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  • Contato Brasil, 19 de setembro de 2021 19:16:52
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  • 14/06/2021 08h00

    PODER DE LUTO: Morre Marco Maciel, ex-vice-presidente da República da época do Plano Real; Presidência do Democratas divulga nota lamentando e salientando sua marca: o diálogo

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    Foto: Twitter

    Marco Maciel morre aos 80 anos

    ( Publicada originalmente às 11h 12 do dia 12/06/2021) 

    (Brasília-DF, 14/06/2021) O ex-deputado, ex-governador, ex-senador e, principalmente, ex-vice- presidente da República, Marco Maciel, faleceu neste sábado,12 de junho.  Ele tinha 80 anos e desde 2014 foi diagnosticado com o Mal de Alzheimer. Em março último foi diagnosticado com covid-1. Face a infecção bacteriana foi internado na semana passada e não resistiu.  Vai ser realizado no Salão Negro do Senado Federal o velório das 14h 30 às 16h 30 e o seputaltamento será às 17h 30 na Ala dos Pioneiros do Cemitério Campo da Esperança, em Brasilia.

    História

    Nascido em Pernambuco teve uma carreira política com mandatos por 45 anos iniciada em 1.966 e finalizada, já sem mandato eletivos, em 2011.

    Marco Antônio de Oliveira Maciel nasceu em Recife no dia 21 de julho de 1940. Foi caso com a socióloga Anna Maria Ferreira Maciel, foi pai de três filhos e avô de quatro netos. Era formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco e também foi professor e advogado.

    Iniciou sua carreira política em 1963 ao ser eleito presidente da União Metropolitana dos Estudantes de Pernambuco, enquanto cursava Direito na UFPE. Elegeu-se em 1966 deputado estadual em Pernambuco pela Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do governo militar.

    Foi deputado federal, pela Arena, por dois mandatos, de 1971 a 1974 e de 1975 a 1978. Eleito presidente da Câmara dos Deputados em fevereiro de 1977, enfrentou em abril o fechamento provisório do Congresso pelo então presidente da República, Ernesto Geisel, sob o pretexto de implementar a reforma no Poder Judiciário proposta pelo governo, cujo encaminhamento vinha sendo obstruído pela oposição. No chamado “Pacote de Abril”, que gerou os mandatos “biônicos”.

    Ao final de 1978, foi eleito pela Assembleia Legislativa de Pernambuco(Alepe) para o cargo de governador do estado, após indicação do presidente Ernesto Geisel, corroborada pelo sucessor de Geisel, general João Batista Figueiredo. Seu mandato terminou em 1982 e, no ano seguinte, chegou ao Senado. 

    No Senado, ocupou uma vaga por Pernambuco em três períodos: de 1983 a 1991, de 1991 a 1994 e de 2003 a 2011. A Vice-Presidência da República foi exercida por ele nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, de 1995 a 1999 e de 1999 a 2003.

    Ele foi eleito imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), em 18 de dezembro de 2003, como oitavo ocupante da Cadeira nº 39, na sucessão de Roberto Marinho.

    Recebeu ainda títulos de Cidadão Honorário de 42 cidades brasileiras, a maioria delas em Pernambuco. A ele é atribuída a autoria de frases célebres como: “Tudo pode acontecer, inclusive nada”.

    Vice-Presidência

    Marco Maciel foi indicado pelo PFL em 1.994 para substituir o senador alagoano Guilherme Palmeira como vice-presidente na chapa de Fernando Henrique Cardoso. Maciel havia sido um dos primeiros líderes de seu partido a defender o apoio do PFL ao nome de Fernando Henrique.

    O oposição, representada pela candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, explorou o apoio de Maciel a Ditadura. Marco Maciel alegou jamais ter colaborado diretamente com o regime, não tendo ocupado nenhum cargo no governo durante o período militar.

    Em 1º de janeiro de 1995, Maciel tomou posse como vice-presidente da República. No exercício do cargo, manteve seu prestígio como negociador, discreto e influente. Com bom trânsito no Congresso Nacional, foi designado por Fernando Henrique como articulador político do governo. Coube a Maciel coordenar as negociações em torno da aprovação das reformas constitucionais defendidas pelo novo governo, entre as quais se destacavam as reformas administrativa e fiscal voltada para o controle do deficit público, a reforma da Previdência Social, a quebra do monopólio estatal sobre o petróleo e as telecomunicações, a reforma administrativa e a extinção dos obstáculos à atuação de empresas estrangeiras no país.

    Em 1º de janeiro de 2003, deixou a vice-presidência da República e, no mês seguinte, assumiu sua vaga no Senado por Pernambuco, eleito pelo PFL. Tendo apoiado o candidato José Serra (PSDB) nas eleições de 2002, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva, Maciel passou a fazer oposição ao novo governo. Ainda em 2007, filiou-se ao Democratas (DEM), sigla que sucedeu o PFL.

    Respeito e solidariedade

    O senador Jarbas Vasconselos (MDB-PE), conterrâneo de Maciel, afirmou que o ex-vice-presidente da República vai fazer falta. “Marco Maciel foi uma das grandes expressões da política brasileira. Sempre cultivou o diálogo e o amor por Pernambuco e pelo Brasil”.

    O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) ressaltou que o ex-vice-presidente teve a trajetória política marcada pela integridade e compromisso com interesse público. 

    “Marco Maciel foi exemplo de diálogo e conciliação em todos os cargos que ocupou. Deixa um legado que inspira todos aqueles que acreditam que a política é um instrumento de transformação do país.”.

    O senador Humberto Costa( PT-PE) não tinha se manifestado até o final da manhã deste sábado.

    A presidência do Democratas, representada por ACM Neto, divulgou nota:

    Veja a nota:

    Nota oficial

    Neste 12 de junho, o Democratas se despede, já com o coração saudoso, de um dos seus fundadores. Marco Maciel foi um dos mais importantes quadros do nosso partido. Com sua exemplar atuação na vida pública, escreveu uma história irretocável de dedicação ao nosso país.

    Em minha trajetória, pude me inspirar e aprender com seus ensinamentos. Ex-vice-presidente da República, Marco Maciel foi uma liderança capaz de motivar políticos de todas as idades. Quando ainda no movimento da Juventude do PFL, recebi palavras e gestos significativos de incentivo que jamais vou me esquecer. Mesmo carinho que nosso fundador direcionou a muitos jovens e políticos ao longo de toda a sua vida.

    Homem de elevado espírito público, tenho certeza que o legado de Marco Maciel será lembrado por toda nossa história.

    Hoje, envio toda solidariedade e carinho aos familiares e amigos deste grande líder.

    Um sincero e fraterno abraço da família Democratas.

    Antonio Carlos Magalhães Neto

    Presidente Nacional do Democratas

    ( da redação com informações de assessorias. Edição: Genésio Araújo Jr)