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  • 24/11/2021 07h58

    AUXÍLIO BRASIL: Arhur Lira disse que deputados e deputadas não tem resistência com Auxílio Brasil permanente

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    Foto: Imagem de Streaming

    Arthur Lira falou na GloboNews

    ( Publicada originalmente às 13h 00 do dia 23/11/2021) 

    ( reeditado) 

    (Brasília-DF, 24/11/2021) Nesta terça-feira, 23, o Arthur Lira (Progressistas-AL), presidente da Câmara dos Deputados, afirmou que não vê obstáculos na Câmara  em transformar o Auxílio Brasil em benefício social permanente.

    Lira destacou a PEC dos Precatórios(PEC nº 23/21)  abre espaço fiscal para o pagamento desse benefício de forma provisória, e os senadores avaliam torná-lo permanente. Como p texto já passou na Câmara, se os senadores fizerem a mudança no texto ele teria que voltar para Câmara. Segundo Lira, uma outra alteração proposta pelos senadores é criar uma comissão de avaliação de pagamento de precatórios no Congresso e que também poderá ser aprovada facilmente pelos deputados. Ele falou a Globonews sobre o tema na manhã de hoje.

    “Na realidade, estamos em conversas permanentes com o relator da PEC no Senado, o senador Fernando Bezerra. Há conversas normais sobre aprimoramento no texto”, destacou o presidente.

    Lira também reafirmou que não vê espaço para dar aumento salarial aos servidores públicos, caso a PEC dos Precatórios seja aprovada. Segundo ele, se o governo quiser dar aumento ao funcionalismo, deverá cortar despesas discricionárias.

    “Se o governo quiser dar aumento, vai ter que cortar seu orçamento discricionário. Na PEC dos Precatórios, não foi apresentada à Câmara nenhuma possibilidade de ter compensação ou abertura para pagamento de funcionário público”, explicou Lira.

    Política

    Arthur Lira defendeu, novamente, a adoção do semipresidencialismo a partir de 2026. Lira  explicou que a aprovação de um novo sistema de governo não impactaria as próximas eleições e não mudaria as regras do jogo para o próximo presidente eleito. Segundo Lira, é preciso que o sistema de governo esteja fora das “amarras do presidencialismo de coalizão”, com uma “gestão compartilhada”, disse.

    “O presidente se elege com 50 milhões de votos e quando muito consegue 10% de vagas no Parlamento e por isso não consegue governar sem coalizão. A câmara vai fazer essa discussão”, disse Lira.

    Orçamento Secreto

    Lira disse que as emendas de relator são “absolutamente transparentes” e que a decisão liminar da ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber, referendada pelos demais ministros, pode resultar na perda de quase R$ 13 bilhões já empenhados no Orçamento. Segundo ele, o Orçamento não é secreto, e o Congresso Nacional está empenhado em dar mais transparência ao processo.

    “As emendas de relator não funcionam como forma de privilegiar deputado A ou deputado B. Queremos ter uma clareza para onde o relator vai encaminhar as emendas do Orçamento para que todos possam acompanhar. Demonizar as emendas de relator é trazer um retrocesso”, disse.

    ( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)