• Cadastre-se
  • Equipe
  • Contato Brasil, 16 de setembro de 2021 22:09:26
Nordestinas
  • 28/07/2021 09h32

    DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta nesta quarta-feira, enquanto no Brasil mercado estimando que Ciro Nogueira ajude, também, na reforma tributária

    Veja mais
    Foto: Arquivo da Política Real

    Mercados em leve alta

    (Brasíla-DF, 28/07/2021) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investiumentos informando que os mercados globais estão positivos nesta quarta-feira, enquanto no Brasil atenção aos atos de recriação do Ministério do Trabalho e nomeação de novo ministros. Mercado está na expectativa de que ele cuide, também, da reforma tributária.

    Veja mais:

    Hoje, as principais bolsas internacionais amanhecem levemente positivas (EUA: +0,2; Europa: +0,5%). Até o momento, os fortes resultados reportados pelas gigantes americanas de tecnologia parecem compensar o sentimento negativo atrelado aos riscos de disseminação da variante Delta do coronavírus e de novas regulações do governo da China. A propósito, os mercados chineses retornam ao patamar positivo após vendas generalizadas nas últimas sessões. Por sua vez, o Bitcoin volta a negociar acima dos US$ 40 mil, após especulações (negadas) de que a Amazon estaria planejando aceitar a moeda como meio de pagamento.

    No lado da política internacional, o pacote de infraestrutura negociado no Senado dos Estados Unidos continua em destaque. Ainda sem acordo, republicanos e democratas relatam avanços nas negociações. O líder democrata Chuck Schumer diz que, se necessário, poderá manter a Casa em sessão durante o fim de semana para garantir avanço da pauta. Em paralelo, depoimentos na comissão da Câmara que investiga os ataques ao Capitólio em janeiro geram tensões entre parlamentares e pioram o ambiente. Na China, a postura regulatória dura do governo gera preocupações nas empresas listadas em bolsas americanas.

    Em relação à cena econômica global, investidores focam hoje na continuidade da publicação de balanços corporativos referentes ao segundo trimestre, além de aguardarem a decisão de política monetária do Fed. Esperamos que a autoridade mantenha a taxa de juros e a política de compra de ativos inalteradas. Em relação à dinâmica dos preços, esperamos que o presidente do banco central, Jerome Powell, mais uma vez reforce a avaliação de transitoriedade da pressão inflacionária nos Estados Unidos. No que diz respeito ao debate sobre tapering (redução gradual das compras de ativos), os dirigentes do Fed vêm emitindo opiniões divergentes recentemente, mas não acreditamos que algo mais tangível sobre o início do processo sairá desta reunião.No Brasil, destaque para a divulgação das estatísticas do mercado de crédito e do relatório da dívida pública federal referentes a junho.

    IBOVESPA -1,1% | 124.612 Pontos.   CÂMBIO -0,1% | 5,17/USD

    O Ibovespa encerrou a sessão da terça-feira (27) com queda de 1,10%, atingindo 124.612 pontos. Este movimento acompanhou o desempenho negativo dos principais índices das bolsas americanas, que interromperam uma sequência de cinco dias consecutivos de elevação, como reflexo das turbulências relacionadas ao aperto regulatório na China e da cautela com a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos). O índice Nasdaq recuou 1,21% a 14.661 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,47% a 4.401 pontos e o Dow Jones fechou em queda de 0,24% a 35.058 pontos.

    Enquanto isso, a cotação do dólar ficou virtualmente estável na sessão de ontem (ligeira baixa de -0,11%), fechando a R$ 5,17. Já as taxas futuras de juros fecharam em alta pela terceira sessão seguida, que ontem também se estendeu aos vencimentos mais longos. Por trás do movimento, a aversão ao risco no exterior e o pessimismo com o cenário inflacionário local. DI jan/22 fechou em 6,225%; DI jan/24 encerrou em 8,145%; DI jan/26 foi para 8,55%; e DI jan/28 fechou em 8,87%.

    No cenário político, o Diário Oficial da União desta quarta-feira formaliza a minirreforma ministerial do Presidente Jair Bolsonaro, com a nomeação de Ciro Nogueira para a Casa Civil e, via Medida Provisória, a recriação do Ministério do Trabalho, para abrigar Onyx Lorenzoni. Senador e presidente do PP, Ciro melhora o ambiente da Presidência com o Congresso e quer autonomia para conseguir debelar a crise pela qual passa Bolsonaro no Senado, com a CPI da Pandemia em curso e a agenda bloqueada para as propostas do governo. Uma das principais missões é garantir o andamento da reforma tributária, depois de sua aprovação pelos deputados.

    ( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)