31 de julho de 2025
MERCADOS

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em forte queda e no Brasil destaque para arrecadação federal

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Por Politica Real com agências
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Mercados em forte queda Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 22/10/2026) A Política Real teve acesso ao relatório “ Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em forte queda e no Brasil o destaque será a arrecadação federal do período.

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Nesta quinta-feira (22), os futuros nos EUA operam em forte queda (S&P 500: -1,1%; Nasdaq 100: -1,8%), com a reação aos balanços de Tesla e Meta reacendendo a preocupação com o retorno dos investimentos em inteligência artificial. Na Europa, o Stoxx 600 opera em queda de 1,0%, pressionado principalmente pelos setores bancário e de tecnologia. Na Ásia, os mercados fecharam em forte queda: o Kospi (Coreia) recuou 3,5%, no menor fechamento desde abril, o Nikkei 225 (Japão) caiu 3,0%, enquanto na China o CSI 300 recuou 1,8%. O Hang Seng (Hong Kong) perdeu cerca de 3%, com Alibaba e Tencent entre as maiores quedas.

O mercado repercute os resultados das Big Techs: a Tesla recua 3,7% no pré-mercado, após reduzir a projeção de capex para 2026 e rebaixar sua meta de vendas para o fim da década, enquanto a Meta cai 1,0%, apesar da receita acima do esperado e do guidance positivo para o 4º trimestre, depois de anunciar uma nova classe de ações sem direito a voto para financiar os gastos com IA. O Brent sobe cerca de 2,6%, para próximo de US$ 112/barril, após novos ataques de drones dos houthis contra instalações petrolíferas na Arábia Saudita, que levaram Washington a ordenar a saída de funcionários não essenciais do país. Os investidores também direcionam o foco para a reunião do Fed na próxima semana, na qual o mercado espera manutenção dos juros, e para a temporada de resultados, com divulgações de Newmont e Lockheed Martin hoje.

Economia

Na conjuntura internacional, o petróleo do tipo Brent avançou 0,9%, para US$ 109,7 por barril, em meio à retomada das negociações entre Rússia e Ucrânia, aos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e à queda acima do esperado dos estoques americanos. Nos Estados Unidos, os estoques de petróleo bruto recuaram 3,06 milhões de barris, ante expectativa de queda de apenas 300 mil. No Oriente Médio, as exportações sauditas avançaram 7,9% em agosto, contribuindo para a recuperação dos fluxos regionais. Na Europa, o chanceler alemão Friedrich Merz defendeu a manutenção das relações comerciais com a China, embora tenha ressaltado a necessidade de proteger a indústria europeia diante do excesso de capacidade produtiva chinesa.

Na agenda internacional, serão divulgados os preços ao produtor do Canadá, os pedidos iniciais de seguro-desemprego dos Estados Unidos, os PMIs da Zona do Euro e a inflação ao consumidor do Japão.

IBOVESPA -0,86% | 206.495 Pontos.  CÂMBIO +0,17% | 5,02/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira (21) em queda de 0,9%, aos 206.495 pontos, descolando das bolsas americanas.

Na ponta positiva, Totvs (TOTS3, +2,8%) liderou as altas, seguida por TIM (TIMS3, +1,7%), MBRF (MBRF3, +1,5%) e Vivo (VIVT3, +1,4%).

Na ponta negativa, Weg (WEGE3, -7,3%) caiu após divulgar margens abaixo das expectativas de parte do mercado no 3T26, pressionadas por câmbio, tarifas americanas e custos de matérias-primas.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a quarta-feira com leve fechamento das taxas no Brasil e variações moderadas nos Treasuries. Nos Estados Unidos (EUA), a T-note de dois anos avançou para 4,81% (+3 bps), enquanto a T-note de 10 anos subiu para 5,12% (+1 bp), encerrando acima de 5,10% pela primeira vez em 24 anos, refletindo a combinação de incertezas geopolíticas e a expectativa pelos indicadores econômicos para calibrar as expectativas para a decisão do Federal Reserve (banco central americano) na próxima semana. Já o T-bond de 30 anos recuou para 5,41% (-1 bp). No Brasil, a curva de juros apresentou oscilações pequenas ao longo da sessão e encerrou com viés de queda nos vértices médios e longos, beneficiada pelo alívio no cenário externo no fim do pregão, apesar das incertezas em torno da disputa eleitoral. O DI jan/27 encerrou a 13,47% (-1 bp), o DI jan/29 a 12,56% (0 bp) e o DI jan/31 a 12,59% (-5 bps). A NTN-B apresentou dinâmica similar, com a B29 a 6,77% (vs. 6,77%), a B35 a 6,85% (vs. 6,84%) e a B50 a 6,72% (vs. 6,78%).

IFIX

O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta quarta-feira com queda de 0,02%, aos 3.975,33 pontos.

O desempenho dos principais segmentos foi misto ao longo da sessão. Os fundos de recebíveis recuaram 0,19%, enquanto os FIIs de tijolo avançaram 0,12%. Entre os segmentos de tijolo, as lajes corporativas lideraram os ganhos, com alta de 0,81%, seguidas pelos ativos logísticos (+0,17%). Já os fundos de shoppings registraram queda de 0,09%. Os fundos híbridos recuaram 0,09%, enquanto a categoria multiestratégia/FOF encerrou o dia próxima da estabilidade, com leve baixa de 0,01%.

Entre os destaques positivos do pregão, sobressaíram GZIT11 (+3,8%), RCRB11 (+3,7%) e JSRE11 (+2,5%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por RBRY11 (-2,5%), CACR11 (-2,2%) e VINO11 (-1,1%).

Economia

No Brasil, o governo encaminhou ao Congresso uma PEC para financiar a tarifa zero no transporte público aos finais de semana e feriados, propondo destinar R$ 12 bilhões das emendas parlamentares previstas para 2027 ao custeio da medida. O montante corresponde a 26,8% dos recursos reservados às emendas, representando uma realocação relevante na composição do orçamento federal. A proposta ainda depende de aprovação legislativa.

No Brasil, o destaque será a arrecadação federal de setembro, relevante para avaliar o desempenho das receitas tributárias e suas implicações para o cenário fiscal.

 

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)