Lula e Flávio fazem acusações mútuas sobre o caso Lulinha e ao caso Daniel Vorcaro, mas o que chamou atenção foi o desafio de Lula a Flávio Bolsonaro para fazer a quebra dos sigilos fiscais e telefônicos
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(Brasília-DF, 18/10/2026) O debate realizado pela TV Band entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, candidatos à presidência da República.
O debate começou às 20 h 15 deste domingo, 18, atrasando 15 minutos do horário inicialmente agendado. Foram três blocos. O primeiro foi marcado por acusações mútuas envolvendo notadamente o caso Lulinha e o caso Daniel Vorcaro.
O ponto de destaque foi um desafio feito pelo presidente Lula ao senador Flávio Bolsonaro.
Lula então fez uma proposta a Flavio:
"Faço um desafio ao Flávio: te desafio, você e eu, amanhã, a abrirmos nossas contas bancárias e nosso sigilo telefônico, para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão. Eu abro o da minha família inteira e você abre o da sua família. E nós entregamos ao presidente do STF e do TSE os seus documentos e os meus, para o povo saber quem é corrupto e quem é ladrão, para o povo não ser enganado outra vez. Está disposto?"
Saúde
Flávio reconheceu que a saúde não teve bons resultados durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro. O senador afirmou que a pandemia foi um acontecimento inesperado, mas que "Bolsonaro fez o melhor que pôde".
"De fato a saúde não foi uma área que a gente teve um bom resultado durante o governo Bolsonaro, faço aqui mea culpa."
Ele destacou que houve vacinação contra a covid-19 durante a gestão e disse:
“Lula tomou vacina, né? E quem comprou vacina? Presidente Jair Bolsonaro. Tem Bolsonaro dentro do Lula”, afirmou.
Lula perguntou a Flávio: "Vocês não gostam do SUS?"
Flávio responde reconhecendo que Bolsonaro não teve a melhor gestão na saúde.
Na tréplica, Lula lembra do programa Mais Médicos e diz que o bolsonarismo destruiu a saúde no Rio de Janeiro. "Rapaz, você tem que tratar a saúde com respeito", disse o presidente.
Flávio então muda de assunto, e começa a falar que vai criar o Ministério da Prosperidade e apresenta seu plano para o endividamento.
"Vamos comprar dívidas dos bancos por valor menor", diz ele, acrescentando que, uma vez eleito, a taxa de juros vai começar a cair rápido, dívidas serão congeladas por 6 meses para pessoas físicas e um ano para pessoa jurídica.
"Com esse dinheiro você vai poder ir no mercado, e você que é pessoa jurídica, vai ter gente para comprar no seu mercado e você vai ter dinheiro para repor estoque."
Flávio disse que convidou Cláudio Lottenberg, ex-presidente do Hospital Albert Einstein, para comandar o Ministério da Saúde em um eventual governo e que o SUS vai ter "padrão Einstein".
Lottenberg foi crítico à gestão do governo Bolsonaro durante a pandemia de covid-19, sobretudo na ausência de orientação consistente sobre medidas de prevenção e na vacinação.
O senador disse que tem o objetivo de ampliar o acesso à tecnologia e agilizar o atendimento. Entre as propostas, citou a expansão da telemedicina, a criação de um prontuário eletrônico único para integrar informações das redes municipal, estadual, federal e privada e um sistema para ajudar os pacientes a encontrar unidades com atendimento mais rápido.
"Vou trabalhar usando tecnologia e inteligência artificial."
Economia
Flávio afirmou que votou a favor do fim da escala 6x1 no Senado após ouvir a população.
Até então, o senador fazia críticas à proposta e dizia que ela era “oportunista”, por ter sido apresentada às vésperas das eleições.
Flávio Bolsonaro defende uma “jornada flexível”, na qual, segundo ele, empregador e empregado chegariam a um consenso sobre as condições de trabalho.
Durante o debate, ele afirmou que, nos dias de folga, as pessoas têm medo de ser assaltadas e que as mulheres temem sofrer violência sexual. Por isso, quer dar segurança, além de um dia de folga.
“Não quero que seu dia de folga seja um dia de pesadelo”, disse.
Lula diz que Flávio "conhece ônibus por literatura", porque não pega ônibus, e que não conhece os trabalhadores, nem nunca trabalhou.
Ele diz ter consciência de que o custo de vida está alto, mas pede que as pessoas entrem no Google e pesquisem, porque a inflação foi muito mais alta no governo de Jair Bolsonaro do que agora.
Ele lembra que retomou o reajuste real do salário mínimo, que havia sido interrompido na gestão bolsonarista, e defendeu que é justo que os aposentados recebam o benefício atrelado ao valor do mínimo.
Também reforçou que vai continuar aumentando o salário mínimo e prometeu brigar para reduzir a inflação, dizendo que ela aumentou devido às guerras no Oriente Médio e Ucrânia provocadas pelo "amigo de Flávio", o presidente americano Donald Trump.
( da redação com informações de redes sociais e TV Band. Edição: Política Real)