder global conhecido por estabelecer diálogos e pontes entre as nações, motivo pelo qual entendemos que uma retratação dessa fala seria adequada, pois o foco das lideranças mundiais deve estar na resolução do conflito entre Israel e Palestina.”, disse

    Veja a íntegra da fala de Pacheco:

    “Senhoras Senadoras e Senhores Senadores,

    Esta Presidência gostaria de se posicionar acerca do recente pronunciamento da Presidência da República sobre o conflito que está ocorrendo na Faixa de Gaza, entre Israel e Palestina.

    De início, este Senado Federal externa, mais uma vez, a condenação veemente do ataque terrorista perpetrado pelo grupo Hamas, em 07 de outubro de 2023, contra civis israelenses e reitera o pedido pela liberação de reféns.

    Da mesma forma, esta Casa repele reações desproporcionais e o uso de violência irracional que tenham ocorrido ou estejam ocorrendo na Faixa de Gaza, durante a contraofensiva israelense. 

    Contudo, não podemos compactuar com as afirmações que compararam a ação militar que está ocorrendo na região neste momento com o Holocausto, o genocídio contra o povo judeu perpetrado pelo regime nazista na Segunda Guerra Mundial.

    Genocídio é o extermínio deliberado de um povo, por motivos de diferenças étnicas, nacionais, raciais ou religiosas. Há um plano para se eliminar aquele grupo. 

    Ainda que a reação perpetuada pelo governo de Israel venha a ser considerada indiscriminada e desproporcional, não há como estabelecer um comparativo com a perseguição sofrida pelo povo judeu no nazismo. Em relação à proporcionalidade da ação militar, existem instâncias próprias, da Comunidade Internacional, como a Corte Internacional de Justiça da ONU, que devem aferir se as regras de guerra estão sendo respeitadas ou não.

    Estamos certos de que essa fala equivocada não representa o verdadeiro propósito do Presidente Lula, que é um líder global conhecido por estabelecer diálogos e pontes entre as nações, motivo pelo qual entendemos que uma retratação dessa fala seria adequada, pois o foco das lideranças mundiais deve estar na resolução do conflito entre Israel e Palestina.

    O governo brasileiro é mundialmente conhecido por sua diplomacia moderada, então devemos mostrar nossa influência, nossa contribuição, para a pacificação do conflito de modo equilibrado.

    Inclusive, o Brasil orgulha-se de ter presidido a Sessão Especial da Assembleia Geral das Nações Unidas, que aprovou o Plano de Partilha da Palestina, e deu origem ao Estado de Israel em 1948.

    O Senado Federal acompanha com grande preocupação os desdobramentos do conflito entre Israel e Palestina e clama pela cessação das hostilidades. Reafirmamos o apoio do Poder Legislativo brasileiro por uma solução consensual, em que o Estado da Palestina possa conviver, em paz e segurança, com o Estado de Israel, dentro de fronteiras mutuamente acordadas e internacionalmente reconhecidas.

    Os judeus, e sua história, assim como os palestinos, merecem o mais absoluto respeito, e este Senado Federal clama pela paz entre as nações. A solução para o conflito passa, necessariamente, pelo cumprimento dos tratados de direitos humanos e pelos mecanismos multilaterais de solução de controvérsias, sempre respeitando a memória histórica dos povos envolvidos.

    Muito obrigado.

    ( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)

     

     

     

     


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