Desocupação recuou para 5,1% no último trimestre de 2025 e recuou em seis unidades da federação das 27 possíveis, informa IBGE
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(Brasília-DF, 20/02/2026) O IBGE divulgou a sua PNAD Contínua do 4° trimestre de 2025 revelando que a taxa de desocupação do país foi de 5,1%, redução significativa frente ao trimestre anterior (5,6%) e recuando 1,1 p.p. ante o mesmo trimestre móvel de 2024 (6,2%).
Ante o trimestre anterior, a taxa de desocupação recuou em seis unidades da federação: São Paulo (0,5 p.p.), Rio de Janeiro (0,6 p.p.), Pernambuco (1,2 p.p.), Distrito Federal (1,2 p.p.), Paraíba (1,3 p.p.) e Ceará (1,4 p.p.), com estabilidade nas demais. As maiores taxas de desocupação foram de Pernambuco (8,8%), Amapá (8,4%) e Alagoas (8,0%), Bahia (8,0%) e Piauí (8,0%); as menores foram de Santa Catarina (2,2%), Espírito Santo (2,4%), Mato Grosso do Sul (2,4%) e Mato Grosso (2,4%).
A taxa de desocupação por sexo foi de 4,2% para os homens e 6,2% para as mulheres no 4° trimestre de 2025. Já a taxa de desocupação por cor ou raça ficou abaixo da média nacional (5,1%) para os brancos (4,0%) e acima para os pretos (6,1%) e pardos (5,9%).
A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (8,7%) superava as taxas dos demais níveis de instrução. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi 5,6%, mais que o dobro da verificada para o nível superior completo (2,7%).
No 4° trimestre de 2025, a taxa composta de subutilização (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada) foi de 13,4%. Piauí (27,8%) teve a maior taxa, seguido por Bahia (25,4%) e Alagoas (25,1%). As menores taxas foram de Santa Catarina (4,4%), Espírito Santo (5,9%) e Mato Grosso (6,1%).
O percentual de desalentados (frente à população na força de trabalho ou desalentada) no 4º tri de 2025 foi de 2,4%. Maranhão (9,1%), Alagoas (8,0%) e Piauí (7,3%) tinham os maiores percentuais e os menores estavam em Santa Catarina (0,3%), Rio Grande do Sul (0,6%) e Mato Grosso do Sul (0,6%).
No quarto trimestre de 2025, o percentual de empregados com carteira assinada era de 74,4% dos empregados do setor privado no país. Os maiores percentuais estavam em Santa Catarina (86,3%), São Paulo (82,2%) e Rio Grande do Sul (81,5%), enquanto os menores foram no Maranhão (52,5%), Piauí (54,3%) e Paraíba (54,8%).
O percentual da população ocupada do país trabalhando por conta própria no quarto trimestre de 2025 foi de 25,3%. Os maiores percentuais foram do Maranhão (34,0%) e Pará (30,3%) e os menores, do Distrito Federal (17,0%), Acre (18,8%) e Tocantins (20,8%).
A taxa de informalidade para o Brasil foi de 37,6% da população ocupada. As maiores taxas ficaram com Maranhão (57,3%), Pará (56,7%) e Amazonas (51,6%) e as menores, com Santa Catarina (25,7%), Distrito Federal (27,1%) e São Paulo (29,7%).
No quarto trimestre de 2025, o país tinha 1,1 milhão de pessoas que buscavam por trabalho há dois anos ou mais. Esse contingente recuou 19,6% em relação ao mesmo trimestre de 2024, quando 1,3 milhão de pessoas estavam nessa condição.
Por outro lado, 1,1 milhão de pessoas buscavam por trabalho há menos de um mês. Esse contingente recuou 23,1% antes o mesmo trimestre de 2024, quando 1,4 milhão de pessoas buscavam uma ocupação há menos de um mês.
Frente ao trimestre anterior, rendimento médio fica estável em três regiões
No 4º trimestre de 2025, o rendimento médio real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por mês, pelas pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, com rendimento de trabalho, foi estimado em R$ 3.613. Este resultado apresentou crescimento tanto em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 3.527) quanto em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 3.440).
Na comparação entre o 3º trimestre e o 4º trimestre de 2025, as regiões Norte (R$ 2.846) e Sudeste (R$ 4.033) apresentaram expansão estatisticamente significante do rendimento, enquanto as demais permaneceram estáveis. Frente ao 4º trimestre de 2024, todas as regiões apresentaram expansão.
A massa de rendimento médio real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por mês, pelas pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, com rendimento de trabalho, foi estimada em R$ 367.551 milhões, registrando crescimento, tanto em relação ao trimestre anterior (R$ 356.668 milhões), quanto frente ao 4º trimestre de 2024 (R$ 345.521 milhões).
Número de pessoas buscando trabalho há dois anos ou mais caiu 19,6% ante 2024
No quarto trimestre de 2025, o país tinha 1,1 milhão de pessoas que buscavam por trabalho há dois anos ou mais. Esse contingente recuou 19,6% em relação ao mesmo trimestre de 2024, quando 1,3 milhão de pessoas estavam nessa condição.
Por outro lado, 1,1 milhão de pessoas buscavam por trabalho há menos de um mês. Esse contingente recuou 23,1% antes o mesmo trimestre de 2024, quando 1,4 milhão de pessoas buscavam uma ocupação há menos de um mês
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)