Lula, entre Petrolina e Juazeiro, chamou de “exército da democracia” para os últimos dias da campanha presidencial
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(Brasília-DF, 20/10/2026) Nesta terça-feira, 20, o candidato à reeleição e presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, finalizou seu dia de campanha, após passar pelo Maranhão, foi às margens do Rio São Francisco entre a Bahia e Pernambuco.
Lula convocou o que chamou de “exército da democracia” para os últimos dias da campanha presidencial. Entre as margens de Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco, Lula recordou a transposição do rio como uma das maiores obras de infraestrutura hídrica do país, e destacou os investimentos que ajudaram a mudar a realidade de milhões de nordestinos.
“Se prepare porque é guerra e o exército do Lula não pode sair da rua, não pode sair das redes digitais. É importante a briga cotidiana. Já somos maiores que o exército chinês, americano, russo. Nós somos o exército da democracia”, declarou, em referência à mobilização popular que considera decisiva para a vitória nas urnas.
“O meu compromisso com o Nordeste brasileiro é uma questão de honra. Desde que eu assumi fazer parte da política, eu assumi o compromisso de fazer com que o Nordeste não seja tratado como se fosse uma terra de segunda qualidade”
Luiz Inácio Lula da Silva
A caminhada teve concentração na Orla II de Juazeiro, reunindo apoiadores, militantes e lideranças políticas da Bahia e de Pernambuco. Participaram o governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues, a senadora Teresa Leitão, os senadores eleitos Rui Costa, Jaques Wagner, Humberto Costa e Marília Arraes, o presidente do PSB, João Campos, o deputado federal Pedro Campos e outras lideranças regionais e nacionais. Ao convidar a população a atravessar a ponte que liga os dois municípios, Lula destacou a união entre baianos e pernambucanos na reta final da eleição. “É daqui da margem do Rio São Francisco que nós vamos levar a vitória para o Brasil inteiro”, afirmou.
Em conversa com jornalistas, Lula lembrou que a transposição do São Francisco nasceu do compromisso de enfrentar a desigualdade histórica no acesso à água e garantir melhores condições de vida a milhões de famílias do semiárido. “O meu compromisso com o Nordeste brasileiro é uma questão de honra. Desde que eu assumi fazer parte da política, eu assumi o compromisso de fazer com que o Nordeste não seja tratado como se fosse uma terra de segunda qualidade”, declarou.
Lula destacou a dimensão social da obra e o significado de levar segurança hídrica a regiões que conviveram durante gerações com a escassez. “Por isso que fizemos a obra hídrica mais importante que está sendo feita hoje no mundo, que é a transposição do São Francisco, para levar água para quase 15 milhões de pessoas que viveram séculos com falta d’água”, afirmou.
Lula relacionou os investimentos em infraestrutura hídrica à ampliação das oportunidades de educação, trabalho e desenvolvimento econômico. Citou a expansão das universidades e dos institutos federais, além da chegada de novas indústrias à região, como parte de um projeto para reduzir as desigualdades entre o Nordeste e os grandes centros econômicos do país. “Não é mais privilégio de São Paulo e Rio de Janeiro ter indústria automobilística. A gente vai fazer com que o Nordeste tenha as mesmas oportunidades que outras regiões do Brasil. Nós queremos um país equânime. E estamos provando que nordestino não é inferior a ninguém. O Nordeste só precisa de oportunidades e elas estão acontecendo”, disse.
Segundo turno
Lula, ao falar sobre o segundo turno, disse que a eleição definirá a continuidade de políticas públicas voltadas à população de baixa renda, à juventude e ao desenvolvimento nacional.
“O que está em jogo no dia 25 não é uma simples eleição. O que está em jogo é a gente definir o tipo de Brasil que a gente quer”, declarou. Entre os compromissos mencionados estão a manutenção dos investimentos em educação, a continuidade do Pé-de-Meia e a criação do Pé-de-Meia Universitário, proposta destinada a apoiar financeiramente estudantes do ensino superior para evitar que abandonem os estudos por falta de recursos.
Lula também afirmou que esta será sua última disputa eleitoral e assumiu o compromisso de dedicar um eventual novo mandato à construção de um país com mais oportunidades para as próximas gerações.
“Enquanto eu tiver pernas para andar, braço para trabalhar, cabeça para pensar e boca para falar, um ladrão não vai governar o Brasil”, disse.
O presidente pediu aos apoiadores que procurem eleitores indecisos, conversem com quem deixou de votar no primeiro turno e incentivem a participação de pessoas com mais de 70 anos, para as quais o voto é facultativo. Na despedida, Lula voltou os olhos para o rio que une Juazeiro e Petrolina e que, por décadas, esteve no meio das lutas do povo nordestino por água e dignidade. “Que Deus abençoe as águas do Rio São Francisco, que dão a vida a milhares de pessoas”, desejou.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)