Papa Leão, falando a 40 mil pessoas no Uruguai, destaca a força do mate que une as pessoas e salientou as pontes que unem pessoas e povos
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Com agências
(Brasília-DF, 07/11/2026). Neste sábado, 07, o Papa Leão XIV cumpriu seu segundo dia de visita ao Uruguai. Ele falou para um público de aproximadamente 40 mil pessoas, segundo agências internacionais.
Papa Leão comandou uma missa no Parque París Londres, cuja área ocupa um lugar especial na história urbana de Paysandú, uma das cidades mais populosas do Uruguai
Nesta celebração, disse o Santo Padre na homilia, queremos também recordar e dar graças a Deus pela vida e ministério de um filho destas terras, o Beato Jacinto Vera, Bispo de Montevidéu, que foi uma testemunha coerente da fé que anunciava, generoso na caridade e totalmente dedicado à missão apostólica.
Demonstrou o seu zelo pastoral em todas as direções e sem poupar sacrifícios. Por exemplo, ia a cavalo visitar os doentes, apesar das grandes distâncias, dos perigos do caminho e das intempéries. O Bispo gaucho percorreu três vezes o território uruguaio, levando fé e esperança aos seus habitantes.
Referindo-se às riquezas do Uruguai, Leão XIV ressaltou que esta região é caracterizada por três símbolos que nos podem ajudar a refletir sobre o depósito da fé que nos foi concedido e sobre a missão que hoje nos é confiada. O primeiro é a ponte, o segundo os palmeirais e o terceiro o mate.
“Nesta cidade de Paysandú, encontra-se a Ponte Internacional General Artigas que atravessa o rio Uruguai e une dois países vizinhos. Não é difícil imaginar os benefícios que uma ponte pode trazer: abertura, comunicação, intercâmbio. Por isso, como é importante ser construtor de pontes! É a vocação à qual todos somos chamados: construir pontes, estreitar laços, unir, comunicar, transmitir a alegria da fé, tal como fez o Beato Jacinto «em tempo propício e fora dele».
Ele voltou a falar da importância do mate para o povo do Uruguai.
“Por fim, pensemos num símbolo que está presente em cada lar deste país, em cada local de estudo e trabalho, em cada encontro de amigos. Refiro-me ao mate, essa bebida tão típica da América do Sul, cujo significado profundo sabeis explicar melhor do que eu. Com certeza, o mate também vos acompanhou hoje, na viagem a caminho desta celebração, e irá acompanhar-vos no regresso.
O mate é sinal de familiaridade, amizade e convívio, afirmou o Papa, acrescentando pensar também nos mates que se bebem quando se está sozinho e que acompanham um instante de silêncio e oração. Nesses momentos de solidão, quantas vezes muitos de vós tereis confiado a Deus as vossas preocupações e necessidades, os vossos desejos e anseios mais profundos.”, disse.
Após a missa
“A paz é possível e somos chamados a construí-la”. Foi assim que o Papa Leão, improvisando algumas palavras, se dirigiu-se aos fiéis que se reuniram em frente à Basílica de Nossa Senhora do Rosário, em Paysandú, após a Santa Missa que contou com a presença de mais de 40 mil fiíes.
O Pontífice, ao término da missa no Parque Paris Londres, a caminho do aeroporto, parou na Basílica para um momento de reflexão e para inaugurar uma placa comemorativa da visita.
“Muito obrigado pela calorosa recepção e pela presença de vocês”, disse Leão aos fiéis, lembrando os três símbolos que ele citou na sua homilia durante a missa, “três expressões que captam um aspecto essencial da nossa vida cristã”: a ponte, as palmeiras e o mate.
O Papa, então, ressaltou que é preciso “ser construtores de pontes”. “Assim como aqui vocês têm uma ponte que une os países, também nós devemos construir pontes que unam todos os povos; unir-nos na fé, unir-nos porque acreditamos em um único Deus e unir-nos na convicção de que a paz é possível e de que somos chamados a construí-la”.
“Há também os ramos de palmeira, que representam nosso desejo de estarmos unidos e de edificar comunidades de fé. E há o mate, um elemento profundamente significativo da sua cultura, em torno do qual amigos ou familiares se reúnem para compartilhar”, acrescentou.
“Muitas vezes, tudo isso acontece sem a necessidade de palavras, simplesmente estando juntos, compartilhando a vida, com suas dificuldades e suas alegrias”.
"Que esses símbolos nos ajudem a continuar nossa jornada, mesmo em meio às dores, dificuldades e desafios, buscando a presença de Deus entre nós e recebendo do Senhor a força e a coragem para viver nossa fé e proclamá-la em Jesus Cristo, que nos deu a vida. Ofereço-lhes esta bênção como um pequeno sinal do meu desejo de permanecer sempre próximo de vocês”, concluiu o Pontífice.
Depois o Papa inaugurou uma placa que comemora a sua visita à Basílica de Nossa Senhora do Rosário, em Paysandú.
( da redação com Ag. Brasil e Vatican Neews. Edição: Politica Real)