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  • Contato Brasil, 18 de outubro de 2021 00:24:28
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  • 15/09/2021 08h10

    CPI DA PANDEMIA: Comando da CPI entende que Marcos Toletino é o real proprietário de empresas investigas no Caso Covaxin; Tolentino se negou a responder várias perguntas dos senadores

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    Foto: Ag. Senado

    Comando dea CPi ouve Marcos Tolentino

    ( Publicada originalmente às 15h 17 do dia 14/09/2021) 

    (Brasília-DF, 15/09/2021) O senador Renan Calheiros(MDB-AL), relator da CPI das Pandemia ,durante a oitiva do empresário e advogado Marcos Tolentino disse entender que existem razões de sobra para ver o depoente - que falou, hoje, 14, no colegiado dos senadores, mas em muitas vezes não respondeu perguntas, - como o real proprietário de empresas investigadas, como o FIB Bank e outras.

    A senadora Simone Tebet (MDB-MS) afirmou que não existe no direito brasileiro uma procuração com poderes irreversíveis e absolutos, o que “caracteriza que a pessoa passa a ser proprietária”.

    “Várias matérias apontam que Tolentino é o verdadeiro dono da FIB Bank, sendo o sócio oculto da empresa e, por ser amigo direto do deputado Ricardo Barros, teria facilitado a emissão da carta fiança a favor do contrato da Precisa Medicamentos (Covaxin) e de outros contratos no Ministério da Saúde”,  disse Renan Calheiros.

    Segundo o relator, Tolentino é representante, procurador ou administrador das empresas FIB Bank, Pico do Juazeiro e MB Guassu, em caráter irretratável, sem a obrigatoriedade de prestação de contas. O que caracterizaria a propriedade de Tolentino sobre as empresas. A FIB Bank ofereceu garantia para a Precisa Medicamentos negociar vacinas com o Ministério da Saúde

    Líder do Governo

    Marcos Tolentino afirmou não ter nenhuma sociedade com o deputado Ricardo Barros, líder do governo na Câmara, na propriedade de precatórios federais.

    Outras sociedade

    Marcos Tolentino admitiu ser sócio e advogado da Brasil Space Air Log. Segundo o senador Renan Calheiros (MDB-AL), a CPI descobriu movimentação financeira entre a Space Air e as empresas Pico do Juazeiro e FIB Bank. Para o relator, há evidências de que o depoente é o verdadeiro controlador das três pessoas jurídicas.

    “A CPI teve acesso a movimentações financeiras realizadas entre a Brasil Space Air Log, a Pico do Juazeiro e a FIB Bank. Uma cumplicidade, em sinal de que o senhor Tolentino ainda comanda essas empresas. É inacreditável como, perante o país, alguém tenta ocultar essas coisas que são óbvias, levantadas pela CPI “, disse Renan.

    Marcos Tolentino disse não lembrar quem são os sócios e qual é o ramo de atividade da Brasil Space Air Log. O advogado também não respondeu se a empresa tem contratos firmados com a Pico do Juazeiro e a FIB Bank.

    FIB Bank e Benneti

    O senador Omar Aziz( PSD-AM), presidente da CPI,  perguntou ao depoente se ele é sócio da Benetti Associados em algum negócio. Marcos Tolentino afirmou que sim, citando ativos e precatórios e dizendo que possui procuração para representar algumas empresas, como a Pico do Juazeiro. O senador informou que existem empresas registradas em nome da Benetti, mas que têm Tolentino como sócio. Já Renan Calheiros disse que o depoente e Ricardo Benetti não aparecem como sócios formais em nenhuma situação. 

    “É um tal de empresas e acionistas fantasmas”, disse.

    FIB Bank e procuração

    Quanto a Roberto Pereira Ramos Junior, diretor da FIB Bank, Marcos Tolentino disse que conheceu-o quando Ramos trabalhava na Benetti. Porém, o depoente ficou em silêncio ao ser questionado por Renan se teria alguma "posição hierárquica" ou de "comando" sobre o diretor da FIB Bank. A pergunta veio depois que Renan exibiu vídeo em que Roberto Pereira Ramos Junior aponta a existência de uma procuração em nome de Tolentino para atuar no processo de certificação digital da FIB Bank. Posteriormente, o diretor encaminhou e-mail informando à CPI que o documento não existia. Segundo Renan, o certificado era para usar nomes laranjas.

    Renan ainda  perguntou a Tolentino se ele deu algum tipo de orientação para que a procuração fosse ocultada da CPI: 

    “[Não dei] nenhuma orientação ao senhor Roberto”,  disse Tolentino, que também ficou em silêncio sobre ter repassado precatórios para a FIB Bank. 

    ( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)