DESTAQUES DO DIA: Mercados em estabilidade e no Brasil é dia de IPCA-15
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(Brasília-DF, 23/10/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontam a estabilidade e no Brasil é dia de divulgação do IPCA-15.
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Nesta sexta-feira (23), os futuros nos EUA operam próximos da estabilidade (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: 0,0%), após o Nasdaq Composite cair 2,6% na véspera, com o plano da Meta de ampliar os gastos de capital reacendendo temores sobre o financiamento da infraestrutura de IA. Na Europa, o Stoxx 600 opera em queda de 0,5%, pressionado principalmente pelos setores de telecomunicações e luxo. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta: o Kospi (Coreia) subiu 0,3%, com a volta das compras em SK Hynix e Samsung, o Nikkei 225 (Japão) recuou 0,4%, depois de chegar a cair 2,3%, enquanto na China o CSI 300 avançou 1,7%, revertendo as perdas iniciais com compras de ETFs ligados ao Estado, e o Hang Seng (Hong Kong) ganhou 0,7%.
O mercado acompanha a escalada das tensões no Oriente Médio, com o Brent próximo de US$ 114/barril, maior nível em cinco meses, após ataques dos houthis à Arábia Saudita e relatos de que EUA e Israel preparam novos ataques ao Irã. A busca por proteção sustenta os Treasuries, com o yield de 10 anos em torno de 4,98%, enquanto o mercado precifica cerca de 91% de chance de manutenção dos juros pelo Fed na próxima semana. Os investidores também direcionam o foco para a temporada de resultados, com divulgações de Microsoft, Alphabet, Amazon, Visa e ExxonMobil ao longo da próxima semana, além dos PMIs preliminares de outubro, divulgados hoje.
As tensões contínuas no Oriente Médio mantêm o preço do petróleo em alta, reforçando o risco para a inflação global. Na Europa, as preocupações com a sustentabilidade da dívida francesa pressionaram os mercados financeiros, com as taxas de juros soberanos de 10 anos atingindo 5,10%.
IBOVESPA -1,15% | 204.120 Pontos. CÂMBIO +0,22% | 5,03/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira (22) em queda de 1,2%, aos 204.120 pontos, na segunda baixa consecutiva. A escalada das tensões no Oriente Médio impulsionou o petróleo e os juros futuros, enquanto a cautela eleitoral e a queda das bolsas americanas reforçaram a pressão.
Na ponta positiva, PRIO (PRIO3, +1,9%) acompanhou a alta do petróleo. BB Seguridade (BBSE3, +2,1%), Vivo (VIVT3, +1,7%) e Marcopolo (POMO4, +1,5%) também se destacaram.
Na ponta negativa, Vale (VALE3, -4,0%) foi a maior pressão em pontos, com a queda do minério após o acordo entre a estatal chinesa CMRG e a Rio Tinto. CSN (CSNA3, -5,4%), Usiminas (USIM5, -4,8%) e Gerdau (GGBR4, -3,9%) acompanharam o movimento.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a quinta-feira em alta no Brasil e em queda nos Treasuries. Nos EUA, a T-note de dois anos recuou para 4,66% (-15 bps), enquanto a T-note de 10 anos caiu para 4,97% (-15 bps), refletindo o movimento de busca por ativos de segurança em meio ao aumento da aversão ao risco global, apesar da alta do petróleo e do fortalecimento das expectativas de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (banco central americano) na próxima semana. Já o T-bond de 30 anos cedeu para 5,30% (-11 bps). No Brasil, a curva de juros voltou a abrir, com os investidores reduzindo exposição ao risco antes do segundo turno das eleições e incorporando maior cautela diante da disputa eleitoral mais acirrada. O DI jan/27 encerrou a 13,50% (+3 bps), o DI jan/29 a 12,71% (+15 bps) e o DI jan/31 a 12,72% (+13 bps). A NTN-B encerrou com a B29 a 6,85% (vs. 6,77%), a B35 a 6,81% (vs. 6,85%) e a B50 a 6,66% (vs. 6,72%).
IFIX
O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta quinta-feira praticamente estável, com leve recuo de 0,04%, aos 3.973,66 pontos.
O desempenho dos principais segmentos foi misto ao longo da sessão. Os fundos de recebíveis avançaram 0,04%, enquanto os FIIs de tijolo recuaram 0,03%. Entre os segmentos de tijolo, os fundos de shoppings registraram alta de 0,09%, as lajes corporativas avançaram 0,01% e os ativos logísticos recuaram 0,18%. Já os fundos híbridos apresentaram queda de 0,24%, enquanto a categoria multiestratégia/FOF avançou 0,06%.
Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram LIFE11 (+2,8%), RBRX11 (+1,8%) e BTHF11 (+1,5%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por XPCI11 (-2,2%), KORE11 (-2,0%) e BRCR11 (-1,8%).
Economia
No Brasil, o principal destaque será o IPCA-15 de outubro. Projetamos alta de 0,43% M/M e 4,73% A/A, com expectativa de nova aceleração dos núcleos e dos serviços subjacentes, apesar do alívio nos preços da energia elétrica.
Na política, faltando um dia útil para as eleições presidenciais, as pesquisas seguem mostrando empate técnico entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro.
(da redação com informações das agências. Edição: Política Real)