DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil haverá dados do Novo Caged
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(Brasília-DF, 26/10/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” em que os mercados internacionais estão em alta e no Brasil serão divulgados o Caged e a PNAD Contínua de setembro, além das notas estatísticas do Banco Central e do IGP-M de outubro.
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Nesta segunda-feira (26), os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,4%; Nasdaq 100: +0,4%), após duas semanas consecutivas de perdas dos principais índices, em meio às dúvidas sobre o retorno dos pesados investimentos em inteligência artificial. Na Europa, o Stoxx 600 opera em alta de 0,5%, impulsionado principalmente pelo setor bancário, com BNP Paribas e UniCredit entre os destaques. Na Ásia, os mercados fecharam mistos: o Kospi (Coreia) recuou 1,5%, com cautela antes dos resultados de SK Hynix e Samsung, o Nikkei 225 (Japão) avançou 0,4%, enquanto na China o CSI 300 permaneceu estável (0,0%) e o Hang Seng (Hong Kong) avançou 0,5%, sustentado pelas petroleiras.
O mercado acompanha a semana de bancos centrais: o Fed decide os juros na quarta-feira, com o mercado já precificando cerca de 70% de chance de elevação em dezembro, colocando a entrevista de Kevin Warsh no centro das atenções, e com o Treasury de 10 anos perto de 5%. O petróleo opera em queda, com o Brent recuando cerca de 1,4%, para perto de US$ 115/barril, depois de subir mais de 6% na semana passada com os ataques dos Houthis à infraestrutura saudita, enquanto persistem os temores de novos ataques americanos ao Irã. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com divulgações esperadas de Alphabet, Microsoft e Amazon ao longo da semana.
IBOVESPA +0,47% | 205.083 Pontos. CÂMBIO -0,90% | 4,99/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana em queda de 0,2% em reais e alta de 0,7% em dólares, por conta da apreciação de 1,6% do real, aos 205.083 pontos.
MRV (MRVE3, +14,0%) foi o destaque positivo da semana, em meio ao fechamento da curva de juros observado em parte do período, que favoreceu construtoras e outros nomes domésticos sensíveis às taxas.
Por outro lado, WEG (WEGE3, -11,0%) foi o destaque negativo, com a reação do 3T26 refletindo expectativas mais elevadas para as margens e o valuation da companhia frente aos pares globais, que passaram por um re-rating recente em meio a preocupações com a demanda relacionada à inteligência artificial.
Renda Fixa
A semana foi marcada pelo fechamento da curva de juros, especialmente nos vértices longos, em meio ao recuo dos Treasuries diante da redução das apostas de uma nova alta de juros pelo Federal Reserve (banco central americano) na próxima reunião e a melhora da percepção fiscal doméstica frente às expectativas para o segundo turno das eleições. A T-note de dois anos encerrou a semana em 4,69% (-2 bps vs. semana anterior), a T-note de 10 anos em 5,0% (-8 bps) e o T-bond de 30 anos em 5,33% (-10 bps). Já a curva de juros doméstica encerrou com o DI jan/27 a 13,47% (-1 bp vs. semana anterior), o DI jan/29 a 12,60% (-9 bps) e o DI jan/31 a 12,58% (-15 bps). A NTN-B encerrou com a B29 a 6,77% (vs. 6,86%), a B35 a 6,74% (vs. 6,93%) e a B50 a 6,57% (vs. 6,85%).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de sexta-feira com alta de 0,43%, aos 3.990,00 pontos, renovando sua máxima de 52 semanas. Em uma semana marcada pela proximidade do segundo turno das eleições, o índice de fundos imobiliários (IFIX) avançou 1,29%, elevando o ganho acumulado no mês para 6,27%. Entre as principais subclasses, o destaque ficou com os fundos de tijolo (1,65%), impulsionados sobretudo pelo desempenho das lajes corporativas (+4,05%), seguidos pelos FOFs/multiestratégia (+2,05%). Os fundos de recebíveis também encerraram a semana em alta, embora com valorização mais moderada (+0,72%)
A sessão de sexta-feira foi marcada por ganhos nos principais segmentos do mercado. Os fundos de recebíveis avançaram 0,16%, enquanto os FIIs de tijolo registraram alta de 0,68%. Entre os segmentos de tijolo, as lajes corporativas lideraram o movimento, com valorização de 1,39%, seguidas pelos ativos logísticos (+0,75%) e pelos fundos de shoppings (+0,14%). Já os fundos híbridos e a categoria multiestratégia/FOF avançaram 0,12% e 0,89%, respectivamente.
Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira, sobressaíram JSAF11 (+3,8%), RCRB11 (+3,7%) e JSRE11 (+3,3%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por URPR11 (-2,1%), GZIT11 (-1,8%) e HCTR11 (-1,3%).
Economia
O preço do petróleo (tipo Brent) superou US$ 116 por barril na última sessão, o maior patamar em seis meses, e recua para perto de US$ 110 por barril nesta manhã. Nos Estados Unidos, os PMIs de outubro mostraram atividade ainda forte, mas com preços de venda no ritmo mais intenso desde agosto de 2022. As expectativas de inflação dos consumidores também subiram.
No Brasil, Lula foi reeleito ontem para o quarto mandato, com 51,8% dos votos válidos. O discurso da vitória não trouxe sinalizações sobre ajuste fiscal. O dólar subiu cerca de 10% no mercado futuro de Chicago, para o equivalente a R$ 5,52 por dólar. O IPCA-15 de outubro avançou 0,32%, abaixo da expectativa de 0,44%, mas com composição pior, já que as medidas de núcleo e de serviços aceleraram. Mantemos nossas projeções de 5,1% para o IPCA de 2026 e de 4,4% para 2027.
Na agenda da semana, destaque para as decisões de política monetária nos Estados Unidos, no Japão e na Zona do Euro, com expectativa de manutenção dos juros, e para o índice PCE de setembro nos Estados Unidos. No Brasil, serão divulgados o Caged e a PNAD Contínua de setembro, além das notas estatísticas do Banco Central e do IGP-M de outubro.
( da redação com informações de agências. Edição: Pokítica Real)