31 de julho de 2025
MINISTÉRIO DA FAZENDA

Fazenda mantém crescimento de 2,3% em 2026, mesmo com o conflito no Oriente Médio

Guilherme Mello reforçou que a expectativa para 2026, mesmo com o conflito no Oriente Médio, é de que o crescimento brasileiro siga resiliente

Por Política Real com assessoria
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(Brasília-DF, 13/03/2026). Nesta sexta-feira, 13, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda divulgou a grade de parâmetros macroeconômicos de março e estimativas preliminares de impactos do conflito no Oriente Médio sobre a economia brasileira. Para surpresa de alguns, foi mantida expectativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,3% em 2026; exatamente no mesmo patamar presente na grade divulgada em fevereiro.  Veja AQUI o documento divulgado pela SPE.

A SPE informa que a recente alta nos preços do petróleo eleva o crescimento brasileiro esperado em cerca de 0,1 ponto porcentual (principalmente porque o país é hoje o quinto maior produtor de petróleo do mundo e grande exportador). Mas esse impacto de crescimento impulsionado pelo petróleo acabou sendo contrabalanceado pela redução do carry-over (carregamento) da indústria para 2026, conforme apurado após a divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025. Dessa forma, ao equilibrar esses fatores, a SPE manteve a previsão de 2,3% para a alta do PIB deste ano.

“Mesmo diante do choque nos preços do petróleo, as perspectivas macroeconômicas para 2026 permanecem favoráveis”, afirmou o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, em entrevista coletiva virtual realizada nesta sexta-feira. Nos cenários simulados pela SPE e apresentados na entrevista, a elevação nos preços do petróleo impacta positivamente a atividade econômica brasileira, a balança comercial e a arrecadação, apenas gerando inflação mais pronunciada no caso de um “choque disruptivo” (o cenário mais extremo, com persistência do conflito e levado o preço do petróleo a uma média anual acima de US$ 100 por barril do Brent).

Guilherme Mello reforçou que a expectativa para 2026, mesmo com o conflito no Oriente Médio, é de que o crescimento brasileiro siga resiliente, que a inflação continue em queda e que a meta para o resultado primário seja atingida.

“No caso brasileiro, grande fator que precisamos ter em mente é que o Brasil se tornou um exportador líquido de petróleo. Desde 2016 temos um superávit crescente na conta petróleo e combustível. Isso é importante porque países que são importadores líquidos, dependentes da importação, têm, via de regra, impactos muito mais severos do ponto de vista negativo para as principais variáveis como inflação, superávit comercial, crescimento, et cetera”, disse Mello.

Sentido inverso é verificado no caso dos países superavitários no setor de petróleo (caso do Brasil), explicou Mello, inclusive com fatores positivos na economia, como a melhora nos saldos da balança comercial, aumentos nos recolhimentos de royalties, participações especiais e tributos. “É verdade que os países superavitários também sofrem impactos inflacionários do petróleo mais caro. No entanto, eles têm mais capacidade de mitigar esses efeitos”, detalhou o secretário.

A SPE também apresentou nesta sexta-feira o Panorama Macroeconômico de março de 2026, um conjunto amplo de dados sobre conjuntura, organizados pela SPE a partir de diversas fontes primárias de acesso público.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)