31 de julho de 2025
ALEMANHA

Ilse Aigner deverá ser a primeira mulher presidente da Alemanha

Veja mais

Por Politica Real com agências
Publicado em
Ilse Aigner. foto: Stern

Com agências.

(Brasília-DF, 06/11/2026) Nesta sexta-feira ,6, a imprensa alemã noticiou  que a presidente do Parlamento Estadual da Baviera, Ilse Aigner, está próxima de se tornar a primeira mulher a assumir o cargo de presidente da Alemanha. A União Democrata Cristã (CDU), partido do chanceler Friedrich Merz, teria concordado em indicar o nome de Aigner para o cargo mais alto do país.

Aigner é integrante da União Social Cristã (CSU), partido irmão da CDU que atua exclusivamente no estado da Baviera, e foi ministra da Agricultura entre 2008 e 2013 no governo de Angela Merkel (2005-2021).

Na Alemanha, que segue o regime parlamentarista, o presidente exerce uma função sobretudo representativa e cerimonial, sem participar diretamente da condução do governo. Entre suas atribuições estão a promulgação de leis, a nomeação de autoridades e a representação do país em ocasiões oficiais. Já o chanceler federal é o chefe de governo e concentra o poder político do Executivo.

Em 30 de janeiro de 2027, o Bundestag, o Parlamento alemão, elegerá o sucessor de Frank-Walter Steinmeier, do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), na presidência. Os partidos da coalizão entre a CDU/CSU e o SPD detêm maioria no Legislativo, e o SPD concedeu à União o direito de indicação.

Steinmeier deixará o cargo em março, depois de exercê-lo por dez anos, prazo máximo previsto na Constituição. Ele também havia sido indicado por uma coalizão entre o CDU e o SPD. Aigner já recebeu apoio aberto das fileiras do SPD e dos Verdes, o que faz com que sua eleição seja considerada praticamente garantida.

Merz já havia endossado a indicação de uma mulher para o cargo de presidente. Além de Aigner, foram cogitadas também Monika Grütters (ex-ministra da Cultura), Julia Klöckner (presidente do Bundestag), Annegret ⁠Kramp-Karrenbauer (ex-presidente da CDU) e Karin Prien (atual ministra da Educação). Recentemente, o apoio a Aigner vinha crescendo na CDU.

A decisão oficial deve ser tomada pela presidência da CDU na segunda-feira ,9 . No entanto, espera-se que Merz já no domingo, durante um jantar com a cúpula do partido, deixe claro quem pretende apoiar.

Longa carreira na política

A carreira de Aigner começou na política municipal. Ela foi vereadora em sua cidade natal, Feldkirchen-Westerham, na Baviera, e integrou o Conselho Distrital de Rosenheim. Filiada à CSU desde 1985, foi eleita pela primeira vez para a Assembleia Legislativa da Baviera em 1994. Quatro anos depois, chegou ao Bundestag, onde permaneceu até 2013.

Entre 2008 e 2013, ocupou o cargo de ministra federal da Agricultura no governo da chanceler Angela Merkel. Ao deixar Berlim, retornou ao Parlamento Estadual da Baviera e assumiu a Secretaria de Economia do estado. Mais tarde, no governo de Markus Söder, exerceu por um breve período o cargo de secretária da Habitação, Construção e Transportes, antes de ser eleita presidente do Legislativo bávaro.

A presidência da Alemanha, porém, nunca fez parte de seus planos. Como a própria Aigner já afirmou em entrevistas, sua trajetória profissional começou longe da política nacional. Após concluir o ensino médio, ela fez formação técnica em rádio e televisão e, posteriormente, especializou-se como engenheira eletricista, passando a trabalhar no desenvolvimento de helicópteros.

( da redação com informações da DW e agências. Edição: Política Real)