DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta depois de forte queda e no Brasil, será divulgada a balança comercial de outubro
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(Brasília-DF,06/11/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em alta nos futuro alpós forte queda e no Brasil será divulgada a balança comercial de outubro.
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Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,4%; Nasdaq 100: +1,6%), em recuperação técnica após a forte liquidação de ontem, quando o S&P 500 caiu 4,4% e o Nasdaq Composite despencou 5,5%, diante do temor de que a vitória democrata nas eleições de meio de mandato traga regulação mais dura à inteligência artificial. Na Europa, o Stoxx 600 opera em queda de 1,6%, pressionado principalmente pelos setores de mídia, saúde e varejo. Na Ásia, os mercados fecharam em forte queda: o Kospi (Coreia) recuou 6,0%, o Nikkei 225 (Japão) caiu 6,0%, enquanto na China, o CSI 300 perdeu 1,4% e o Hang Seng recuou 1,3%.
O mercado acompanha a derrocada das ações ligadas à IA, com o índice de semicondutores (SOXX) recuando 12,3% ontem, puxado por AMD (-17,3%) e Nvidia (-9,3%), em meio a temores de atrasos na construção de data centers. O foco do dia é o relatório de emprego de outubro, que deve mostrar aceleração na criação de vagas, com o mercado reduzindo para cerca de 69% a probabilidade de alta de juros pelo Fed em dezembro, ante quase 83% na véspera, e o Treasury de 10 anos em 4,84%. O Brent recua 1,3%, para próximo de US$ 98/barril, a caminho de forte perda semanal diante de apostas na desescalada da guerra com o Irã, embora ataques a petroleiros no Golfo sigam no radar. Os investidores também direcionam o foco para o relatório de emprego de outubro, que o consenso espera criação de 65 mil vagas.
No cenário internacional, o Banco da Inglaterra elevou os juros em 0,25 p.p., de 3,75% para 4,00%, pela primeira vez desde 2023, diante das pressões inflacionárias associadas ao conflito no Oriente Médio. O petróleo do tipo Brent avançou 4,1%, para US$ 98,50 por barril, recuperando parte das perdas recentes em meio às incertezas geopolíticas.
Na agenda internacional, o destaque será a divulgação do relatório oficial de emprego dos Estados Unidos (Nonfarm Payroll), acompanhado da taxa de desemprego, além das expectativas de inflação da Universidade de Michigan.
IBOVESPA -0,58% | 166.595 Pontos. CÂMBIO -0,29% | 5,46/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em queda de 0,8%, aos 166.191 pontos. O índice chegou perto dos 169 mil pontos, mas virou com a forte queda das ações de tecnologia em Wall Street, onde o Nasdaq recuou 5,5%. No Brasil, o mercado repercutiu a manutenção da Selic em 13,75% ao ano, e o dólar subiu 0,7%, a R$ 5,49.
Na ponta positiva, C&A (CEAB3, +9,3%) liderou as altas após divulgar lucro e EBITDA ajustados acima do esperado no 3T26, apesar da queda de ambos na comparação anual.
Na ponta negativa, Tenda (TEND3, -17,7%) registrou a maior queda após divulgar margens abaixo do esperado no 3T26, pressionadas pela redução do crédito oferecido aos clientes após a entrega dos imóveis.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram em queda nesta quinta-feira. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries recuaram ao longo da curva, com a T-note de 2 anos em 4,46% (-12bps), a T-note de 10 anos em 4,84% (-5bps) e o T-bond de 30 anos em 5,26% (-2bps). O movimento refletiu a busca por ativos de segurança diante da forte queda das bolsas americanas, além da continuidade da repercussão das eleições de meio de mandato e da expectativa pelo payroll de outubro.
No Brasil, a curva de juros também fechou, com leve aumento da inclinação. O DI jan/28 encerrou a 14,31% (-8bps), o DI jan/29 a 14,68% (-11bps) e o DI jan/31 a 14,94% (-6bps). O movimento acompanhou o alívio das taxas no exterior e a acomodação do petróleo, enquanto na comunicação do Copom houve uma interpretação de menores probabilidades de uma alta da Selic no curto prazo, impulsionando o movimento nos vértices mais curtos. A NTN-B encerrou com a B29 a 7,69% (vs. 7,76%), a B35 a 7,88% (vs. 7,93%) e a B50 a 7,58% (vs. estável).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de quinta-feira com alta de 1,22%, aos 3.602,02 pontos.
A sessão foi marcada por desempenho positivo entre os principais segmentos do mercado. Os fundos de recebíveis avançaram 1,31%, enquanto os FIIs de tijolo registraram valorização de 1,11%. Entre os segmentos de tijolo, os ativos logísticos e os fundos de shoppings lideraram os ganhos, ambos com alta de 1,18%, seguidos pelas lajes corporativas (+0,28%). Já os fundos híbridos avançaram 1,77%, enquanto a categoria multiestratégia/FOF registrou alta de 0,54%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram VRTA11 (+5,0%), KNHY11 (+3,4%) e TRXF11 (+3,3%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por RZTR11 (-2,1%), CACR11 (-1,5%) e KFOF11 (-1,5%).
Economia
No Brasil, a produção industrial recuou 0,8% m/m em setembro, acumulando contração de 2,2% t/t no terceiro trimestre, a maior desde 2021, enquanto o PMI de serviços caiu para 44,5 pontos em outubro, menor leitura desde abril de 2021. No âmbito da política econômica, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu o fortalecimento das regras fiscais vigentes e maior previsibilidade para investidores, sinalizando que propostas específicas serão apresentadas ao presidente Lula na segunda metade de novembro.
No Brasil, será divulgada a balança comercial de outubro, para a qual esperamos superávit de US$ 9 bilhões.
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)